Posts Tagged ‘Mídias Sociais’

Marcas que fizeram #fail nas mídias sociais

23/03/2010

Grandes marcas estão cada vez mais aderindo às mídias sociais, e por vezes estão tropeçando na dinâmica do relacionamento com os consumidores nesses novos meios de comunicação. Existem vários casos de falta de bom senso e até erros primários que custaram muito caro gerando danos à imagem da marca e um sentimento negativo por parte dos usuários. Esse post vai ser atualizado sempre que um caso desses ocorrer, dizem que se aprende com os erros… vamos acompanhar.

22/03/2010
O mais recente caso é o da Nestlé, que deve ter deixado a cargo de um estagiário irresponsável (pelo menos no dia) o gerenciamento de sua página de fãs no Facebook.

A Nestlé vem sofrendo fortes ataques do Greepeace direcionados ao seu chocolate “Kit Kat”. A ONG acusa a empresa (fornecedores) de destruir florestas tropicais da Indonésia para extrair o óleo de dendê usado na fabricação do chocolate.

O Greenpeace fez uma sátira alterando o logo do chocolate, em alusão a destruição da floresta e publicou um video que faz referência a devastação do habitat dos Orangotangos que mostra um trabalhador abrindo um pacote do chocolate  e comendo um dedo de orangotango sem perceber. A Nestlé foi atrás do Google para tentar tirar o vídeo do YouTube alegando violações de direitos autorais por causa da alteração do logo. Porém de nada adiaram os esforços da empresa, o video já havia se tornado viral.

Na página do Facebook, que tem mais de 90.000 fãs até o momento, quem está gerenciando a conta no site de relacionamento está tendo uma abordagem hostil com os consumidores e potenciais clientes.

Na página diz que a Nestlé agradece os comentários, mas “por favor, não poste usando uma versão alterada de qualquer um dos nossos logotipos como sua foto de perfil – eles serão excluídos.” Insinuando que os logos são propriedade intelectual da Nestlé e não podem ser alterados. A Nestlé também excluiu comentários negativos de muitas pessoas e respondeu de forma padronizada a outras, mostrando total desprezo ao pensamento de seus consumidores. A reação dos usuários foi imediata, criticando a censura e dizendo frases como “não nos diga o que fazer”.

A Nestlé está nos mostrando como amplificar uma crise através das mídias sociais, deixando transparecer um pensamento antigo e controlador. Típico das velhas mídias.

O assunto está sendo discutido em toda a esfera das mídias sociais e vem ganhando força. Além das redes sociais como o Facebook, o assunto vem gerando milhares de tweets e posts em blogs, e deverá arrebanhar um número de pessoas muito grande que serão difusoras e multiplicadoras desse movimento. A Nestlé não vai poder ignorar isso.

Poderá também gostar de:

As 100 marcas globais mais inseridas nas redes sociais

Críticos, jovens são desafio às marcas

Mídia social no processo de consolidação de marcas

Consumidores abertos a marcas

Fonte: Midias Sociais
Anúncios

Entendendo Redes Sociais e Mídias Sociais assim como suas ferramentas

24/02/2010

Estava na pós graduação no fim de semana que passou quando a Adriana Oliveira veio me perguntar: Redes Sociais e Mídias Sociais são sinônimos ? Confesso que quando li senti um pequeno frio na barriga, eu sabia que não eram sinônimos, mas sabia também que era um assunto que gerava muita dúvida e eu mesmo tinha dúvidas se saberia explicar corretamente isto para ela. Sabe o que aconteceu ? Virou post !

O fato também de eu ter um blog e estar redigindo o post não quer dizer que eu seja o dono da razão. Minha intenção é compartilhar minhas ideias e aprender com todos vocês.

Logo após o frio na barriga do momento da pergunta veio um filme na minha cabeça. Este filmezinho era lá pelos anos de 2004 quando eu estava saindo do curso de engenharia química e me aventurando na química que eu sentia pela Publicidade e Propaganda.

Para começar este post vou explicar que nesse filmezinho que veio em minha cabeça veio que no início da faculdade aprendemos as diferenças entre Publicidade e Propaganda.

Publicidade: É o ato de anunciar um produto ou serviço através de um anúncio na mídia, mediante pagamento, seja qual veículo for. Expliquei aqui com minhas palavras, confira o que diz a wikipedia.

Propaganda: é o ato de uma informação se propagar por meios naturais, no boca a boca, sem ter por trás um anunciante pagando por isto. Eu sigo esta linha de pensamento.

Alguns dizem que publicidade e propaganda no Brasil são sinônimos. Que divergem por motivos de traduções. Outros alegam que propaganda está ligado, diretamente, a um partido político. Confira + na Wikipedia

Justamente por essa diferença nos conceitos e por diferentes linhas de pensamento existirem que me veio esta lembrança.

Redes Sociais hoje estão associadas ao orkut, ao twitter, ao facebook, linkedin e tantos outros que você pode ver na lista que separei aqui.

Por sorte, quando determinado assunto começa a ter grandes proporções num país e com certeza absoluta, em muitas partes do mundo, através da internet, acabamos conhecendo profissionais sérios, que dominam determinado assunto.

Eu já tinha visto e acabei até postando um vídeo do Augusto de Franco explicando que o twitter, o facebook, o linkedIn, não eram redes sociais e sim ferramentas que permitiam pessoas a criarem suas próprias redes sociais, sejam de relacionamento, de troca de links ou de contatos propfissionais.

Então Redes Sociais são focadas no relacionamento, entre pessoas, com um mesmo objetivo. Pode ser feito online, através dessas ferramentas citadas acima, ou até mesmo pelo msn, numa conversa com mais pessoas, por um grupo de email ou até como podem e de fato acontece, offline.

