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Complexidades métricas: perfis Twitter

01/03/2010

A efetividade de uma ação ou canal de comunicação em mídias sociais pode ser avaliada a partir de diversos indicadores. Tenho refletido bastante sobre isso, uma vez que pretendo criar e organizar conteúdo sobre métricas em mídias sociais para um futuro workshop na CampiDigital.

A título de exercício, listo aqui algumas “complexificações” de métricas para um perfil do Twitter a partir de três dos indicadores mais “óbvios”: seguidores, listas e menções.

Seguidores – Número absoluto: o número total de seguidores é o dado mais “rasteiro”, digamos. Quem trabalha com comunicação digital provavelmente já encontrou algum cliente que disse algo como “quero xx followers”.

– Relação seguidores x seguidos: é a relação entre o número total de seguidores e seguidos. Para alguns perfis pode significar relevância do conteúdo e/ou popularidade. Por exemplo, a pesquisadora @raquelrecuero possui uma relação positiva de 12,9. Porém, a partir de dado número de seguidores e dessa relação pode significar falta de interatividade e uso “broadcasting” do Twitter, como acontece com celebridades televisivas.Nesse caso, o valor popularidade permanece, enquanto o de relevância perde.

– Seguidores ativos: um perfil pode possuir muitos seguidores inativos, o que significa que o alcance não é tão bom quanto parece. Algumas ferramentas permitem deletar automaticametne seguidores inativos, fazendo com que o número de seguidores se aproxime desse indicador.

– Alcance dos seguidores: é o número médio de seguidores que os seguidores de determinado perfil possui. É um dado difícil de ser coletado, mas é bastante relevante. Certa vez li um post que falava, com provável razão, que os milhares de seguidores de @marcelotas não significam muita coisa, opis são pessoas que passam a o seguir por causa da televisão e, em tese, não são tão desenvoltos com internet e não teriam muito alcance.

– Relevância dos seguidores: também pode ser chamado de “qualidade” dos seguidores. Para determinado perfil, pode ser mais interessante que os seguidores sejam de determinada profissão, classe econômica ou localização. Quanto maior a porcentadem de seguidores no perfil desejado, mais os objetivos poderão ser alcançados.

– Relação seguidores follow-back x seguidores espontâneos: ajuda a avaliar se as pessoas estão virando seguidoras apenas por gostar da marca/conteúdo/relacionamento e encontrando o perfil espontaneamente ou se existe a pressão da retribuição (segue porque o perfil começou a seguir primeiro).

Listas –

Número absoluto: outra vez, é o indicador mais rasteiro. Significa a quantidade de perfis que dispenderam certo esforço de colocar tal perfil em alguma lista. –

Relação Tweets x Listas: a relação entre tweets e listas é interessante porque pode indicar o quanto o conteúdo que está sendo atualizado é “denso” para os seguidores. Se há uma boa relação entre número de tweets e número de listas, pode significar que o conteúdo está alcançando seu objetivo de comunicação. Também pode significar, em alguns casos, a força da marca/personalidade.

– Listas relevantes: é possível analisar a quantidade absoluta e a quantidade relativa de listas que sejam relevantes ao perfil indicado. Por exemplo, no meu caso, listas como “mídias sociais”, “comunicação” e “social media” são as mais relevantes para os meus objetivos, enquanto listas como “salvador”, “segunda-feira” (sic) e outras não são tão relevantes.

Menções – Número absoluto: número absoluto de menções em determinado período de tempo.

– Menções / Tweet: é a quantidade de menções por outros usuários em relação a quantidade de tweets postados. Se essa relação é alta, significa que os seguidores estão mais engajados.

– Retweet / Menções: o simples retweet, a meu ver, possui menos valor do que uma menção mais elaborada com conteúdo original. Ver a quantidade de menções “originais” em relação a simples retweets (principalmente os “incentivados” por promoções) é interessante.

– Menções positivas: a quantidade de menções positivas (em contraponto a neutras e negativas) ao twitter da marca.

Texto e Fonte : Tarcízio Silva

Nas mídias sociais, os números não falam sozinhos

01/03/2010

Quando o assunto é monitoramento de mídia social, surgem as cruciais perguntas: quantos seguidores temos? Quantas pessoas nos retuitou? Quantas pessoas nos mencionaram? Precisamos de números para justificar essa ação.

Pára tudo!  Quando estamos diante de uma estratégia de comunicação na rede social, os números por si só não dizem muita coisa. A lógica não é apenas a da audiência de TV, rádio ou jornal.

Vamos lá! Imaginem dois casos. No caso A, a mensagens ou o perfil foi mencionado 2.000 vezes. No caso B, o perfil foi mencionado 500 vezes. Isso quer dizer que o caso A atingiu mais pessoas? Possivelmente, mas essas menções, em sua maioria, foram críticas ao caso A. E aí?

