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Complexidades métricas: perfis Twitter

01/03/2010

A efetividade de uma ação ou canal de comunicação em mídias sociais pode ser avaliada a partir de diversos indicadores. Tenho refletido bastante sobre isso, uma vez que pretendo criar e organizar conteúdo sobre métricas em mídias sociais para um futuro workshop na CampiDigital.

A título de exercício, listo aqui algumas “complexificações” de métricas para um perfil do Twitter a partir de três dos indicadores mais “óbvios”: seguidores, listas e menções.

Seguidores – Número absoluto: o número total de seguidores é o dado mais “rasteiro”, digamos. Quem trabalha com comunicação digital provavelmente já encontrou algum cliente que disse algo como “quero xx followers”.

– Relação seguidores x seguidos: é a relação entre o número total de seguidores e seguidos. Para alguns perfis pode significar relevância do conteúdo e/ou popularidade. Por exemplo, a pesquisadora @raquelrecuero possui uma relação positiva de 12,9. Porém, a partir de dado número de seguidores e dessa relação pode significar falta de interatividade e uso “broadcasting” do Twitter, como acontece com celebridades televisivas.Nesse caso, o valor popularidade permanece, enquanto o de relevância perde.

– Seguidores ativos: um perfil pode possuir muitos seguidores inativos, o que significa que o alcance não é tão bom quanto parece. Algumas ferramentas permitem deletar automaticametne seguidores inativos, fazendo com que o número de seguidores se aproxime desse indicador.

– Alcance dos seguidores: é o número médio de seguidores que os seguidores de determinado perfil possui. É um dado difícil de ser coletado, mas é bastante relevante. Certa vez li um post que falava, com provável razão, que os milhares de seguidores de @marcelotas não significam muita coisa, opis são pessoas que passam a o seguir por causa da televisão e, em tese, não são tão desenvoltos com internet e não teriam muito alcance.

– Relevância dos seguidores: também pode ser chamado de “qualidade” dos seguidores. Para determinado perfil, pode ser mais interessante que os seguidores sejam de determinada profissão, classe econômica ou localização. Quanto maior a porcentadem de seguidores no perfil desejado, mais os objetivos poderão ser alcançados.

– Relação seguidores follow-back x seguidores espontâneos: ajuda a avaliar se as pessoas estão virando seguidoras apenas por gostar da marca/conteúdo/relacionamento e encontrando o perfil espontaneamente ou se existe a pressão da retribuição (segue porque o perfil começou a seguir primeiro).

Listas –

Número absoluto: outra vez, é o indicador mais rasteiro. Significa a quantidade de perfis que dispenderam certo esforço de colocar tal perfil em alguma lista. –

Relação Tweets x Listas: a relação entre tweets e listas é interessante porque pode indicar o quanto o conteúdo que está sendo atualizado é “denso” para os seguidores. Se há uma boa relação entre número de tweets e número de listas, pode significar que o conteúdo está alcançando seu objetivo de comunicação. Também pode significar, em alguns casos, a força da marca/personalidade.

– Listas relevantes: é possível analisar a quantidade absoluta e a quantidade relativa de listas que sejam relevantes ao perfil indicado. Por exemplo, no meu caso, listas como “mídias sociais”, “comunicação” e “social media” são as mais relevantes para os meus objetivos, enquanto listas como “salvador”, “segunda-feira” (sic) e outras não são tão relevantes.

Menções – Número absoluto: número absoluto de menções em determinado período de tempo.

– Menções / Tweet: é a quantidade de menções por outros usuários em relação a quantidade de tweets postados. Se essa relação é alta, significa que os seguidores estão mais engajados.

– Retweet / Menções: o simples retweet, a meu ver, possui menos valor do que uma menção mais elaborada com conteúdo original. Ver a quantidade de menções “originais” em relação a simples retweets (principalmente os “incentivados” por promoções) é interessante.

– Menções positivas: a quantidade de menções positivas (em contraponto a neutras e negativas) ao twitter da marca.

Texto e Fonte : Tarcízio Silva

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Brasil é o terceiro no ranking de tempo em redes sociais

23/01/2010

Redes sociais tiveram um aumento de 82% no tempo de navegação em dezembro de 2009. Os dados da Nielsen apontam o Brasil com uma média de 4h30min em sites de relacionamento no último mês do ano passado – o sexto colocado no ranking de países. A maior média é da Austrália, com 6h52min.