A Profª Drª Luciana Panke chegou a comentar exatamente isso nesta aula da pós que eu estava com o cérebro a mil, pensando em todos esses conceitos. Aquela nossa turma da pós, era uma rede social. Aliás, um detalhe importante. Para ser uma rede social é fundamental que as pessoas que estejam se relacionando tenham um objetivo em comum. O que de fato, as vezes não acontece…

Pronto, agora com esses tópicos descritos abaixo fica faltando o termo mídias sociais.

Mídias Sociais são como a publicidade. Precisam de um anunciante, um produto ou serviço, pago. Quando eu estava pensando neste post, me veio a cabeça que alguém perguntasse: Mas estas ferramentas de redes sociais na internet, a maioria são gratuitas?

Sim, é verdade. Mas elas são utilizadas como veículo. E necessitam uma estrutura por trás, que depende de investimento e profissionais qualificados. Ou seja, seu sobrinho que passa o dia todo no orkut, não serve.

Outra coisa que eu fiz antes de fazer este post foi perguntar a um profissional do mercado, qual era sua opnião. Perguntei pro Roberto A. Loureiro, da Tecnisa se ele gostaria e se tinha tempo de esclarecer esta dúvida de tantas pessoas.

Fiquei feliz com a resposta dele pois segue na mesma linha que eu entendia.

Eu vejo redes sociais como relacionamento e mídias sociais mais como um veículo. Roberto A. Loureiro

Ainda tentando me cercar de todos os argumentos possíveis para fazer um bom post para todos vocês, e sabendo que muitos leitores do blog são professores renomados e que trabalham diariamente com mídias sociais fui pesquisar na wikipedia novamente:

O conceito de Mídias Sociais (social media) precede a Internet e as ferramentas tecnológicas – ainda que o termo não fosse utilizado. Trata-se da produção de conteúdos de forma descentralizada e sem o controle editorial de grandes grupos. Significa a produção de muitos para muitos.

Eu concordo em partes. Realmente uma das características das mídias sociais é a produção de conteúdo na forma muitos para muitos, descentralizado. Desde que seja utilizado por uma empresa, que tenha um produto ou serviço, que vise obter um relacionamento com seu público, fazendo disto tudo, um veículo, de mídia.

Para fomentar esta discussão eu fui ao twitter e ao skype e perguntei para algumas pessoas:

Redes Sociais é o nome que colocaram para os sites que fornecem a possibilidade das pessoas se reunirem por qualquer que seja o motivo.
Mídias Sociais é o nome que colocaram para o trabalho de marketing online dentro das redes sociais.
Eu não gosto de nenhum dos dois nomes, pois rede social é qualquer grupo de pessoas interligadas, por exemplo: seu trabalho ou seu grupo de jogatina. E “mídias sociais” porque é derivado dele. Leandro Bravo
Ligar redes sociais a mídias sociais é um erro que muitos profissionais ainda insistem. Em um resumo poderia dizer que Redes sociais são o conceito que a humanidade já possui a vários mil anos e Mídias Sociais é o meio que elas exercem esse conceito, seja ele no orkut ou em uma tabacaria que reune pessoas ligadas a um mesmo objetivo.
Oscar Ferreira
Mídias sociais estão para canais de TV assim como redes sociais estão para aparelhos de TV. Fábio Seixas

Agora que a discussão está aberta eu espero saber se você leitor entendeu a diferença entre redes sociais e mídias sociais. Quero saber se este post ajudou no seu entendimento. Se você concorda quais os pontos em comum com o meu pensamento. Se não concorda, fique a vontade para expor os pontos que você não concorda. Deixe seu comentário e divulgue o Blog Mídias Sociais.

Fonte: Mídia Bom

Marcas avançam nas redes sociais

24/02/2010

Orkut, Twitter, Facebook e blogs já fazem parte da realidade de muitas marcas, mas ainda há bastante dúvida sobre o que pode ou não ser feito nas mídias sociais. “Algumas marcas já avançaram bastante, mas ainda há quem não acordou para as redes”, disse Henrique Vieira, diretor da BG Interativa.

A Ginga tem usado as mídias sociais como ferramenta de comunicação para diversos clientes. Um dos cases de sucesso foi o trabalho para os filmes da saga “Crepúsculo”. Foi criado um site para o primeiro dos quatro longas-metragens. O endereço abrigou as novidades do segundo filme da série, “Lua Nova”, e em breve  abordará “Eclipse”, que deve estrear este ano.

Hoje são mais de 85 mil usuários e a intenção é chegar a 160 mil com o novo filme. “Em uma das ações, convidamos os fãs a fazer clipes do filme que foram exibidos no ‘Fantástico’. Combinamos conteúdo com informação”, falou del Priori.

A BG Interativa também está de olho na nova tendência. A agência criou ações de apoio para o concurso Beleza Mundial nas redes sociais. “A Impala agora está aprofundando e fortacelendo a comunicação. Com o fim do concurso, o foco foi para o lançamento dos produtos”, disse Vieira.

Outra marca de cosméticos que está em redes sociais é a Natura. A empresa começou monitorando o Orkut, mas sem interferir já que a rejeição para marcas nessa rede era grande.

Foram criados blogs, como o Natura Cabelos, por exemplo, com dicas de beleza. “Percebemos que não dava para parar. Há três ou quatro meses entramos no Twitter. Nove pessoas dentro da Natura são responsáveis por responder as perguntas dos usuários. O consumidor gosta de ver que a marca o achou no seu espaço sem ser intrusiva”, explicou Marcio Orlandi, gerente de internet da Natura.