Um segundo exemplo. A campanha Y teve 60 retwittes e a campanha X teve apenas 5 retuites. Quem “enche os olhos” ? A campanha Y. Pode ser um ledo engano. Se formos analisar, a campanha X atingiu mais pessoas porque os 5 retuites foram pessoas que tinham, conjuntamente, mais de 80 mil seguidores enquanto que os 60 não chegam a 10 mil seguidores.

Para aprofundar mais ainda essa discussão que os números não falam por si só, iremos recorrer à excelente produção de Tarcízio Silva sobre a complexidade das métricas, como foco no twitter.

Calma! Não estamos dizendo que os números não são importantes. Claro que são! Eles são a base para todo o trabalho de monitoramento e análise. Eles fazem parte do primeiro passo.  É só olhar para o mercado de softwares desenvolvidos só para isso. Mas, atenção, os “robôs” não substituem os analistas de mídia social. Para isso, é preciso ter inteligência na interpretação dos dados. Há quem chame também de “tratamento das informações”. E isso, ninguém substitui o homem e a mulher. Por exemplo, o fim do Cordel do Fogo Encantado.  A divulgação dessa notícia, nesta semana, estava no Trending Topics Brasil com a tag #fogoencantando. Se o robô do monitoramento só pegou o “fogo encantado” deixou milhões de pessoas de fora do monitoramento porque ele precisa de um ser pensante para dizer que a palavra-chave está sendo outra também.

Esse debate leva para duas discussões fundamentais. O primeiro do campo da semântica, ou seja, os relatórios sobre mídias sociais são compostos por números e análises de contextos, que envolve conhecimentos do campo online como também do mundo offline (relações políticas, sociais, culturais e econômicas) que o assunto está inserido. Por isso, insistimos que o nome não é apenas monitoramento, mas monitoramento e análise.

A segunda discussão é que as métricas da mídia social trazem informações sobre o relacionamento da comunicação social da marca com as pessoas. Insistimos que esse relacionamento é bem mais amplo que a publicidade, o marketing, etc. A comunicação pode envolver promoções, lançamentos de produtos, indicações para cargos, lançamento de idéias, cobertura de carnavais.

Enfim, são inúmeras as formas de comunicação que se pode ter nas mídias sociais.  Você ou a sua empresa precisa escolher qual é a comunicação mais indicada para agregar valor a sua marca ou a você mesmo. Por isso, se pergunte sempre como você quer se visto para o mundo ou como o mundo deve olhar para você. Esse poder ainda é seu! E lembre-se, as mídias sociais são nada mais que o universo dos meios sociais em expansão, possibilitando uma maior difusão do conteúdo. Para se destacar, aparece quem tem informações mais organizadas e proporciona conteúdos relevantes.

Texto: Rosário de Pompéia (@pomppeia) e Socorro Macedo (@socorromacedo) | contato@lefil.com.br | @lefil

Fonte: Le Fil Comunicação Digital

Cinco dicas para sua empresa iniciar ações nas redes sociais

20/01/2010

É possível potencializar negócios utilizando redes sociais. Nos últimos anos as mídias ampliaram canais de diálogo entre empresas e seus respectivos públicos saíram do ambiente de entretenimento para plataformas essenciais em planejamentos de comunicação de negócios, políticos, multinacionais, indústrias, governos e pessoas públicas.

Por isso, se sua empresa não está conectada a elas, está na hora de você pensar em como fazê-lo da maneira mais assertiva e profissional.

“Estar no mundo virtual exige campanhas executadas de maneira consistente, permanente e profissional”, explica o CEO da agência Mentes Digitais, André Telles, autor do best seller Orkut.com e Geração Digital.

O especialista dá cinco dicas para profissionais que querem estabelecer perfis em redes sociais e não sabem por onde começar:

Identifique sua rede social: São no mínimo seis redes sociais com grande acesso de brasileiros. Faça uma análise detalhada de qual é frequentada pelo seu público alvo. Você pode escolher uma ou várias redes para criar o perfil da sua empresa.

Pense na sua identidade: Muito mais do que estabelecer uma identidade visual, com logo e cores que se relacionam com sua empresa, lembre-se da sua identidade textual, que preserve características na linguagem. Estes elementos irão construir credibilidade com audiência. Use uma linguagem informal, mas lembre-se que o português padrão é essencial.

Crie um ritmo: Depois estar conectado, lembre-se da importância de manter uma frequencia na manutenção e publicação do conteúdo. Muitas empresas contratam um profissional exclusivo para isso. Lembre-se que publicar por publicar não faz sentido, o conteúdo deve ter algum proveito positivo para a audiência.