Em audiência única, no entanto, o Brasil sobe. É o terceiro país, atrás apenas de Estados Unidos e Japão, com 31 milhões de usuários fazendo um networking.

Apesar do grande número de acessos, e de horas no Brasil, o hit Orkut não é o motor do crescimento mundial das redes sociais. Dados dos Estados Unidos apontam que o Facebook é a força motriz do alto índice de acessos, passando da faixa dos 60 milhões, em dezembro de 2008, para a dos 110 milhões visitantes de 2009. Twitter é o segundo melhor desempenho nos EUA.

Mais pessoas gastando mais tempo.

Em 2006, numa aula de Filosofia da Comunicação, discutíamos a mudança de hábitos provocadas pela tecnologia. A preocupação, então, era com o costume de enviar e receber cartas. O e-mail mataria os velhos envelopes selados? Hoje, os números dão preocupações bem maiores aos apocalípticos da tecnologia. “Estamos trocando as conversas frente à frente pelos scraps e tweets!” .

Não necessariamente. Antes de gritar por aí que a tecnologia mata a poesia, se deve ver nas ferramentas online um novo jeito de se comunicar – e até ser poético. Afinal, as 4h30 gastas no Brasil com certeza não chegam perto das horas de bate-papo face to face.

Fonte: Blog Infosfera – Zero Hora

Haiti: redes sociais da internet ajudam no socorro

20/01/2010

O colapso dos meios de comunicação tradicionais no Haiti mostrou mais uma vez a importância que as chamadas redes sociais e a internet podem desempenhar em grandes desastres.

O Twitter está sendo usado como um dos principais meios de comunicação, enquanto sites como Ushahidi fornece mapas detalhando danos e ajuda humanitária.

Tanto o Google quanto o site Facebook estão elaborando listas de desaparecidos.

Redes de satélites também estão separando canais para fornecer telecomunicações a agências humanitárias e militares envolvidos no socorro do Haiti.

As primeiras imagens de vídeo e fotos que chegaram da região depois do terremoto foram capturadas por celulares.

Por outro lado, linhas de telefonia fixa caíram e celulares funcionam de forma intermitente.

Centro de telecomunicações

A agência das Nações Unidas Telecomunicações Sem Fronteiras, que mantém uma rede mundial de técnicos do setor e de equipamentos de comunicação móveis, enviou duas equipes para a região. O Programa Mundial de Alimentação também tem um serviço parecido.

“Quando chegamos a um país, criamos um centro de telecomunicações para a ajuda humanitária para que eles tenham acesso a internet e telefone”, disse a representante da Telecomunicações Sem Fronteira Catherine Sang.

“Nós também temos uma operação humanitária de telefonemas para a população, para que possam ligar para a família e amigos no país e no exterior.”

A Inmarsat, uma operadora internacional de satélites, acatou o pedido de ajuda da ONU e liberou parte do tempo de seus satélites para a região do desastre.

Para os grupos que têm equipamentos que funcionam por satélite, como agências humanitárias e forças militares, reforços como este são essenciais, já que os canais tradicionais não dão conta do tráfego.

Serviço comunitário

No entanto, para as pessoas comuns, a forma mais fácil de se comunicar estão abertas na internet. Segundos depois do tremor, começaram a pipocar no site mensagens sobre o Haiti.

Desde então, a empresa criou o canal “#relativesinhaiti” que foi inundado de mensagens de parentes no exterior tentando descobrir informações sobre desaparecidos no Haiti, enquanto o canal “#rescumehaiti” está sendo usado pelos que participam diretamente das operações de resgate.

Cruz Vermelha, CNN e o jornal The New York Times estão compilando listas de desaparecidos. O grupo do Facebook “Earthquake Haiti” já conta com mais de 160 mil integrantes.

O jornalista Pierre Cote mora no Haiti e foi procurado por diversos meios de comunicação desde o terremoto. Atualmente, ele está transmitindo os próprios programas pela internet.

Ele foi entrevistado pela BBC via Skype, um programa que realiza ligações de voz e vídeo pela internet, e comentou o papel que está desempenhando.

“Se eu não fizer isso, ninguém o fará – a imprensa tradicional não o fará”, disse Cote. “A comunidade precisa disso, por isso, é o meu serviço para a comunidade reunir todas as informações.”

Outra ferramenta virtual que está se tornando vital para o socorro pós-desastre é o Ushahidi. O serviço, de código aberto, permite que se sobreponham mapas com informações obtidas de diversas fontes.