O Twitter é usado pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) como ferramenta de relacionamento. O perfil é seguido não apenas por alunos, mas por quem tem interesse no assunto em geral. “Uma escola de negócios tem de estar alinhada com as novidades. Não pode apenas acompanhar, mas ser tendência”, disse Ismael Rocha, diretor de extensão e operações da ESPM.

O relançamento da marca Penelope Charmosa, da Warner, foi todo baseado nas redes sociais. A estratégia contou com blog, Orkut, Twitter, Facebook e Flickr. “Estamos tendo um retorno muito bom. Tanto que devemos lançar outras duas marcas assim”, contou Marcos Bandeira de Mello, diretor geral da Warner.

A Caloi monitora todas as manifestações envolvendo sua marca nas mídias sociais. Além de atender as solicitações dos consumidores, a empresa divulga os produtos e faz ações promocionais. “A Caloi patrocinou o BikeTour e sorteou, pelo Twitter, 20 inscrições para o passeio ciclístico”, disse Ana Paula Nogueira, coordenadora de marketing da Caloi.

A Fischer+Fala! fez uma ação muito criativa para a Uipa (União Internacional Protetora dos Animais). Eles fizeram perfis para cada cachorro que precisa de adoção. “Em três dias, os cachorros já tinham mais de mil amigos”, disse Rafael Merel, diretor de criação da agência.

O laboratório Fleury, além de usar o Twitter para ouvir o cliente, utiliza o canal para levar os seguidores ao site da empresa, que é especializado em conteúdo de saúde.

A Audi, por exemplo, é uma das marcas que está totalmente inserida no ambiente de mídias sociais. No site da montadora, é possível personalizar uma página para receber informações de diversas redes sociais ao mesmo tempo. A marca também mantém um personagem, Guto Kleien, para interagir com o internauta com perfil no Orkut, no Twitter e no Facebook.

Complementando o texto
Nesse vídeo sobre o lançamento da Rede Social Sonico no Brasil, alguns especialista expoêm suas opiniões sobre as marcas nas Redes Sociais:

Texto: Chico Montenegro Fonte: Mídia Social

Papa diz que Igreja entrou em ‘nova era’ e pede a padres que usem a internet

23/01/2010

O papa Bento XVI anunciou hoje, em sua mensagem destinada ao 44º Dia das Comunicações, o início de “uma nova era” para a Evangelização, que exigirá dos padres uma presença maior na internet.

No texto, divulgado nesta manhã, Bento XVI convida a Igreja a acompanhar a internet com entusiasmo e audácia, e lança como desafio aos sacerdotes a necessidade de se utilizar as redes sociais para levar “a Palavra de Deus” ao “grande continente digital”.

“O desenvolvimento das novas tecnologias e, na sua dimensão complexa, todo o mundo digital representam um grande recurso para a humanidade”, diz o Papa em seu texto. Um espaço que deve ser utilizado também para demonstrar que “a terna atenção de Deus em Cristo para nós não é uma coisa do passado e nem uma teoria erudita, mas uma realidade concreta e atual”, continua.

Hoje, os sacerdotes estão no “início de uma nova história” e devem ser os “animadores” da “comunidade que se expressa agora por meio das tantas vozes presentes no mundo digital”, devem oferecer aos homens que vivem neste “tempo digital”, principalmente aos jovens e também aos que não-crentes, “os sinais necessários para reconhecer o Senhor”, orienta o Pontífice.

Segundo explicou o presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, ao apresentar o texto, o Papa tem uma visão “positiva” e não “ingênua” dos meios de comunicação, como alguns veículos chegaram a cogitar.

No ciberespaço, o Pontífice deverá abordar questões gerais, como a segurança dos menores na rede, a coordenação de assuntos relacionados à Igreja e aos meios de comunicação.

A mensagem do Papa sobre as mídias é divulgada todos os anos junto à festa de São Francisco de Sales, o padroeiro dos jornalistas. A celebração é festejada todo dia 24 de janeiro.

O 44º Dia Mundial das Comunicações acontecerá em 16 de maio, sob o tema: “O padre e a pastoral no mundo: as novas mídias a serviço da Palavra de Deus”.

Fonte: O Repórter

Cinco dicas para sua empresa iniciar ações nas redes sociais

20/01/2010

É possível potencializar negócios utilizando redes sociais. Nos últimos anos as mídias ampliaram canais de diálogo entre empresas e seus respectivos públicos saíram do ambiente de entretenimento para plataformas essenciais em planejamentos de comunicação de negócios, políticos, multinacionais, indústrias, governos e pessoas públicas.

Por isso, se sua empresa não está conectada a elas, está na hora de você pensar em como fazê-lo da maneira mais assertiva e profissional.

“Estar no mundo virtual exige campanhas executadas de maneira consistente, permanente e profissional”, explica o CEO da agência Mentes Digitais, André Telles, autor do best seller Orkut.com e Geração Digital.

O especialista dá cinco dicas para profissionais que querem estabelecer perfis em redes sociais e não sabem por onde começar:

Identifique sua rede social: São no mínimo seis redes sociais com grande acesso de brasileiros. Faça uma análise detalhada de qual é frequentada pelo seu público alvo. Você pode escolher uma ou várias redes para criar o perfil da sua empresa.

Pense na sua identidade: Muito mais do que estabelecer uma identidade visual, com logo e cores que se relacionam com sua empresa, lembre-se da sua identidade textual, que preserve características na linguagem. Estes elementos irão construir credibilidade com audiência. Use uma linguagem informal, mas lembre-se que o português padrão é essencial.