Mensure resultados: É importante criar uma maneira de mensurar resultados nas redes sociais. Como fazê-lo é um desafio que você precisa descobrir levando em consideração as especificidades do seu negócio, as características de seus clientes. Número de seguidores ou de amigos não são, de forma geral, características de qualidade. Contudo, as interações entre audiência e os perfis da sua empresa na rede social podem fornecer uma série de informações pertinentes para o planejamento estratégico da empresa. Perceber, analisar e utilizar estas informações é um resultado positivo de estar conectado.

Esteja pronto para reagir: A democracia criada pelo o ambiente virtual permite que opiniões tanto positivas como negativas sejam divulgadas. É importante estar pronto para respondê-las de maneira ágil e eficiente. A imagem que a empresa tem no mercado e junto aos clientes ficará exposta nas redes sociais. Tenha uma equipe focada nas mídias sociais, ou pense em contratar profissionais de agência digital para um apoio técnico.

Fonte: Paranashop

Comércio eletrônico + redes sociais = comércio social

12/01/2010

O comércio eletrônico só tem a ganhar ao se aproximar das redes sociais. Novas oportunidades podem surgir com o relacionamente facilitado pelas ferramentas de interação.

Enquanto muita gente não se preocupa com o conceito das coisas, muitos “sobrinhos” desenvolvedores estão no mercado de trabalho competindo com pequenas e médias agências digitais. Você precisa ter algo a mais do que eles. E é fácil, veja:

Com a ajuda da Wikipédia podemos dizer que:

Rede social é uma das formas de representação dos relacionamentos afetivos ou profissionais dos seres entre si ou entre seus agrupamentos de interesses mútuos. A rede é responsável pelo compartilhamento de ideias entre pessoas que possuem interesses e objetivo em comum e também valores a serem compartilhados. Assim, um grupo de discussão é composto por indivíduos que possuem identidades semelhantes.

O que acontece hoje por parte dos sobrinhos é uma oferta ao cliente de todas as formas disponíveis e gratuitas de redes sociais, independente se a empresa possui o perfil ou se faz uso adequado realmente da ferramenta.

Sim, é verdade que as decisões de compra em tempos de internet são influenciadas não só pelas redes primárias das pessoas (família, amigos, formadores de opinião) como também pelos blogs, sites de comunidade (redes sociais) páginas pessoais e afins.

Mas antes de colocar a cara à tapa as empresas devem desenvolver junto às agências digitais um planejamento estratégico e definir o foco de sua participação nas redes sociais. Existem diversas oportunidades de negócio na web e diversas formas de interação com o usuário, basta analisar qual a melhor opção de interagir com seu cliente.

Tá, mas e aí, o que é o tal de comércio social?

Comércio social é a união de ferramentas de loja virtual (vendas de produtos online) com ferramentas de interação vindas da chamada web 2.0 (blog, fóruns, Twitter, Orkut, Facebook etc.). Existem brasileiros utilizando esse conceito, que na minha opinião é um ótimo modelo de negócio para as empresas e clientes. O exemplo mais popular da web é o Camiseteria. O conteúdo é fornecido, escolhido e comprado pelos usuários participantes da comunidade. Vale a pena conferir o case.

Outro ponto importante no comércio social é que os usuários tornam-se mais seguros para realizar a compra. Muitas pessoas desejam algum contato humano antes de realizar a compra, principalmente para tirar alguma dúvida com relação a frete, especificações do produto, prazo de entrega e outras informações. Ter uma forma de interação neste sentido é fundamental para aumentar as vendas.

Um ponto importante visto através de pesquisas da Nielsen é que o tempo de navegação por pessoa em ambiente residencial no Brasil é mais alto que em outros países por causa do intenso uso de sites sociais.

Dados do mercado

  • Média de navegação por usuário em mídia social – 4h/mês (Comscore)
  • 17% dos internautas criam blogs ou sites (Cetic.Br)
  • 51% dos internautas residenciais lêem blogs (Ibope/NetRatings)
  • 35 milhões de perfis no Twitter (Março de 2009, este número já deve ter aumentado em grande escala, estimativa de 100 milhões de usuários até o final do ano. – Info)
  • 74% dos internautas do Brasil assistem vídeos online (Cetic.Br)
  • O Twitter já permite que aplicativos de terceiros, como Seesmic e BirdFeed, ofereçam recursos de geolocalização aos usuários.(Info)

As agências digitais estão tendo que se preparar melhor e poder vender este novo conceito para seus clientes – para enfrentar o amadorismo elas precisam avançar mais nestes novos conceitos, fornecer um planejamento estratégico e assim criar um plano de comunicação focado no usuário.