Mapas virtuais

O Ushahidi ganhou certa fama depois das eleições de 2007 no Quênia. Com ele, é possível determinar que regiões mais precisam de ajuda humanitária, quais áreas não têm acesso a água, ou no caso específico do Haiti – que locais foram abalados por tremores secundários.

No entanto, as experiências mais recentes do Ushahidi revelaram também o perigo de se confiar em dados que circulam livremente pela internet.

Entre as imagens usadas pouco depois do desastre no Haiti estava uma foto que supostamente era de uma ponte haitiana, mas na realidade, chegou-se à conclusão de que ela tinha sido tirada no Japão, após um terremoto de 2006.

Em dezembro, as fundações Vodafone e Nações Unidas publicaram um relatório em que era destacado o risco da desinformação que circula na internet.

Agora, os criadores doUshahidi trabalham em um sistema de verificação para garantir de forma independente que os dados têm procedência confiável.

Fonte: BBC Brasil

Para estrategistas, 2010 será o ano das eleições nas redes sociais da internet

30/12/2009

De olho nos 32 milhões de eleitores brasileiros com acesso à internet, marqueteiros dos principais partidos políticos do País apostam: as redes sociais serão peça-chave para conquistar o seu voto em 2010. E, agora, a exploração das ferramentas online disponíveis é permitida por lei. Pela primeira vez, a legislação brasileira consente doações pela internet e o uso de sites, blogs e redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter, ao longo da campanha, mesmo no dia da votação.

Com as mudanças da reforma eleitoral, o Brasil poderá viver algo parecido ao que se passou nos Estados Unidos em 2008 durante a campanha vitoriosa de Barack Obama à presidência. Na corrida eleitoral americana, os estrategistas do Partido Democrata jogaram luz sobre a mobilização de simpatizantes na internet e mostraram que a rede pode ser uma grande aliada para angariar votos e dinheiro. Para se eleger, Obama contou com a iniciativa de diversas pessoas não envolvidas oficialmente na campanha. Esses simpatizantes voluntários criaram vídeos e até mesmo redes sociais de apoio ao candidato democrata.

Reprodução
Rede PSDB
Rede PSDB: perfis virtuais do partido

“Agora é a hora da rede social no Brasil”, afirma a estrategista de marketing político Cila Schulman, espécie de “animadora” da Rede PSDB, como ela mesma se apresenta. Cila é a pessoa que está por trás dos perfis oficiais da legenda tucana na internet. “Eu coloco um conteúdo, um vídeo ou uma matéria, por dia para debater nas redes. Procuro atrair as pessoas pelo seu próprio interesse. Animar é entender com quem você quer falar e sobre o que eles querem conversar”, diz.

Rede PSDB é o nome dado aos diversos perfis virtuais do partido. Ao contrário do Partido Verde, que tem sua própria ferramenta de rede social, a Rede PV, os tucanos preferiram marcar presença nas comunidades já existentes. “As pessoas estão lá. No Orkut já têm comunidades bastante grandes, com 1 milhão de pessoas que apóiam o PSDB e que se solidificaram na campanha do Geraldo Alckmin”, afirma.

Reprodução
PV
PV cadastra voluntários pela internet

Mesmo a estrategista do PSDB admite que a pré-candidata do PV, Marina Silva, é quem vai seduzir mais internautas. “Ela é a candidata da rede. Ela atrai um perfil de gente que está na rede, como foi a campanha do Fernando Gabeira”. O secretário de Comunicação do PV, Fabiano Carnevale, concorda que o carisma de Marina ajuda, mas ele conta com a rede própria para alterar a ideia de “já perdeu”.

“A internet cada vez mais quebra a lógica de que o marqueteiro cria a imagem do candidato e a vende como um sabonete”. Carnevale, que foi coordenador da campanha de Fernando Gabeira à Prefeitura do Rio, lembra que, em 2008, 10 mil voluntários se cadastraram pela web. “Agora, o militante age silenciosamente, mandando e-mail para as famílias, para os amigos, um link…”. 

Nessa nova categoria de militância entra também o Twitter, microblog que reúne 8,7 milhões de brasileiros. Cerca de 150 mil twitteiros seguem o pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, ou @joseserra_. Em até 140 caracteres, o atual governador de São Paulo tem a chance de “quebrar o gelo” com seu eleitorado ao falar sobre seus netos ou revelar que curte rock’n roll.