Crie um ritmo: Depois estar conectado, lembre-se da importância de manter uma frequencia na manutenção e publicação do conteúdo. Muitas empresas contratam um profissional exclusivo para isso. Lembre-se que publicar por publicar não faz sentido, o conteúdo deve ter algum proveito positivo para a audiência.

Mensure resultados: É importante criar uma maneira de mensurar resultados nas redes sociais. Como fazê-lo é um desafio que você precisa descobrir levando em consideração as especificidades do seu negócio, as características de seus clientes. Número de seguidores ou de amigos não são, de forma geral, características de qualidade. Contudo, as interações entre audiência e os perfis da sua empresa na rede social podem fornecer uma série de informações pertinentes para o planejamento estratégico da empresa. Perceber, analisar e utilizar estas informações é um resultado positivo de estar conectado.

Esteja pronto para reagir: A democracia criada pelo o ambiente virtual permite que opiniões tanto positivas como negativas sejam divulgadas. É importante estar pronto para respondê-las de maneira ágil e eficiente. A imagem que a empresa tem no mercado e junto aos clientes ficará exposta nas redes sociais. Tenha uma equipe focada nas mídias sociais, ou pense em contratar profissionais de agência digital para um apoio técnico.

Fonte: Paranashop

Haiti: redes sociais da internet ajudam no socorro

20/01/2010

O colapso dos meios de comunicação tradicionais no Haiti mostrou mais uma vez a importância que as chamadas redes sociais e a internet podem desempenhar em grandes desastres.

O Twitter está sendo usado como um dos principais meios de comunicação, enquanto sites como Ushahidi fornece mapas detalhando danos e ajuda humanitária.

Tanto o Google quanto o site Facebook estão elaborando listas de desaparecidos.

Redes de satélites também estão separando canais para fornecer telecomunicações a agências humanitárias e militares envolvidos no socorro do Haiti.

As primeiras imagens de vídeo e fotos que chegaram da região depois do terremoto foram capturadas por celulares.

Por outro lado, linhas de telefonia fixa caíram e celulares funcionam de forma intermitente.

Centro de telecomunicações

A agência das Nações Unidas Telecomunicações Sem Fronteiras, que mantém uma rede mundial de técnicos do setor e de equipamentos de comunicação móveis, enviou duas equipes para a região. O Programa Mundial de Alimentação também tem um serviço parecido.

“Quando chegamos a um país, criamos um centro de telecomunicações para a ajuda humanitária para que eles tenham acesso a internet e telefone”, disse a representante da Telecomunicações Sem Fronteira Catherine Sang.

“Nós também temos uma operação humanitária de telefonemas para a população, para que possam ligar para a família e amigos no país e no exterior.”

A Inmarsat, uma operadora internacional de satélites, acatou o pedido de ajuda da ONU e liberou parte do tempo de seus satélites para a região do desastre.

Para os grupos que têm equipamentos que funcionam por satélite, como agências humanitárias e forças militares, reforços como este são essenciais, já que os canais tradicionais não dão conta do tráfego.

Serviço comunitário

No entanto, para as pessoas comuns, a forma mais fácil de se comunicar estão abertas na internet. Segundos depois do tremor, começaram a pipocar no site mensagens sobre o Haiti.

Desde então, a empresa criou o canal “#relativesinhaiti” que foi inundado de mensagens de parentes no exterior tentando descobrir informações sobre desaparecidos no Haiti, enquanto o canal “#rescumehaiti” está sendo usado pelos que participam diretamente das operações de resgate.

Cruz Vermelha, CNN e o jornal The New York Times estão compilando listas de desaparecidos. O grupo do Facebook “Earthquake Haiti” já conta com mais de 160 mil integrantes.

O jornalista Pierre Cote mora no Haiti e foi procurado por diversos meios de comunicação desde o terremoto. Atualmente, ele está transmitindo os próprios programas pela internet.

Ele foi entrevistado pela BBC via Skype, um programa que realiza ligações de voz e vídeo pela internet, e comentou o papel que está desempenhando.

“Se eu não fizer isso, ninguém o fará – a imprensa tradicional não o fará”, disse Cote. “A comunidade precisa disso, por isso, é o meu serviço para a comunidade reunir todas as informações.”

Outra ferramenta virtual que está se tornando vital para o socorro pós-desastre é o Ushahidi. O serviço, de código aberto, permite que se sobreponham mapas com informações obtidas de diversas fontes.

Mapas virtuais

O Ushahidi ganhou certa fama depois das eleições de 2007 no Quênia. Com ele, é possível determinar que regiões mais precisam de ajuda humanitária, quais áreas não têm acesso a água, ou no caso específico do Haiti – que locais foram abalados por tremores secundários.

No entanto, as experiências mais recentes do Ushahidi revelaram também o perigo de se confiar em dados que circulam livremente pela internet.

Entre as imagens usadas pouco depois do desastre no Haiti estava uma foto que supostamente era de uma ponte haitiana, mas na realidade, chegou-se à conclusão de que ela tinha sido tirada no Japão, após um terremoto de 2006.

Em dezembro, as fundações Vodafone e Nações Unidas publicaram um relatório em que era destacado o risco da desinformação que circula na internet.

Agora, os criadores doUshahidi trabalham em um sistema de verificação para garantir de forma independente que os dados têm procedência confiável.

Fonte: BBC Brasil

As 100 marcas mais sociais

06/01/2010

A cada dia, as empresas estão mais preocupadas com sua imagem na internet e, sobretudo, nas redes sociais. Por isso, elas têm investido pesado para consolidar seus nomes e campanhas publicitárias entre o público variado que acessa as redes. A empresa americana Vitrue, especializada em redes sociais, acaba de divulgar uma lista com as 100 marcas mais sociais de 2009.