A idéia não é vender a qualquer custo, mas criar um relacionamento mais próximo com o usuário, de modo a conhecer mais suas preferências e sua cultura e fornecer então o produto certo na hora certa.

Em função disso, amadurece outra tendência, chamada de CSM (Comércio Social Móvel/Mobile), também baseada em conhecer bem o cliente e acima de tudo estar presente a hora certa e no lugar certo.

Para isso o recado para as empresas é focar mais no cliente, conhecer mais o usuário, personalizar mais o produto e o atendimento – e consequentemente vender mais os produtos e ter uma boa imagem.

Fonte: Webinsider

As 100 marcas mais sociais

06/01/2010

A cada dia, as empresas estão mais preocupadas com sua imagem na internet e, sobretudo, nas redes sociais. Por isso, elas têm investido pesado para consolidar seus nomes e campanhas publicitárias entre o público variado que acessa as redes. A empresa americana Vitrue, especializada em redes sociais, acaba de divulgar uma lista com as 100 marcas mais sociais de 2009.

Segundo dados de outra consultoria, a eMarketer, das empresas listadas entre as 500 maiores pela revista Fortune, as marcas que não estão em redes sociais representam apenas 9% do total (elas eram 43% no ano anterior). Aqui no Brasil, vemos um número cada vez maior de empresas com perfis no Twitter (e campanhas específicas para o serviço), no orkut e no Facebook.

Essa preocupação com as redes sociais confirma a ideia de que a gestão das marcas está mudando. Querendo ou não, uma empresa pode receber comentários de qualquer pessoa contra ela. Se no passado o domínio sobre as marcas era grande, hoje elas estão mais, digamos, vulneráveis à opinião das pessoas. E isso é bom para nós, consumidores.
Voltando à lista das marcas mais sociais, o ranking é liderado pelo iPhone, da Apple, seguido pela Disney e pela CNN.

O iPhone manteve o topo da lista, que está na segunda edição. Alguns destaques: a Adidas subiu da 85ª. posição para a 14ª. Outras que também brilharam foram NBA, Nike, Nissan, Victoria’s Secret, HP, e KFC.

As marcas de consoles estão no topo: Wii em 7º., Xbox em 9º., Playstation em 13º. e Nintendo em 21º. É interessante observar a variedade de ramos das marcas. As mais representativas são da área de mídia. Esportes também são fortes, mas apenas com as ligas americanas. Abaixo, a lista completa.

1. iPhone
2. Disney
3. CNN
4. MTV
5. NBA
6. iTunes
7. Wii
8. Apple
9. Xbox
10. Nike
11. Starbucks
12. NFL
13. PlayStation
14. Adidas
15. BlackBerry
16. Sony
17. Mercedes
18. Microsoft
19. Samsung
20. BMW
21. Nintendo
22. Best Buy
23. ESPN
24. Ford
25. Honda
26. Ferrari
27. Gucci
28. Nokia
29. Major League Baseball
30. Dell
31. Coca-Cola
32. CBS
33. ABC
34. iPod
35. Mac
36. Turner
37. Nissan
38. Toyota
39. eBay
40. Amazon
41. Victoria’s Secret
42. Nutella
43. NASCAR
44. Disneyland
45. Audi
46. NHL
47. Red Bull
48. Verizon
49. Intel
50. Subway
51. Hewlett-Packard
52. Puma
53. Kia
54. Fox News
55. Porsche
56. Jeep
57. Dodge
58. Pandora
59. Walmart
60. Zappos
61. Suzuki
62. McDonald’s
63. Krystal
64. T-Mobile
65. Skittles
66. KFC
67. Volkswagen
68. NBC
69. Sprint
70. Pixar
71. Motorola
72. IKEA
73. Pepsi
74. Cisco
75. REI
76. LG
77. AT&T
78. Converse
79. The Gap
80. Chevrolet
81. Louis Vuitton
82. Toys”R”Us
83. H&M
84. Philips
85. General Motors
86. Pringles
87. Visa
88. Prada
89. Panasonic
90. IBM
91. VH1
92. Hulu
93. Oracle
94. Burberry
95. SEGA
96. Sears
97. Avon
98. Jet Blue
99. Lacoste
100. Comcast

Fonte: Info – Abril

29/12/2009

O Tarcízio Silva, autor do www.tarciziosilva.com.br, traz interessantes sugestões de leituras para 2010. No post ’12 livros para o profissional de mídias sociais ler em 2010′, Silva nos apresenta os livros que não podem faltar na cabebeceira daqueles que buscam nas redes e/ou mídias  sociais o seu tema de pesquisa, trabalho, diversão, hobby ou simples curiosidade.

Republicamos aqui a lista dos “12 mais” e  alguns deles ainda podem ser baixados.