Para isso, Serra adotou “rs” como forma de expressar sua risada – embora seus seguidores considerem “rsrsrs” mais careta que “kkk”, “hahaha” ou “hehehe”. “Ele aprendeu a rir na internet. Entendeu que ali é para conversar, não é para ficar panfletando”, conta Cila. Para ela, Serra está no caminho certo. Ao contrário de Dilma Rousseff, a pré-candidata do PT. “Eu não vejo a Dilma tendo esse mesmo tipo de experiência, ela não fica conversando, brincando”.

Reprodução
Dilma
PT lançou novo site em novembro

Para ajudar Dilma na tarefa de comunicar-se bem na internet, o PT contratou Ben Self, um dos responsáveis pelo marketing digital da campanha de Obama. No final de setembro desde ano, ele confirmou que já trabalha com a legenda para as eleições de 2010. Pouco mais de um mês depois, no dia 5 de novembro, o PT inaugurou seu novo site.

O secretário de Comunicação do partido, Gleber Naime, que liderou a reformulação da página, diz que quer “diversificar a apresentação de  ideias, utilizando as redes sociais e colocando áudio e imagem para alcançar mais gente”. O site traz um link para a Comunidade PT, mas seu acesso é restrito a filiados. “O PT decidiu usar as redes sociais existentes, colocando lá nossas páginas oficiais. O que temos de exclusivo aos filiados é a Comunidade PT, um serviço corporativo para gerenciar as demandas internas”, explica Naime.

Os estrategistas concordam que ficar só na internet seria ineficaz. A televisão e o rádio continuarão sendo os grandes divulgadores das campanhas, pelo menos enquanto durar a obrigatoriedade do horário eleitoral gratuito. Além disso, as legendas vão explorar, em 2010, a biografia de seus candidatos, seja na internet, na TV, no rádio ou nas ruas. “Não vão ser as ferramentas que vão transformar alguém, ou fazer o mesmo sucesso que o Obama. A internet nos Estados Unidos é muito diferente. É muito difícil transpor isso imediatamente”, defende Carnevale.

Doações pela internet

A reforma eleitoral permite que, em 2010, os partidos usem a rede também para receber doações, inclusive com cartão de crédito. Está claro para os estrategistas brasileiros que o chamado “efeito Obama” de micro-financiamento não vai se repetir no País. Em 2008, Obama arrecadou US$ 600 milhões, sendo que US$ 500 milhões foram só pela internet. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva angariou, em 2006, quando doações online ainda não eram permitidas, R$ 90 milhões, 10 vezes menos que seu colega americano. No Brasil, os especialistas acreditam que, no máximo, a mudança na lei brasileira abrirá mais uma opção de arrecadação para as legendas.

O PV já lançou seu site de arrecadação, dentro do projeto Brasil Sustentável. “Não acredito que teremos muitas doações porque o Brasil não tem essa cultura. As pessoas têm muita desconfiança na política. O site é mais voltado para os filiados e simpatizantes”, explica Carnevale. Se cada um dos 259.794 filiados depositar o mínimo pedido pelo partido para cobrir os custos da operação, R$ 20, a legenda receberá mais de R$ 5 milhões.

O PSDB também vai incentivar as doações online, mas ainda não definiu como. “O PSDB sem dúvida vai encontrar uma forma de implantar isso”, diz a estrategista do partido. A ideia, mais do que arrecadar dinheiro, é mobilizar os simpatizantes, segundo Cila. “É uma forma de participação. A grande questão do financiamento aqui vai ser a confiança. Por outro lado, tem uma boa parcela que vai querer dar uma contribuição porque é um ato de cidadania, é uma demonstração de que você quer ajudar aquele candidato”.

Já o PT, por enquanto, não tem projeto de arrecadar dinheiro via internet. De acordo com o secretário de Comunicação do partido, a reforma eleitoral deixou a desejar no quesito financiamento. “Infelizmente o Congresso não legislou como defendíamos. As contribuições continuarão restritivas na internet”, afirma. Ao falar em restrições, a legenda critica a obrigatoriedade de emissão de “recibo, em formulário impresso ou em formulário eletrônico, no caso de doação via internet”, como estabelece a lei.

Fonte: Último Segundo

A sensação do ano: só deu Twitter

21/12/2009

O Orkut já havia mostrado que o brasileiro adora as redes sociais. Mas o Twitter, criado em 2006, foi o grande fenômeno da rede este ano, aqui entre nós. Números do Ibope Nielsen Online mostram que, dos 31 milhões de brasileiros que navegam em redes sociais, 8,7 milhões visitam o Twitter mensalmente. E mais: segundo o Instituto QualiBest, 91% dos internautas brasileiros conhecem ou já ouviram falar do microblog – e 34% têm uma conta registrada no serviço.