Segundo dados de outra consultoria, a eMarketer, das empresas listadas entre as 500 maiores pela revista Fortune, as marcas que não estão em redes sociais representam apenas 9% do total (elas eram 43% no ano anterior). Aqui no Brasil, vemos um número cada vez maior de empresas com perfis no Twitter (e campanhas específicas para o serviço), no orkut e no Facebook.

Essa preocupação com as redes sociais confirma a ideia de que a gestão das marcas está mudando. Querendo ou não, uma empresa pode receber comentários de qualquer pessoa contra ela. Se no passado o domínio sobre as marcas era grande, hoje elas estão mais, digamos, vulneráveis à opinião das pessoas. E isso é bom para nós, consumidores.
Voltando à lista das marcas mais sociais, o ranking é liderado pelo iPhone, da Apple, seguido pela Disney e pela CNN.

O iPhone manteve o topo da lista, que está na segunda edição. Alguns destaques: a Adidas subiu da 85ª. posição para a 14ª. Outras que também brilharam foram NBA, Nike, Nissan, Victoria’s Secret, HP, e KFC.

As marcas de consoles estão no topo: Wii em 7º., Xbox em 9º., Playstation em 13º. e Nintendo em 21º. É interessante observar a variedade de ramos das marcas. As mais representativas são da área de mídia. Esportes também são fortes, mas apenas com as ligas americanas. Abaixo, a lista completa.

1. iPhone
2. Disney
3. CNN
4. MTV
5. NBA
6. iTunes
7. Wii
8. Apple
9. Xbox
10. Nike
11. Starbucks
12. NFL
13. PlayStation
14. Adidas
15. BlackBerry
16. Sony
17. Mercedes
18. Microsoft
19. Samsung
20. BMW
21. Nintendo
22. Best Buy
23. ESPN
24. Ford
25. Honda
26. Ferrari
27. Gucci
28. Nokia
29. Major League Baseball
30. Dell
31. Coca-Cola
32. CBS
33. ABC
34. iPod
35. Mac
36. Turner
37. Nissan
38. Toyota
39. eBay
40. Amazon
41. Victoria’s Secret
42. Nutella
43. NASCAR
44. Disneyland
45. Audi
46. NHL
47. Red Bull
48. Verizon
49. Intel
50. Subway
51. Hewlett-Packard
52. Puma
53. Kia
54. Fox News
55. Porsche
56. Jeep
57. Dodge
58. Pandora
59. Walmart
60. Zappos
61. Suzuki
62. McDonald’s
63. Krystal
64. T-Mobile
65. Skittles
66. KFC
67. Volkswagen
68. NBC
69. Sprint
70. Pixar
71. Motorola
72. IKEA
73. Pepsi
74. Cisco
75. REI
76. LG
77. AT&T
78. Converse
79. The Gap
80. Chevrolet
81. Louis Vuitton
82. Toys”R”Us
83. H&M
84. Philips
85. General Motors
86. Pringles
87. Visa
88. Prada
89. Panasonic
90. IBM
91. VH1
92. Hulu
93. Oracle
94. Burberry
95. SEGA
96. Sears
97. Avon
98. Jet Blue
99. Lacoste
100. Comcast

Fonte: Info – Abril

Redes sociais: você ouviu falar em s-business?

05/01/2010
Transformação das redes sociais é tão ampla que podemos estar rumando para uma nova etapa dos negócios digitais, o social business
 

Se alguém disser que as redes sociais vieram pra ficar, não acredite. O verbo ficar talvez não seja o mais adequado para as novas plataformas de relacionamento e troca de informações. Isto porque elas já começam a ser pensadas para objetivos maiores e mais complexos dos negócios das empresas, muito além das ações de promoção e propaganda. Talvez, o mais adequado seja dizer que as redes sociais vieram para abalar.

“O poder das pessoas reunidas em comunidades, trocando informações sobre suas vontades e expectativas, ainda vai modificar muitas coisas que conhecemos sobre as relações comerciais de hoje”, defende o professor de marketing e de arena digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Rodrigo Tafner. Ele é um defensor do s-commerce (social commerce). O termo pode ser traduzido por uma extensão do que se convencionou chamar de e-commerce, só que agora turbinado com as redes sociais.

Um exemplo recente é o Nike Plus, um tênis feito para quem gosta de praticar corrida. O calçado traz um chip embutido que recolhe dados sobre a atividade esportiva, armazena tudo em um iPod e envia as informações para o site da comunidade que tem mais de um milhão de corredores ao redor do mundo. Também divulga as listas de música (playlists). O iPod conectado ao tênis percebe, por meio de um sensor, o ritmo da corrida e pode sugerir uma trilha sonora. Há listas pra tudo. Músicas pra animar na subida, pra relaxar ao ar livre, rock pesado pra queimar mais calorias etc.

A mania das playlists favorece a loja virtual de música da Apple, a iTunes. Do lado da Nike, o entusiasmo da comunidade incentiva pessoas a calçarem o tênis e a correr. “Isto é apenas o começo de um s-commerce. Outras oportunidades poderiam sair da interação destas empresas com seus consumidores”, argumenta Tafner. As possibilidades são muitas: CDs específicos para cada tipo de corrida, lançamentos exclusivos de artistas, shows, entre outros.

A etapa futura do s-commerce depende de as empresas entenderem o que os consumidores gostariam de comprar. Elas precisam saber lidar com o manancial de informações da comunidade e integrar isso em seus processos. Detectar qual opinião ou comportamento tem chance de se tornar uma nova estratégia de negócios é outro braço do social business. “Já temos condições de evoluir no CRM social”, defende o gerente de estratégia de clientes e mercado da Deloitte, Fabio Cipriani.