Aproveitem e boa leitura!

planeta web 2.0

Planeta WEB 2.0. Lançado em 2007 por Cristobal Cobo Romaní e Hugo Pardo Kuklinski, o livro discute o conceito de web 2.0.

Trata de sites de redes sociais, inteligência coletiva, ensino e aprendizagem colaborativa etc. Um dos capítulos se propões a ser um mapa de aplicações 2.0 e trata de definir e trazer exemplos dos 4 pilares da web 2.0: sites de redes sociais; conteúdo gerado pelo usuário; organização social e inteligente da informação; aplicações, serviços e mashups. O livro pode ser baixado em www.planetaweb2.net

redes sociais na internet - raquel recueroRedes Sociais na Internet (Raquel Recuero) – O livro foi lançado em 2009 pela pesquisadora Raquel Recuero, referência na área. Publicado com o apoio da Cubo.CC, está disponível para download gratuito em www.redessociais.net.

Na primeira metade do livro, Recuero investiga e define elementos, topologias e dinâmicas das redes sociais. Na segunda parte, os sites de redes sociais são tomados para a investigação dos tipos de sites de redes sociais, como se dá a difusão de informações nestes sites e a criação de comunidades. A autora fecha o livro com considerações sobre os principais sites de redes sociais, como Orkut, Fotolog, Flickr, Facebook etc.

Cultura de Rede

Olhares da Rede, organizado por Claudia Castelo Branco e Luciano Matsuzaki. É produzido pelo Grupo de Pesquisa: Comunicação, Tecnologia e Cultura da Rede, da Faculdade Casper Líbero.

Com apresentação escrita por Sérgio Amadeu, um dos coordenadores do grupo, o livro discute a  obra, investigações e conceitos de Yochai Benkler, Manuel Castells, Henry Jenkins, Lawrence Lessig e Douglas Rushkof, que estão entre os pensadores mais importantes da  pesquisa contemporânea sobre cibercultura e redes digitais. Pode ser baixado em www.culturaderede.com.br

A_VIDA_DIGITAL_negroponte

A Vida Digital, de Nicholas Negroponte. O livro foi lançado em 1995. Mal existia o Windows 95 ainda e o Netscape era rei. O professor de Tecnologia da Mídia do MIT discute os meios de transmissão das informações e dados (no capítulo Bits são Bits), os desenvolvimentos na interface homem-computador (no capítulo Interface) e a própria vida digital, no capítulo de mesmo nome.

Obviamente, existem algumas anacronicidades. Alguns dos caminhos apontados nunca foram seguidos, outros já foram bem acertados, em uma época na qual 14 anos significa um século. A leitura é um ótimo exercício para visualizar como os desenvolvimentos da cultura digital podem ser modificados.

A_SOCIEDADE_EM_REDE_castells

Sociedade em Rede. Publicado pela primeira vez em 1996, o livro faz parte da trilogia “A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura” do sociólogo espanhol Manuel Castells. É indispensável para quem deseja entender como a globalização e as tecnologias de informação e comunicação, ao colocar o mundo em rede, transformaram a economia, a sociedade, os negócios e a cultura.

É um dos livros que ganhariam o título de “tomo” nessa seleção, mas não deixem de ler.

cultura da convergencia - henry jenkins

Cultura da Convergência é um livro publicado já em um momento em que banda larga, dispositivos móveis e mídias sociais são realidade. Henry Jenkins analisa a cultura da convergência partindo de alguns produtos culturais. Por exemplo, analisa as narrativas crossmedia a partir do caso de Matrix Reloaded e Matrix Revolutions. Analisa a cultura da colaboração, paratextos e comunidades de interesse a partir de spoilers da série americana Survivo.

ando com a lista de 12 livros para o profissional de mídias sociais ler em 2010, três livros bem diferentes entre si.

persuasive technology - b j fogg

Persuasive Technology. O livro de BJ Fogg é fruto de um ramo de pesquisa criado em seu laboratório. Captology vem de “computer as persuasive technologies”, ou  “computadores como tecnologias persuasivas”. O grupo de Stanford investiga como os computadores (e aqui podemos incluir suas diversas facetas: programas, sites, simuladores etc) podem ser mecanismos persuasivos a partir de sua tríade funcional: computador como mídia; computador como ferramenta; computador como ator social. O autor BJ Fogg publicou recentemente mais alguns artigos que podem ser baixados gratuitamente em seu site. Para ler mais sobre captologia e sobre estes artigos, veja outro post: http://tarciziosilva.com.br/blog/captologia-computadores-persuasao-comportamento-e-publicidade-digital/

representacao do eu na vida cotidiana - erving goffman

A Representação do Eu na Vida Cotidiana. A pesquisa de Erving Goffman parte do entendimento que os indivíduos, em sociedade, representam papéis para platéias – as pessoas com as quais convivemos. Utilizando essas metáforas, a teoria dramatúrgica é essencial para entender como as pessoas querem se representar, comunicar e interagir também na internet. Além do livro de Goffman, recomendo, sobre o assunto, parte da pesquisa de Judith Donath (como este artigo) no Sociable Media Group.

a cauda longa - chris anderson

A Cauda Longa. Com certeza o mais conhecido entre os três deste post, o livro de Chris Anderson vendeu bastante. Curiosamente ou não, Anderson é o editor-chefe da Wired, revista na qual Nicholas Negroponte também contribui.