Roberto Cassano, diretor de estratégia da empresa de marketing digital Frog, acompanhou a onda:

– Trabalhamos há dois anos focados em redes sociais. O crescimento do Twitter foi surpreendente em várias frentes, principalmente pela adesão. No começo do ano ele não era nada.

Em junho, o Brasil assumiu a liderança em penetração do Twitter. Cerca de 15% dos 34 milhões de brasileiros que acessaram a internet no mês – visitaram o serviço de microblog, segundo o Ibope Nielsen Online. Com isso, o Brasil está em quinto lugar entre os países com maior número de usuários. Não por acaso, ganhará sua versão em português ano que vem.

No ranking mundial dos twitteiros mais populares, Luciano Huck é o primeiro brasileiro a aparecer na lista, em 87 lugar, com mais de 1,3 milhão de seguidores. Na lista da twittosfera em português, o jornalista Marcelo Tas está em sétimo lugar, com 455 mil fãs.

– Meu interesse veio junto com o CQC, em 2008. Quando o programa estreou descobri que conseguia fazer buscas retroativas e ler tudo que se comentava sobre o programa ainda no ar. E isso é a cara da época web 2.0, em que as pessoas querem devolver para o programa de televisão a opinião delas sobre o que estão assistindo – acredita Tas.

Para Cassano, uma das causas para a explosão do Twitter entre os brasileiros tem a ver com a cultura tupiniquim, afetiva e familiar.

– Isso se deve um pouco à maneira com que nós valorizamos os vínculos. Enquanto outras culturas são mais individuais, temos uma natureza agregadosra.

Mas o microblog veio para ficar, ou é só mais uma novidade passageira? Tas acredita que, embora seja difícil definir com precisão, o Twitter já tem seu espaço garantido por três razões: transparência, velocidade e síntese:

– Essa compactação da informação é o que todos queremos na rapidez dos tempos de hoje. E o Twitter tem uma eficiência de comunicação muito poderosa, instantânea e descontrolada. Por essas razões, tenho uma visão muito otimista dele, ao contrário do que muitos acham, de que é uma diluição do texto. É uma visão pequena para o tamanho da mudança.

E já existem empresas totalmente voltadas para o negócio. É o caso da agência de mídias digitais Ad Brazil, que desenvolve projetos completos de uma página virtual. Sergio Lima, sócio da agência, afirma que uma conta de Twitter executada por uma empresa de comunicação otimiza os resultados do serviço:

– É preciso adequar-se ao público, não se limitar a informações meramente comerciais e, se possível, comentar sobre temas relacionados à corporação.

A busca por popularidade no Twitter mexeu com a cabeça de muita gente: políticos, artistas, todo mundo briga pelo seu lugarzinho no ranking de mais seguidores. Cassano, da Frog, acredita que o microblog mexeu com o papel de líder de opinião.

– A lógica agora é diferente da do mercado convencional. A mídia passou a ser o próprio consumidor. Não é mais quem tem poder econômico que compra espaço. Para conseguir ser popular, a experiência de comunicação tem que ser memorável e comentável.

Fonte: O Globo

Twitter e Facebook marcaram mundo virtual em 2009

18/12/2009

O Twitter, impulsionado pela popularização dos smartphones, elevou seus 140 caracteres às alturas do mundo virtual este ano, enquanto o Facebook deixou para trás o MySpace e se tornou a maior rede social do mundo.

“Estes são os grandes vencedores”, disse Jason Keath, assessor de uma consultoria de redes sociais da Carolina do Norte (sudeste) e fundador do SocialFresh.com, que organiza conferências sobre o tema. “O Facebook praticamente triplicou de tamanho este ano”.

“O Twitter cresceu imensamente”, acrescentou Keath. “Acho que tinha entre dois e quatro milhões de usuários no começo do ano, agora estão perto de 40 milhões”.

Com 250 milhões de membros, “se o Facebook fosse um país seria a quarta nação mais populosa”, destacou Scott Stanzel, ex-vice-secretário de imprensa do ex-presidente George W. Bush, que também trabalhou para a gigante do software Microsoft.

“Há um ano, acho que as pessoas não teriam pensado que o Twitter teria a influência que teve”, acrescentou Stanzel, que agora dirige a Stanzel Communications, uma consultoria de relações públicas com sede em Seattle que oferece assessoria em redes sociais.