A integração do CRM com as redes sociais também tem dominado fóruns de discussões sobre o novo modelo de negócios. Certas de que o cenário é promissor, empresas como Oracle, SAP, Salesforce, Microsoft e uma dezena de startups já desenvolvem produtos específicos para este fim. “Já conhecemos o potencial disto nas ações de marketing. O próximo passo é levar esta interação para outros processos de negócio”, propõe Cipriani.

No CRM social, a gestão do cliente se transforma na gestão da relação cliente-empresa; tudo é pensado como uma estratégia horizontal que leva ao lucro. Qualquer processo que envolva o cliente e tenha este objetivo final pode ser apoiado por uma rede social. “Quem trabalha com dados transacionais passará a lidar com dados conversasionais”, explica o consultor, com o apoio de um neologismo para lá de apropriado.

Inovação social

Porém, o suprassumo do s-business – a inovação aberta – ainda é pouco conhecido. São teorias que expostas primeiramente em 2003 no livro Open Innovation: The New Imperative for Creating and Profiting from Technology, do professor da Universidade de Berkeley, Henry Chesbrough. A ideia é simples, mas a prática é complexa. O termo opõe-se ao conhecido modelo de inovação fechada, que conta com laboratórios isolados e técnicos caros. Em substituição, seriam usados clientes, parceiros de negócio e quem mais estiver disposto a colaborar para aprimorar o negócio. “As redes sociais têm o papel importante de fazer a ponte entre a necessidade de inovação da empresa e as comunidades dispostas a colaborar”, comenta o professor de inovação da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda.

Já existem exemplos. O Fiat Mio foi construído com ideias enviadas por milhares de pessoas ao redor do mundo por meio do portal http://www.fiatmio.cc. A cafeteria Starbucks mantém o site My Starbucks Idea para coletar insights sobre como suplantar a nova concorrência do McDonald”s. Há outros casos, e todos devidamente apoiados por uma rede social aberta ou privada. “São grandes empresas, mas a inovação aberta é perfeita para as pequenas e médias, porque seu custo é baixíssimo”, acrescenta Arruda.

Basta um pouco de pesquisa e algumas conversas para ver que o “s” está realmente migrando para dentro do negócio. É bem provável que ele seja mais uma evolução do que uma revolução. Porém, não há como esquecer que, quando o conceito de e-business surgiu, ele também não foi compreendido na sua totalidade. Hoje, não há empresa que não tenha ao menos um processo e-alguma-coisa. E, juntando estes casos e opiniões aqui e ali, é bem provável que estejamos migrando para o s-alguma-coisa netse exato momento. Sua empresa está preparada?

Fonte: IT Web 

Para estrategistas, 2010 será o ano das eleições nas redes sociais da internet

30/12/2009

De olho nos 32 milhões de eleitores brasileiros com acesso à internet, marqueteiros dos principais partidos políticos do País apostam: as redes sociais serão peça-chave para conquistar o seu voto em 2010. E, agora, a exploração das ferramentas online disponíveis é permitida por lei. Pela primeira vez, a legislação brasileira consente doações pela internet e o uso de sites, blogs e redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter, ao longo da campanha, mesmo no dia da votação.

Com as mudanças da reforma eleitoral, o Brasil poderá viver algo parecido ao que se passou nos Estados Unidos em 2008 durante a campanha vitoriosa de Barack Obama à presidência. Na corrida eleitoral americana, os estrategistas do Partido Democrata jogaram luz sobre a mobilização de simpatizantes na internet e mostraram que a rede pode ser uma grande aliada para angariar votos e dinheiro. Para se eleger, Obama contou com a iniciativa de diversas pessoas não envolvidas oficialmente na campanha. Esses simpatizantes voluntários criaram vídeos e até mesmo redes sociais de apoio ao candidato democrata.

Reprodução
Rede PSDB
Rede PSDB: perfis virtuais do partido

“Agora é a hora da rede social no Brasil”, afirma a estrategista de marketing político Cila Schulman, espécie de “animadora” da Rede PSDB, como ela mesma se apresenta. Cila é a pessoa que está por trás dos perfis oficiais da legenda tucana na internet. “Eu coloco um conteúdo, um vídeo ou uma matéria, por dia para debater nas redes. Procuro atrair as pessoas pelo seu próprio interesse. Animar é entender com quem você quer falar e sobre o que eles querem conversar”, diz.

Rede PSDB é o nome dado aos diversos perfis virtuais do partido. Ao contrário do Partido Verde, que tem sua própria ferramenta de rede social, a Rede PV, os tucanos preferiram marcar presença nas comunidades já existentes. “As pessoas estão lá. No Orkut já têm comunidades bastante grandes, com 1 milhão de pessoas que apóiam o PSDB e que se solidificaram na campanha do Geraldo Alckmin”, afirma.

Reprodução
PV
PV cadastra voluntários pela internet

Mesmo a estrategista do PSDB admite que a pré-candidata do PV, Marina Silva, é quem vai seduzir mais internautas. “Ela é a candidata da rede. Ela atrai um perfil de gente que está na rede, como foi a campanha do Fernando Gabeira”. O secretário de Comunicação do PV, Fabiano Carnevale, concorda que o carisma de Marina ajuda, mas ele conta com a rede própria para alterar a ideia de “já perdeu”.

“A internet cada vez mais quebra a lógica de que o marqueteiro cria a imagem do candidato e a vende como um sabonete”. Carnevale, que foi coordenador da campanha de Fernando Gabeira à Prefeitura do Rio, lembra que, em 2008, 10 mil voluntários se cadastraram pela web. “Agora, o militante age silenciosamente, mandando e-mail para as famílias, para os amigos, um link…”. 