O livro fala de cauda longa, um conceito em estatística que mostra um gráfico no qual o  volume é decrescente (por isso cauda longa). A economia de bens físicos ou simbólicos, no mundo contemporâneo, é caracterizada pela cauda longa, aonde produtos são cada vez mais segmentados e especializados. Na internet, então, nem se fala, não é? Então é uma ótima leitura recheada de exemplos e estudos de caso.

om exemplos de impressos. E o último de um autor brasileiro, mais atual, mas que escreveu o livro em uma época na qual a internet era inexpressiva.

a ciencia da propaganda - claude hopkins

A Ciência da Propaganda. Como já escrevi em outro post, o livro de Claude Hopkins não é científico nem acadêmico. Mas o uso da palavra “ciência” em 1923 foi uma tentativa de mostrar que era um trabalho sistemático de reunião de “leis da propaganda”.

Obviamente, muitas das coisas não se aplicam mais hoje em dia. Entretanto, são relatos, considerações e recomendações de um dos maiores publicitários da história, que trabalhou em uma era da propaganda bem particular, com estratégia como envio de amostras e cupons como foco. Se hoje continua a se discutir ROI e métricas, é um bom aprendizado ver como cada centavo de reembolso postal era decisivo.

a linguagem da propaganda - vestergaard schroder

A Linguagem da Propaganda, de Torben Vestergaard e Kim Schroder. Em seis capítulos os autores destrincham a relação entre propaganda e sociedade, introduzem conceitos básicos de teoria da comunicação, elementos de um anúncio, estratégias de comunicação de gênero e classe, publicidade como espelho psicológico e a ideologia da propaganda.

O livro, de 1985, tambem é repleto de análises interessantíssimas, mostrando a riqueza sutil de anúncios impressos.

planejamento de propaganda roberto correa

Planejamento de Propaganda. Do brasileiro Roberto Corrêa, o livro de 1986 já ganhou sua décima edição em 2008. O autor começa, no primeiro capítulo, a falar do papel da propaganda no mix de marketing de uma empresa. A partir daí fala de comunicação, de seu uso estratégico e vai para os pontos-chave para o planejamento: briefing, posicionamento, verba etc.

É um livro no qual o autor tentou ser bastante exaustivo. Durante a leitura, o exercício de conversão das técnicas para estratégias digitais é enriquecedor.

Fonte: http://migre.me/fbH6

Seleção de trainees usa redes sociais

16/12/2009

Os longos e penosos processos seletivos de trainees têm ficado mais criativos e dinâmicos com as ferramentas online, como redes sociais. Ambev, Natura, Unilever e Reckitt Benckiser são algumas das que intensificaram o uso desses recursos este ano.    

Em agosto, a Natura postou no Youtube o vídeo “Próximos líderes”, que não revelava o nome da empresa. O material se disseminou na internet e ao todo 13,4 mil candidatos se inscreveram. “Queríamos alinhamento de valores, de visão de mundo”, diz Denise Asnis, gerente de Recursos Humanos da Natura.    

Os inscritos ficaram hospedados em uma comunidade, onde analisavam vídeos e escreviam textos. “A abordagem foi excelente”, diz Amarílis Ventura, de 22 anos. Formada em Jornalismo e Empreendedorismo na PUC-RJ, ela aprova as etapas online nas seleções, menos as provas. “São padronizadas. Às vezes, é igual à nota de corte”, diz. Na da Unilever, ela viu um diferencial. O teste consistia num jogo de negócios online. “Você era ambientado na empresa e tinha que tomar decisões.”    

A Unilever também inovou em uma das fases eliminatórias. Os candidatos tiveram de criar um blog com a sua “visão de mundo”. Para enfrentar a tarefa, podiam usar a imaginação. Foi o que Flora Faria Rosa, de 25 anos, formada em Administração na Universidade Federal de Juiz de Fora, fez. “Escrevi sobre valores importantes para mim, como a diversidade e a educação”, diz ela, que frequenta a comunidade Trainee Brasil, no Orkut, para saber dicas.    