O Twitter “estava ganhando popularidade, mas realmente explodiu este ano e o fez de forma que se tornou incrivelmente penetrante”, disse.

O Twitter dispensou ofertas de compra de centenas de milhões de dólares do Google e do próprio Facebook, e sua influência como ferramenta de comunicação e informação foi demonstrada de várias maneiras ao longo deste ano.

Em junho, o Departamento de Estado pediu ao Twitter que adiasse uma suspensão programada de seu serviço para manutenção, porque a rede estava sendo muito usada por manifestantes revoltados com o resultado das eleições presidenciais no Irã.

Mais recentemente, Google e Microsoft começaram a integrar mensagens do Twitter em seus respectivos motores de busca, uma nova característica descrita como busca em tempo real.

Além disso, a crescente adoção de smartphones teve muito a ver com a expansão do Twitter, estimou Jack Levin, co-fundador e chefe executivo da ImageShack, companhia que dirige o site yfrog.com, que compartilha imagens e vídeos no Twitter.

“A explosão dos smartphones nos Estados Unidos e em muitos outros países impulsionou a facilidade de comunicação entre as pessoas, e o Twitter certamente está no meio disso”, disse Levin.

“As pessoas querem se comunicar e o Twitter é na verdade uma plataforma de comunicações”, explicou. “E ele é um híbrido entre a troca instantânea de mensagens e o e-mail”.

O yfrog.com, de Levin, é um dos milhares de aplicativos criados para o Twitter por desenvolvedores independentes de software, e conseguiu crédito ao capitalizar a popularidade do serviço de microblog.

O Facebook, que deu início à tendência de abrir espaço para criadores independentes criarem divertidos mini-aplicativos, também percebeu de fato quão atraente era ter a possibilidade de se conectar de qualquer lugar em qualquer momento.

“O que eles fizeram e o MySpace não é que realmente expandiram o alcance de sua rede”, indicou Keath. “O Facebook Connect é grande parte disso, é possível controlar o Facebook e se conectar de qualquer outro lugar”, como de um telefone inteligente, por exemplo.

Facebook e Twitter são populares principalmente porque “dão valor real às pessoas em sua vida pessoal e profissional”, segundo Stanzel.

“É possível acompanhar centenas, talvez milhares de pessoas, com apenas uma conta do Facebook ou do Twitter”, destacou.

Além disso, “as empresas e políticos ativos no Facebook, Twitter ou YouTube (portal para compartilhar vídeos) estão costruindo uma relação permanente com seus consumidores e eleitores, porque estão no meio das conversas”, acrescentou Stanzel.

Keath disse acreditar que o crescimento do Twitter vai desacelerar, já que é muito difícil que consiga igualar a ascensão meteórica registrada em 2009.

Fonte: Último Segundo

Novos Recursos do Twitter: Rumo à monetização

17/12/2009

O Twitter está atacando com novos recursos, mostrando seu caminho rumo a monetização do serviço. Veja abaixo alguns screenshots do recurso beta Contributors, ou colaboradores. O Contributors serve para que as empresas que utilizam do Twitter possam se aproximar de seus consumidores e parceiros, permitindo que funcionários da empresa auxiliem na gestão da conta corporativa do twitter.

O Contributors, segundo um post do blog oficial do Twitter, “permite aos usuários participem de conversações mais autênticas com as empresas, permitindo que as organizações gerenciem seus vários colaboradores na mesma conta. Esse novo recurso acrescenta o nome de quem contribuiu com a informação na assinatura do próprio tweet, tornando mais pessoal a comunicação com o consumidor. Por exemplo, se o @Twitter convida a @Biz para um tweet em seu nome, então este tweet do @Twitter irá sair com a assinatura da @Biz abaixo, para que os usuários saibam mais sobre as pessoas por trás das organizações.”

tweet Novos Recursos do Twitter: Rumo à Monetização

Este recurso ainda está em teste, e somente alguns parceiros estão com autonomia para testá-lo além do Twitter. Um deles é a Starbucks. Brad Nelson, uma das pessoas por trás dos tweets da empresa, divulgou algumas screenshots do novo recurso.