Nessa nova categoria de militância entra também o Twitter, microblog que reúne 8,7 milhões de brasileiros. Cerca de 150 mil twitteiros seguem o pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, ou @joseserra_. Em até 140 caracteres, o atual governador de São Paulo tem a chance de “quebrar o gelo” com seu eleitorado ao falar sobre seus netos ou revelar que curte rock’n roll.

Para isso, Serra adotou “rs” como forma de expressar sua risada – embora seus seguidores considerem “rsrsrs” mais careta que “kkk”, “hahaha” ou “hehehe”. “Ele aprendeu a rir na internet. Entendeu que ali é para conversar, não é para ficar panfletando”, conta Cila. Para ela, Serra está no caminho certo. Ao contrário de Dilma Rousseff, a pré-candidata do PT. “Eu não vejo a Dilma tendo esse mesmo tipo de experiência, ela não fica conversando, brincando”.

Reprodução
Dilma
PT lançou novo site em novembro

Para ajudar Dilma na tarefa de comunicar-se bem na internet, o PT contratou Ben Self, um dos responsáveis pelo marketing digital da campanha de Obama. No final de setembro desde ano, ele confirmou que já trabalha com a legenda para as eleições de 2010. Pouco mais de um mês depois, no dia 5 de novembro, o PT inaugurou seu novo site.

O secretário de Comunicação do partido, Gleber Naime, que liderou a reformulação da página, diz que quer “diversificar a apresentação de  ideias, utilizando as redes sociais e colocando áudio e imagem para alcançar mais gente”. O site traz um link para a Comunidade PT, mas seu acesso é restrito a filiados. “O PT decidiu usar as redes sociais existentes, colocando lá nossas páginas oficiais. O que temos de exclusivo aos filiados é a Comunidade PT, um serviço corporativo para gerenciar as demandas internas”, explica Naime.

Os estrategistas concordam que ficar só na internet seria ineficaz. A televisão e o rádio continuarão sendo os grandes divulgadores das campanhas, pelo menos enquanto durar a obrigatoriedade do horário eleitoral gratuito. Além disso, as legendas vão explorar, em 2010, a biografia de seus candidatos, seja na internet, na TV, no rádio ou nas ruas. “Não vão ser as ferramentas que vão transformar alguém, ou fazer o mesmo sucesso que o Obama. A internet nos Estados Unidos é muito diferente. É muito difícil transpor isso imediatamente”, defende Carnevale.

Doações pela internet

A reforma eleitoral permite que, em 2010, os partidos usem a rede também para receber doações, inclusive com cartão de crédito. Está claro para os estrategistas brasileiros que o chamado “efeito Obama” de micro-financiamento não vai se repetir no País. Em 2008, Obama arrecadou US$ 600 milhões, sendo que US$ 500 milhões foram só pela internet. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva angariou, em 2006, quando doações online ainda não eram permitidas, R$ 90 milhões, 10 vezes menos que seu colega americano. No Brasil, os especialistas acreditam que, no máximo, a mudança na lei brasileira abrirá mais uma opção de arrecadação para as legendas.

O PV já lançou seu site de arrecadação, dentro do projeto Brasil Sustentável. “Não acredito que teremos muitas doações porque o Brasil não tem essa cultura. As pessoas têm muita desconfiança na política. O site é mais voltado para os filiados e simpatizantes”, explica Carnevale. Se cada um dos 259.794 filiados depositar o mínimo pedido pelo partido para cobrir os custos da operação, R$ 20, a legenda receberá mais de R$ 5 milhões.

O PSDB também vai incentivar as doações online, mas ainda não definiu como. “O PSDB sem dúvida vai encontrar uma forma de implantar isso”, diz a estrategista do partido. A ideia, mais do que arrecadar dinheiro, é mobilizar os simpatizantes, segundo Cila. “É uma forma de participação. A grande questão do financiamento aqui vai ser a confiança. Por outro lado, tem uma boa parcela que vai querer dar uma contribuição porque é um ato de cidadania, é uma demonstração de que você quer ajudar aquele candidato”.

Já o PT, por enquanto, não tem projeto de arrecadar dinheiro via internet. De acordo com o secretário de Comunicação do partido, a reforma eleitoral deixou a desejar no quesito financiamento. “Infelizmente o Congresso não legislou como defendíamos. As contribuições continuarão restritivas na internet”, afirma. Ao falar em restrições, a legenda critica a obrigatoriedade de emissão de “recibo, em formulário impresso ou em formulário eletrônico, no caso de doação via internet”, como estabelece a lei.

Fonte: Último Segundo

“Social games” estão cada vez mais populares na internet

27/12/2009
// //

Os gráficos, nem de longe, lembram os dos videogames mais modernos. A dificuldade e a jogabilidade também não podem ser consideradas grandes feitos das indústrias de diversão. Mesmo assim, os jogos criados para redes sociais vêm arrebatando legiões de fãs cada vez maiores em todo o mundo.

O sucesso é tanto que alguns usuários têm ignorado as outras possibilidades que sites de relacionamentos oferecem e passam horas entretidos com os chamados “social games”. Redes como Facebook, MySpace e Orkut – que abriga o maior número de usuários brasileiros de toda a rede – agregaram novos valores com o desenvolvimento desses recursos.

Vale tudo para atrair a atenção dos internautas e mantê-los conectados por mais tempo. Os jogos apresentam temas que envolvem ação, aventura, esportes e simulações de situações da vida real. A interação com outros usuários nos games é outro atrativo que garante milhões de usuários todos os dias.

