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Brasil é o terceiro no ranking de tempo em redes sociais

23/01/2010

Redes sociais tiveram um aumento de 82% no tempo de navegação em dezembro de 2009. Os dados da Nielsen apontam o Brasil com uma média de 4h30min em sites de relacionamento no último mês do ano passado – o sexto colocado no ranking de países. A maior média é da Austrália, com 6h52min.

Em audiência única, no entanto, o Brasil sobe. É o terceiro país, atrás apenas de Estados Unidos e Japão, com 31 milhões de usuários fazendo um networking.

Apesar do grande número de acessos, e de horas no Brasil, o hit Orkut não é o motor do crescimento mundial das redes sociais. Dados dos Estados Unidos apontam que o Facebook é a força motriz do alto índice de acessos, passando da faixa dos 60 milhões, em dezembro de 2008, para a dos 110 milhões visitantes de 2009. Twitter é o segundo melhor desempenho nos EUA.

Mais pessoas gastando mais tempo.

Em 2006, numa aula de Filosofia da Comunicação, discutíamos a mudança de hábitos provocadas pela tecnologia. A preocupação, então, era com o costume de enviar e receber cartas. O e-mail mataria os velhos envelopes selados? Hoje, os números dão preocupações bem maiores aos apocalípticos da tecnologia. “Estamos trocando as conversas frente à frente pelos scraps e tweets!” .

Não necessariamente. Antes de gritar por aí que a tecnologia mata a poesia, se deve ver nas ferramentas online um novo jeito de se comunicar – e até ser poético. Afinal, as 4h30 gastas no Brasil com certeza não chegam perto das horas de bate-papo face to face.

Fonte: Blog Infosfera – Zero Hora

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Haiti: redes sociais da internet ajudam no socorro

20/01/2010

O colapso dos meios de comunicação tradicionais no Haiti mostrou mais uma vez a importância que as chamadas redes sociais e a internet podem desempenhar em grandes desastres.

O Twitter está sendo usado como um dos principais meios de comunicação, enquanto sites como Ushahidi fornece mapas detalhando danos e ajuda humanitária.

Tanto o Google quanto o site Facebook estão elaborando listas de desaparecidos.

Redes de satélites também estão separando canais para fornecer telecomunicações a agências humanitárias e militares envolvidos no socorro do Haiti.

As primeiras imagens de vídeo e fotos que chegaram da região depois do terremoto foram capturadas por celulares.

Por outro lado, linhas de telefonia fixa caíram e celulares funcionam de forma intermitente.

Centro de telecomunicações

A agência das Nações Unidas Telecomunicações Sem Fronteiras, que mantém uma rede mundial de técnicos do setor e de equipamentos de comunicação móveis, enviou duas equipes para a região. O Programa Mundial de Alimentação também tem um serviço parecido.

“Quando chegamos a um país, criamos um centro de telecomunicações para a ajuda humanitária para que eles tenham acesso a internet e telefone”, disse a representante da Telecomunicações Sem Fronteira Catherine Sang.

“Nós também temos uma operação humanitária de telefonemas para a população, para que possam ligar para a família e amigos no país e no exterior.”

A Inmarsat, uma operadora internacional de satélites, acatou o pedido de ajuda da ONU e liberou parte do tempo de seus satélites para a região do desastre.

Para os grupos que têm equipamentos que funcionam por satélite, como agências humanitárias e forças militares, reforços como este são essenciais, já que os canais tradicionais não dão conta do tráfego.

Serviço comunitário

No entanto, para as pessoas comuns, a forma mais fácil de se comunicar estão abertas na internet. Segundos depois do tremor, começaram a pipocar no site mensagens sobre o Haiti.

Desde então, a empresa criou o canal “#relativesinhaiti” que foi inundado de mensagens de parentes no exterior tentando descobrir informações sobre desaparecidos no Haiti, enquanto o canal “#rescumehaiti” está sendo usado pelos que participam diretamente das operações de resgate.

Cruz Vermelha, CNN e o jornal The New York Times estão compilando listas de desaparecidos. O grupo do Facebook “Earthquake Haiti” já conta com mais de 160 mil integrantes.

O jornalista Pierre Cote mora no Haiti e foi procurado por diversos meios de comunicação desde o terremoto. Atualmente, ele está transmitindo os próprios programas pela internet.

Ele foi entrevistado pela BBC via Skype, um programa que realiza ligações de voz e vídeo pela internet, e comentou o papel que está desempenhando.

“Se eu não fizer isso, ninguém o fará – a imprensa tradicional não o fará”, disse Cote. “A comunidade precisa disso, por isso, é o meu serviço para a comunidade reunir todas as informações.”