Fullscreen Novos Recursos do Twitter: Rumo à Monetização

Com essas screenshots parece que o Twitter está indo para o caminho certo. Aparentemente os colaboradores poderão mudar de contas com certa facilidade, o que economizará algum tempo.

contributor update Novos Recursos do Twitter: Rumo à Monetização

contributor update 2 Novos Recursos do Twitter: Rumo à Monetização

E também facilita para o editor da conta controlar o acesso.

contributors access Novos Recursos do Twitter: Rumo à Monetização

Fonte: ReadWriteWeb

Seleção de trainees usa redes sociais

16/12/2009

Os longos e penosos processos seletivos de trainees têm ficado mais criativos e dinâmicos com as ferramentas online, como redes sociais. Ambev, Natura, Unilever e Reckitt Benckiser são algumas das que intensificaram o uso desses recursos este ano.    

Em agosto, a Natura postou no Youtube o vídeo “Próximos líderes”, que não revelava o nome da empresa. O material se disseminou na internet e ao todo 13,4 mil candidatos se inscreveram. “Queríamos alinhamento de valores, de visão de mundo”, diz Denise Asnis, gerente de Recursos Humanos da Natura.    

Os inscritos ficaram hospedados em uma comunidade, onde analisavam vídeos e escreviam textos. “A abordagem foi excelente”, diz Amarílis Ventura, de 22 anos. Formada em Jornalismo e Empreendedorismo na PUC-RJ, ela aprova as etapas online nas seleções, menos as provas. “São padronizadas. Às vezes, é igual à nota de corte”, diz. Na da Unilever, ela viu um diferencial. O teste consistia num jogo de negócios online. “Você era ambientado na empresa e tinha que tomar decisões.”    

A Unilever também inovou em uma das fases eliminatórias. Os candidatos tiveram de criar um blog com a sua “visão de mundo”. Para enfrentar a tarefa, podiam usar a imaginação. Foi o que Flora Faria Rosa, de 25 anos, formada em Administração na Universidade Federal de Juiz de Fora, fez. “Escrevi sobre valores importantes para mim, como a diversidade e a educação”, diz ela, que frequenta a comunidade Trainee Brasil, no Orkut, para saber dicas.    

Apesar dos elogios, Flora foi eliminada na entrevista por telefone na Unilever. Seu colega de faculdade Miguel De Vito, de 22 anos, assim como Flora, foi eliminado numa entrevista por telefone. “O bom de fazer as coisas online é que é menos custoso e otimiza o tempo. Mas frente a frente você vê melhor as reações das pessoas”, diz Miguel, que ainda está no páreo no concurso da Natura.    

As empresas só veem vantagens no uso do online. “A qualidade dos currículos recebidos melhorou este ano”, conta Ricardo Monteiro, da área de recrutamento da Reckitt Benckiser, multinacional do setor de produtos de limpeza. A empresa tem um blog e uma página no Twitter alimentados por estagiários de vários países, incluindo o Brasil.  “Começamos com um blog, depois passamos para o Facebook e o Twitter”, conta. “Ano que vem, vamos fazer um jogo.”    

“As redes ajudam muito”, endossa Thiago Porto, gerente corporativo da Ambev. O Orkut foi usado para divulgar a empresa entre os jovens, com o jogo “Vai uma aí?”, em que eles provavam conhecer as marcas da empresa. O aplicativo vinha com link para o hotsite da Ambev, onde o candidato poderia se inscrever no programa, encerrado em setembro. O resultado foi o aumento significativo do número de inscrições: de 33 mil em 2008 para 60 mil.

Fonte: Estadão

50 aplicações para obter dados do Twitter

15/12/2009

No honeytechblog.com publicaram uma enorme lista de aplicações que podemos usar para obter dados estatísticos sobre qualquer conta, assim como mostrar informações específicas sobre palavras chaves.

 1. Twittercounter Para ver o crescimento do número de seguidores de uma ou várias contas.

2.Twitteranalyzer Minha preferida, para conhecer os dados sobre os costumes e perfis dos leitores das nossas contas. Muito importante para saber quando escrever e de que forma fazê-lo (não se escreve igual para um público de 15 anos do que para um público de 40).

3. Tweetstats Para mostrar a quantidade de tweets por hora e mês, mostrando estatísticas de respostas.

 4. Twitalyzer Para ver a atividade de qualquer usuário do twitter e determinar sua influência.

5. Twitturly Twitturly proporciona uma visão em tempo real do que as pessoas estão falando no twitter.

6. Tweeps Para ajudar a decidir a quem seguir e descobrir informação sobre alguns usuários.

7. TwitterGrader Para testar seu poder de influência no Twitter examinando vários fatores como número de seguidores e poder deles.