Com o objetivo de conquistar a fidelidade dos jogadores, o acúmulo de dados nos cadastros dessas ferramentas é tratado como um verdadeiro tesouro pelas empresas. Os 60 milhões de contas ativas registradas motivaram a venda da Playfish, produtora de 10 títulos para redes sociais, por US$ 275 milhões, para a gigante dos games Eletronic Arts, em novembro.

Dois dos jogos mais populares das páginas de relacionamentos reúnem uma média de 100 milhões de jogadores por mês. Um deles é o FarmVille, plataforma que permite ao usuário gerenciar uma fazenda virtual. O aplicativo é o mais utilizado no Facebook, com cerca de 70 milhões de internautas jogando somente no mês de novembro. O outro jogo, Mafia Wars, foi frequentado por 30 milhões de pessoas no mês passado. Ele traz o desafio de, no mundo do crime, comandar uma família de mafiosos, que ganham respeito conquistando fama e dinheiro.

O consultor em mídias digitais e redes sociais Ian Black explica que as pessoas sempre utilizaram a internet para o entretenimento, especialmente, por meio de jogos. Foi por isso que as empresas do segmento enxergaram, nas redes sociais, uma oportunidade valiosa de aumentar o leque de opções do mercado.

Dessa maneira, o investimento no desenvolvimento de novos títulos está cada vez maior. Mais do que uma tendência, segundo o especialista, essas ferramentas são uma realidade dentro da rede mundial de computadores e o crescimento do ramo, nos próximos meses, deve ser acelerado.

Diversão garantida

Ricki Lustosa, 21 anos, estuda desenho industrial na Universidade de Brasília. A paixão por jogos eletrônicos foi um dos principais motivos que levou o jovem a escolher a futura profissão. Há dois meses, ele descobriu o universo dos social games e, desde então, não deixa de jogar um dia sequer.

Mafia Wars, o predileto dele, proporcionou, além de horas de diversões, novas amizades com usuários do Facebook. Até internautas de outros países passaram a ingressar a rede de contatos de Lustosa, que destaca o recurso da interação com outras pessoas como grande trunfo da ferramenta.

“Também acho legal o fato de ser um jogo simples, mas instigante. Outro ponto positivo é que eu posso continuar o jogo quando quiser, não tem aquela loucura dos videogames de precisar passar horas para terminar cada fase. Eu entro no endereço eletrônico quando estou com tempo e saio quando quero, sem me preocupar com a continuidade do game”, afirma o estudante. “Entrei de férias há pouco tempo e admito que tenho gastado boa parte delas jogando Mafia Wars e procurando outras opções no Facebook”, completa.

Por influência do irmão e de amigos como Ricki Lustosa, a veterinária Natália Cardoso, 23 anos, procurou jogos nas redes sociais que frequenta. Interessou-se por Mafia Wars e FarmVille e, desde novembro, diverte-se encarnando uma fazendeira e uma mafiosa.

Para ela, que sempre gostou de videogames, jogar sem precisar se desconectar dos sites de relacionamentos é uma grande vantagem nos social games. “Eu não converso com pessoas que não conheço enquanto estou jogando, mas gosto muito de interagir com os meus amigos que estão conectados e participando dos mesmos games que eu”, ressalta.

Gráficos ruins

De acordo com Renata Cardoso, no entanto, os jogos feitos para as redes sociais ainda têm gráficos muito simples, que lembram videogames que ela tinha quando ainda era criança. “São jogos muito simplórios, realmente, e os gráficos chegam a ser toscos, em alguns casos. Não sei direito o que me chamou a atenção, já que estou acostumada com aparelhos que reproduzem imagens melhores, mas estou gostando tanto desses aplicativos que tenho procurado outros títulos”, revela a veterinária, que tem frequentado o título Vampires.

Ian Black diz que os gráficos não devem receber grandes melhorias em um futuro próximo, por dificuldades técnicas da rede mundial de computadores. Segundo o consultor em mídias digitais e redes sociais, os games com imagens bem apuradas ainda são muito pesados e a gigantesca quantidade de usuários conectados sobrecarrega o sistema, o que pode deixar a conexão bastante lenta. As empresas que gerenciam as redes sociais gastam um valor altíssimo para manter a navegabilidade com uma velocidade que os internautas consideram satisfatória.

“É preciso observar que a criação das redes sociais revolucionou o modo de comunicação no mundo. O Orkut, por exemplo, é um fenômeno incrível no Brasil. Era uma tendência natural que jogos fossem inseridos nessas plataformas, ainda mais com a popularização de outros endereços eletrônicos no nosso país, como o Facebook e o MySpace. Por isso, podemos acreditar que também é uma tendência natural que surjam outros aplicativos e que os atuais evoluam com o tempo”, prevê Black.

Empresa de referência

A empresa americana Eletronic Arts (EA) é a segunda maior produtora de jogos para computador e videogame do mundo. Desde que foi fundada, em 1982, lançou títulos que se tornaram verdadeiros clássicos para os viciados em games. The Sims, Need For Speed e NBA Live são alguns dos jogos que elevaram a EA ao patamar de referência entre as indústrias de diversão.

Os 10 jogos mais acessados no Facebook (por mês)
1º FarmVille 69,3 milhões
2º Café World 30,9 milhões
3º Happy Aquarium 29,4 milhões
4º Mafia Wars 28,8 milhões
5º FishVile 21,8 milhões
6º PetSociety 21,6 milhões
7º Texas HoldEm 19,8 milhões
8º YoVille 19,2 mihões
9º Farm Town 18,4 milhões
10º Restaurant City 17,1 milhões

Fonte: Correio Brasiliense