Apesar dos elogios, Flora foi eliminada na entrevista por telefone na Unilever. Seu colega de faculdade Miguel De Vito, de 22 anos, assim como Flora, foi eliminado numa entrevista por telefone. “O bom de fazer as coisas online é que é menos custoso e otimiza o tempo. Mas frente a frente você vê melhor as reações das pessoas”, diz Miguel, que ainda está no páreo no concurso da Natura.    

As empresas só veem vantagens no uso do online. “A qualidade dos currículos recebidos melhorou este ano”, conta Ricardo Monteiro, da área de recrutamento da Reckitt Benckiser, multinacional do setor de produtos de limpeza. A empresa tem um blog e uma página no Twitter alimentados por estagiários de vários países, incluindo o Brasil.  “Começamos com um blog, depois passamos para o Facebook e o Twitter”, conta. “Ano que vem, vamos fazer um jogo.”    

“As redes ajudam muito”, endossa Thiago Porto, gerente corporativo da Ambev. O Orkut foi usado para divulgar a empresa entre os jovens, com o jogo “Vai uma aí?”, em que eles provavam conhecer as marcas da empresa. O aplicativo vinha com link para o hotsite da Ambev, onde o candidato poderia se inscrever no programa, encerrado em setembro. O resultado foi o aumento significativo do número de inscrições: de 33 mil em 2008 para 60 mil.

Fonte: Estadão

Redes sociais, o desafio das empresas

16/12/2009

As empresas acreditam que para marcar presença nas redes sociais, tão em moda na tentativa de abrir frentes de contato com o consumidor, basta fazer em sua página uma bem-acabada propaganda institucional. Para Marcelo Perrone, diretor de estratégias digitais da agência Draft+GiovanniFCB, não é bem assim que funciona.

As empresas precisam apostar em ações que envolvam os frequentadores desse universo. E isso requer mais recursos do que muitos deles estão habituados a aplicar em propaganda online.

“Há um consenso de que ações de mídia na internet são de baixo custo. Fica difícil convencer um cliente que a produção de um jogo interativo poderá custar tanto quanto um comercial de 30 segundos em rede aberta de televisão”, conta Perrone. A ação do hotsite criado pela Microsoft para o lançamento de seu game Prototype, por exemplo, desenvolvida em cima dos usuários do Facebook, não saiu barato, mas atingiu bons resultados. O game liderou as vendas nos EUA, no mês de lançamento.

“A Microsoft desenvolveu um vídeo promocional que utiliza fotos e dados do perfil do internauta no Facebook para criar uma experiência não só bastante imersível e única, porque é personalizada”, conta ele. Outro exemplo de iniciativa bem-sucedida na utilização de rede social é a do salgadinho Doritos, com um jogo que só pode ser acessado por 12 horas, entre 6 da tarde e 6 da manhã.

Ao entrar na partida, o usuário autoriza o site da empresa a acessar seu perfil no Facebook. A partir daí, o site vai interagir avisando todos os seus amigos que você está numa enrascada e precisa de ajuda. Ao fim da jornada, o site sorteia dois deles para que o jogador decida qual quer salvar. O amigo escolhido é avisado e isso promove todo tipo de reação e indignação.

Perrone, que dedica tempo integral a estudar soluções no ambiente da internet, não conhece iniciativa desse porte no Brasil. Um dos problemas ainda é a infraestrutura da rede de banda larga do País, que limita o uso de recursos mais ousados. Mas, como Perrone lembra, o futuro passa por esses canais de comunicação.

Redes ativas

As redes sociais mais ativas, como YouTube, Orkut, Facebook e Twitter, são hoje em dia também uma porta de entrada para a navegação, o que merece atenção redobrada do anunciante. Esse fenômeno é denominado de “desportalização”.

“Há 10 anos, todo mundo tinha um portal como página inicial no seu navegador. E era por aí que começava a navegação. O portal era o índice da internet. O volume de conteúdo disponível foi ficando tão grande e tão diversificado que entraram em cena as ferramentas de busca.

Em oito anos, o Google virou a página mais visitada do mundo. Vieram as redes sociais. E, agora a audiência dos portais diminuiu e sua função mudou. Se antigamente era lá que tudo começava, para muita gente a navegação começa pelas redes sociais. E vão para um portal após recomendação de um amigo.”

Fonte: Último Segundo

IBGE: 35% da população a partir de 10 anos acessa web

11/12/2009
Em 2008, 56 milhões de pessoas de dez anos ou mais de idade acessaram a internet pelo menos uma vez por meio de um computador. O número de usuários corresponde a 34,8% da população nessa faixa etária e mostrou um aumento expressivo nos últimos três anos – em 2005, o porcentual era de 20,9%. Os dados são parte de pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento no acesso a web se deu tanto para os homens (de 21,9% em 2005 para 35,8% em 2008) quanto para as mulheres (de 20,1% para 33,9%).