8. Twitscoop Para ver tendências em tempo real, identificando notícias e vendo gráficos sobre qualquer palavra informada.

9. Tweettronics Tweettronics permite conhecer a opinião das pessoas sobre produtos e marcas.

10. Monitter Permite monitorar conjuntos de palavras chave.

11. TweetBuzzer Tweet Buzzer nos permite ver as marcas mais faladas no Twitter, filtrando por período de tempo.

12. spy Para ver as conversas no Twitter, Friendfeed, Flickr, Blogs e outras redes sociais.

13. Retweetrank Para conhecer detalhes sobre qualquer conta do twitter: quantas vezes foi recomendada, quais foram suas atualizações, etc.

14. Twittas Para saber quando foi nosso primeiro tweet e nossa velocidade de atualização.

15. TwiBuzz Para medir a freqüência de atualização de textos relacionados com qualquer palavra.

 16. Peoplebrowsr Para conhecer melhor a atividade no Twitter dos famosos de Hollywood.

17. Tweetwhatyouspend Tweetwhatyouspend nos permite gerenciar nossos ingressos obtendo dados estatísticos.

18. Twitterholic Para conhecer as listas dos usuários mais populares do Twitter.

19. Twitnest Twitnest permite ver sua rede de contatos de forma gráfica.

20. Eventtrack Para ver eventos pelo twitter.

21. Socialtoo Para sincronizar nossa rede de contatos no twitter e facebook.

22. Repeets Para ver as notícias mais recomendadas no Twitter.

 23. Tmtt tmtt calcula o tempo de vida de um tweet, permitindo analisar o poder de comunicação do Twitter.

24. Emotionstream emotionstream nos permite obter o estado de um usuário dependendo do que escreve no twitter.

25. Klout Para ver a influência que temos no Twitter.

26. Web2express Analisa o conteúdo de milhões de textos para oferecer o mais relevante.

27. SuiteSpot Mostra graficamente a informação de várias fontes (entre elas, twitter).

28. Flackr Outro filtro de informação com possibilidade de ver fotos e links relevantes.

29. Xefer Xefer permite analisar a freqüência de atualização e importância do que escrevemos no twitter.

30. Xpenser Ootra forma de gerenciar as despesas no twitter.

31. Writersdb Aplicação pensada para escritores que queiram informar sobre novas publicações.

32. Cheaptweet CheapTweet busca por ofertas no Twitter.

33. Twick Twick’in busca e permite compartilhar links de programas de afiliados.

34. ObjectiveMarketer Social Media Channels permite gerenciar campanhas de marketing.

35. Retweetradar Retweetradarmostra informação filtrada em forma de nuvem de tags.

36. Gracts Gracts.com permite informar sobre atividades ecológicas.

37. Archivist Funciona no Windows e guarda textos de twitter para posterior consulta.

38. TwitterTopTwenty Listas dos 20 principais usuários e tópicos.

39. TweetEffect Para conhecer o efeito de nossos textos no crescimento da nossa comunidade.

 40. Twitterfriends Para saber quantos contatos estão online.

41. Tweetag Para mostrar os tópicos mais populares das últimas 24 horas, recebendo alertas pelo email.

42. Twitteryam Twitteryam fornece um número que representa o valor da nossa conta de twitter em dólares.

 43. Tweet-Rank Para saber que textos nos fizeram ganhar ou perder seguidores.

44. MicroPlaza MicroPlaza mostra os links compartilhados pela nossa comunidade de contatos.

45. Tweetply Tweetply mostra o mais popular em função das respostas realizadas.

46. Iate Para ver informação sobre restaurantes.

47. Quickrate.thummit Para analisar o mais e menos popular no Twitter dependendo da tonalidade da conversa.

48. TweetPsych Para construir um perfil psicológico dos usuários dependendo do que falem no twitter.

49. Tweetburner Para ver estatísticas dos links que compartilhamos.

50. Tweetwasters Para saber a quantidade de tempo que temos invertido no Twitter.

Fonte: WWWhat’s New Brasil

LikendIn e Twitter Juntos

04/12/2009

A integração entre as duas redes já está disponível para todos os usuários do LinkedIn e funciona de modo muito parecido a outras integrações do Twitter como, por exemplo, com o Facebook.

Para iniciar a integração é muito simples.  Basta ir à página de edição do seu perfil no LinkedIn e registrar seu usuário e senha do Twitter.

Veja o vídeo da entrevista, em inglês:

Fonte: Pitaco