Outra ferramenta virtual que está se tornando vital para o socorro pós-desastre é o Ushahidi. O serviço, de código aberto, permite que se sobreponham mapas com informações obtidas de diversas fontes.

Mapas virtuais

O Ushahidi ganhou certa fama depois das eleições de 2007 no Quênia. Com ele, é possível determinar que regiões mais precisam de ajuda humanitária, quais áreas não têm acesso a água, ou no caso específico do Haiti – que locais foram abalados por tremores secundários.

No entanto, as experiências mais recentes do Ushahidi revelaram também o perigo de se confiar em dados que circulam livremente pela internet.

Entre as imagens usadas pouco depois do desastre no Haiti estava uma foto que supostamente era de uma ponte haitiana, mas na realidade, chegou-se à conclusão de que ela tinha sido tirada no Japão, após um terremoto de 2006.

Em dezembro, as fundações Vodafone e Nações Unidas publicaram um relatório em que era destacado o risco da desinformação que circula na internet.

Agora, os criadores doUshahidi trabalham em um sistema de verificação para garantir de forma independente que os dados têm procedência confiável.

Fonte: BBC Brasil

Para estrategistas, 2010 será o ano das eleições nas redes sociais da internet

30/12/2009

De olho nos 32 milhões de eleitores brasileiros com acesso à internet, marqueteiros dos principais partidos políticos do País apostam: as redes sociais serão peça-chave para conquistar o seu voto em 2010. E, agora, a exploração das ferramentas online disponíveis é permitida por lei. Pela primeira vez, a legislação brasileira consente doações pela internet e o uso de sites, blogs e redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter, ao longo da campanha, mesmo no dia da votação.

Com as mudanças da reforma eleitoral, o Brasil poderá viver algo parecido ao que se passou nos Estados Unidos em 2008 durante a campanha vitoriosa de Barack Obama à presidência. Na corrida eleitoral americana, os estrategistas do Partido Democrata jogaram luz sobre a mobilização de simpatizantes na internet e mostraram que a rede pode ser uma grande aliada para angariar votos e dinheiro. Para se eleger, Obama contou com a iniciativa de diversas pessoas não envolvidas oficialmente na campanha. Esses simpatizantes voluntários criaram vídeos e até mesmo redes sociais de apoio ao candidato democrata.

Reprodução
Rede PSDB
Rede PSDB: perfis virtuais do partido

“Agora é a hora da rede social no Brasil”, afirma a estrategista de marketing político Cila Schulman, espécie de “animadora” da Rede PSDB, como ela mesma se apresenta. Cila é a pessoa que está por trás dos perfis oficiais da legenda tucana na internet. “Eu coloco um conteúdo, um vídeo ou uma matéria, por dia para debater nas redes. Procuro atrair as pessoas pelo seu próprio interesse. Animar é entender com quem você quer falar e sobre o que eles querem conversar”, diz.

Rede PSDB é o nome dado aos diversos perfis virtuais do partido. Ao contrário do Partido Verde, que tem sua própria ferramenta de rede social, a Rede PV, os tucanos preferiram marcar presença nas comunidades já existentes. “As pessoas estão lá. No Orkut já têm comunidades bastante grandes, com 1 milhão de pessoas que apóiam o PSDB e que se solidificaram na campanha do Geraldo Alckmin”, afirma.

Reprodução
PV
PV cadastra voluntários pela internet

Mesmo a estrategista do PSDB admite que a pré-candidata do PV, Marina Silva, é quem vai seduzir mais internautas. “Ela é a candidata da rede. Ela atrai um perfil de gente que está na rede, como foi a campanha do Fernando Gabeira”. O secretário de Comunicação do PV, Fabiano Carnevale, concorda que o carisma de Marina ajuda, mas ele conta com a rede própria para alterar a ideia de “já perdeu”.

“A internet cada vez mais quebra a lógica de que o marqueteiro cria a imagem do candidato e a vende como um sabonete”. Carnevale, que foi coordenador da campanha de Fernando Gabeira à Prefeitura do Rio, lembra que, em 2008, 10 mil voluntários se cadastraram pela web. “Agora, o militante age silenciosamente, mandando e-mail para as famílias, para os amigos, um link…”. 

Nessa nova categoria de militância entra também o Twitter, microblog que reúne 8,7 milhões de brasileiros. Cerca de 150 mil twitteiros seguem o pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, ou @joseserra_. Em até 140 caracteres, o atual governador de São Paulo tem a chance de “quebrar o gelo” com seu eleitorado ao falar sobre seus netos ou revelar que curte rock’n roll.