As regiões Sudeste (40,3%), Centro-Oeste (39,4%) e Sul (38,7%) registraram os maiores porcentuais de usuários, e as regiões Norte (27,5%) e Nordeste (25,1%), os menores. Entre os Estados, Distrito Federal (56,1%), São Paulo (43,9%) e Rio de Janeiro (40,9%) tinham os maiores porcentuais de pessoas que acessaram a internet, enquanto Alagoas (17,8%), Piauí (20,2%) e Maranhão (20,2%) apresentaram os menores porcentuais.

A utilização da internet foi maior entre os mais jovens em 2008. O grupo de 15 a 17 anos registrou o maior porcentual (62,9% da população dessa idade) de pessoas que acessaram a rede e, além disso, teve o maior aumento em relação a 2005, quando era de 33,7%. A partir dessa faixa etária, o porcentual de usuários diminui com a idade, chegando a 11,2% das pessoas de 50 anos ou mais. Esse grupo representava, em 2008, 24,8% da população total, mas correspondia a apenas 8% do total dos que tinham acessado a rede mundial de computadores.

Ainda de acordo com a pesquisa, a proporção de pessoas que acessaram a internet no grupo de 10 a 14 anos de idade (51,1% da população dessa faixa etária) ficou acima das porcentagens de usuários em todas as faixas etárias a partir de 25 anos, em todas as regiões.

Escolaridade

As pesquisas apontam ainda que os usuários são mais escolarizados (10 anos de estudo em média) que aqueles que não a utilizavam (5,5 anos de estudo), e a proporção de pessoas que acessavam é maior quanto maior era a escolaridade. Segundo o IBGE, em todos os níveis de escolaridade, foi observado aumento do acesso em relação a 2005, mas o crescimento foi mais intenso na população com menos escolaridade.

Além disso, os locais de acesso público pago (lan houses) são os mais usados para acesso à internet. O principal motivo apontado pelos usuários para uso da rede é a comunicação com outras pessoas, por e-mail ou sites de relacionamento.

Fonte: A Tarde Online

Terra contrata editora de mídia social para América Latina

11/12/2009

Pesquisadora Ana Brambilla será responsável por traçar estratégia para reaproveitar conteúdo do portal em redes sociais e serviços online.

O Terra contratou no final de novembro sua primeira editora de mídias sociais, que trabalhará com diferentes departamentos do portal na América Latina para aumentar a visibilidade do seu conteúdo em redes sociais e serviços online.

Ana Brambilla ocupará a posição e terá como principal função orquestrar a estratégia de mídia social no dia a dia, segundo Antônio Prada, diretor de conteúdo para América Latina.

Além da redação, a jornalista e pesquisadora trabalhará também junto à equipe de produtos criada há dois anos para desenvolver ferramentas de interação.

“São dois os principais objetivos: reverberar da melhor forma possível o que Terra produz; e reverberar dentro do Terra tudo que mídias sociais estão criando e massificando “, afirma ele. S

egundo Prada, Brambilla “trabalhará de forma transversal em todos os produtos do Terra” e “terá papel de criar padrões de utilização da mídia social”, dando um exemplo: “o grande assunto do dia é a corrupção no Distrito Federal? Então como podemos, dentro da nossa cobertura, maximizar o uso das mídias sociais?”.

A experiência deverá resultar em padrões para melhor uso de redes sociais em coberturas online, que serão descritos dentro do manual de redação que o portal vem preparando, segundo Prada.

A equipe técnica de mídia social do portal foi responsável pela integração entre as notícias do portal com o Facebook Connect.

O Terra foi o primeiro portal brasileiro a anunciar a integração, durante a visita ao Brasil do fundador da rede social, Mark Zukerberg, em julho.

A Globo.com testou a ferramenta durante a transmissão ao vivo pela internet do Prêmio Multishow em agosto, enquanto o iG anunciou em setembro que comentários na rede social seriam reproduzidos nas transmissões de jogos ao vivo.

A criação do cargo tem relação também com três eventos de 2010. “Nossas grandes coberturas em 2010 – Olimpíadas de Inverno de Vancouver, Copa do Mundo e Eleições – terão novos e diferentes elementos de mídia social”, afirma.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) atrela a compra dos direitos de exibição dos Jogos Olímpicos pela internet à possibilidade de exibir também os Jogos Paraolímpicos e a Olimpíada de Inverno seguinte.

Formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Brambilla é mestre em comunicação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul após analisar o site de jornalismo colaborativo OhMyNews e mantém o blog Libellus.

Fonte: IDGNow