Para isso, Serra adotou “rs” como forma de expressar sua risada – embora seus seguidores considerem “rsrsrs” mais careta que “kkk”, “hahaha” ou “hehehe”. “Ele aprendeu a rir na internet. Entendeu que ali é para conversar, não é para ficar panfletando”, conta Cila. Para ela, Serra está no caminho certo. Ao contrário de Dilma Rousseff, a pré-candidata do PT. “Eu não vejo a Dilma tendo esse mesmo tipo de experiência, ela não fica conversando, brincando”.

Reprodução
Dilma
PT lançou novo site em novembro

Para ajudar Dilma na tarefa de comunicar-se bem na internet, o PT contratou Ben Self, um dos responsáveis pelo marketing digital da campanha de Obama. No final de setembro desde ano, ele confirmou que já trabalha com a legenda para as eleições de 2010. Pouco mais de um mês depois, no dia 5 de novembro, o PT inaugurou seu novo site.

O secretário de Comunicação do partido, Gleber Naime, que liderou a reformulação da página, diz que quer “diversificar a apresentação de  ideias, utilizando as redes sociais e colocando áudio e imagem para alcançar mais gente”. O site traz um link para a Comunidade PT, mas seu acesso é restrito a filiados. “O PT decidiu usar as redes sociais existentes, colocando lá nossas páginas oficiais. O que temos de exclusivo aos filiados é a Comunidade PT, um serviço corporativo para gerenciar as demandas internas”, explica Naime.

Os estrategistas concordam que ficar só na internet seria ineficaz. A televisão e o rádio continuarão sendo os grandes divulgadores das campanhas, pelo menos enquanto durar a obrigatoriedade do horário eleitoral gratuito. Além disso, as legendas vão explorar, em 2010, a biografia de seus candidatos, seja na internet, na TV, no rádio ou nas ruas. “Não vão ser as ferramentas que vão transformar alguém, ou fazer o mesmo sucesso que o Obama. A internet nos Estados Unidos é muito diferente. É muito difícil transpor isso imediatamente”, defende Carnevale.

Doações pela internet

A reforma eleitoral permite que, em 2010, os partidos usem a rede também para receber doações, inclusive com cartão de crédito. Está claro para os estrategistas brasileiros que o chamado “efeito Obama” de micro-financiamento não vai se repetir no País. Em 2008, Obama arrecadou US$ 600 milhões, sendo que US$ 500 milhões foram só pela internet. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva angariou, em 2006, quando doações online ainda não eram permitidas, R$ 90 milhões, 10 vezes menos que seu colega americano. No Brasil, os especialistas acreditam que, no máximo, a mudança na lei brasileira abrirá mais uma opção de arrecadação para as legendas.

O PV já lançou seu site de arrecadação, dentro do projeto Brasil Sustentável. “Não acredito que teremos muitas doações porque o Brasil não tem essa cultura. As pessoas têm muita desconfiança na política. O site é mais voltado para os filiados e simpatizantes”, explica Carnevale. Se cada um dos 259.794 filiados depositar o mínimo pedido pelo partido para cobrir os custos da operação, R$ 20, a legenda receberá mais de R$ 5 milhões.

O PSDB também vai incentivar as doações online, mas ainda não definiu como. “O PSDB sem dúvida vai encontrar uma forma de implantar isso”, diz a estrategista do partido. A ideia, mais do que arrecadar dinheiro, é mobilizar os simpatizantes, segundo Cila. “É uma forma de participação. A grande questão do financiamento aqui vai ser a confiança. Por outro lado, tem uma boa parcela que vai querer dar uma contribuição porque é um ato de cidadania, é uma demonstração de que você quer ajudar aquele candidato”.

Já o PT, por enquanto, não tem projeto de arrecadar dinheiro via internet. De acordo com o secretário de Comunicação do partido, a reforma eleitoral deixou a desejar no quesito financiamento. “Infelizmente o Congresso não legislou como defendíamos. As contribuições continuarão restritivas na internet”, afirma. Ao falar em restrições, a legenda critica a obrigatoriedade de emissão de “recibo, em formulário impresso ou em formulário eletrônico, no caso de doação via internet”, como estabelece a lei.

Fonte: Último Segundo

A sensação do ano: só deu Twitter

21/12/2009

O Orkut já havia mostrado que o brasileiro adora as redes sociais. Mas o Twitter, criado em 2006, foi o grande fenômeno da rede este ano, aqui entre nós. Números do Ibope Nielsen Online mostram que, dos 31 milhões de brasileiros que navegam em redes sociais, 8,7 milhões visitam o Twitter mensalmente. E mais: segundo o Instituto QualiBest, 91% dos internautas brasileiros conhecem ou já ouviram falar do microblog – e 34% têm uma conta registrada no serviço.

Roberto Cassano, diretor de estratégia da empresa de marketing digital Frog, acompanhou a onda:

– Trabalhamos há dois anos focados em redes sociais. O crescimento do Twitter foi surpreendente em várias frentes, principalmente pela adesão. No começo do ano ele não era nada.

Em junho, o Brasil assumiu a liderança em penetração do Twitter. Cerca de 15% dos 34 milhões de brasileiros que acessaram a internet no mês – visitaram o serviço de microblog, segundo o Ibope Nielsen Online. Com isso, o Brasil está em quinto lugar entre os países com maior número de usuários. Não por acaso, ganhará sua versão em português ano que vem.

No ranking mundial dos twitteiros mais populares, Luciano Huck é o primeiro brasileiro a aparecer na lista, em 87 lugar, com mais de 1,3 milhão de seguidores. Na lista da twittosfera em português, o jornalista Marcelo Tas está em sétimo lugar, com 455 mil fãs.

– Meu interesse veio junto com o CQC, em 2008. Quando o programa estreou descobri que conseguia fazer buscas retroativas e ler tudo que se comentava sobre o programa ainda no ar. E isso é a cara da época web 2.0, em que as pessoas querem devolver para o programa de televisão a opinião delas sobre o que estão assistindo – acredita Tas.

Para Cassano, uma das causas para a explosão do Twitter entre os brasileiros tem a ver com a cultura tupiniquim, afetiva e familiar.

– Isso se deve um pouco à maneira com que nós valorizamos os vínculos. Enquanto outras culturas são mais individuais, temos uma natureza agregadosra.

Mas o microblog veio para ficar, ou é só mais uma novidade passageira? Tas acredita que, embora seja difícil definir com precisão, o Twitter já tem seu espaço garantido por três razões: transparência, velocidade e síntese:

– Essa compactação da informação é o que todos queremos na rapidez dos tempos de hoje. E o Twitter tem uma eficiência de comunicação muito poderosa, instantânea e descontrolada. Por essas razões, tenho uma visão muito otimista dele, ao contrário do que muitos acham, de que é uma diluição do texto. É uma visão pequena para o tamanho da mudança.

E já existem empresas totalmente voltadas para o negócio. É o caso da agência de mídias digitais Ad Brazil, que desenvolve projetos completos de uma página virtual. Sergio Lima, sócio da agência, afirma que uma conta de Twitter executada por uma empresa de comunicação otimiza os resultados do serviço:

– É preciso adequar-se ao público, não se limitar a informações meramente comerciais e, se possível, comentar sobre temas relacionados à corporação.

A busca por popularidade no Twitter mexeu com a cabeça de muita gente: políticos, artistas, todo mundo briga pelo seu lugarzinho no ranking de mais seguidores. Cassano, da Frog, acredita que o microblog mexeu com o papel de líder de opinião.

– A lógica agora é diferente da do mercado convencional. A mídia passou a ser o próprio consumidor. Não é mais quem tem poder econômico que compra espaço. Para conseguir ser popular, a experiência de comunicação tem que ser memorável e comentável.

Fonte: O Globo

Twitter e Facebook marcaram mundo virtual em 2009

18/12/2009

O Twitter, impulsionado pela popularização dos smartphones, elevou seus 140 caracteres às alturas do mundo virtual este ano, enquanto o Facebook deixou para trás o MySpace e se tornou a maior rede social do mundo.

“Estes são os grandes vencedores”, disse Jason Keath, assessor de uma consultoria de redes sociais da Carolina do Norte (sudeste) e fundador do SocialFresh.com, que organiza conferências sobre o tema. “O Facebook praticamente triplicou de tamanho este ano”.

“O Twitter cresceu imensamente”, acrescentou Keath. “Acho que tinha entre dois e quatro milhões de usuários no começo do ano, agora estão perto de 40 milhões”.

Com 250 milhões de membros, “se o Facebook fosse um país seria a quarta nação mais populosa”, destacou Scott Stanzel, ex-vice-secretário de imprensa do ex-presidente George W. Bush, que também trabalhou para a gigante do software Microsoft.

“Há um ano, acho que as pessoas não teriam pensado que o Twitter teria a influência que teve”, acrescentou Stanzel, que agora dirige a Stanzel Communications, uma consultoria de relações públicas com sede em Seattle que oferece assessoria em redes sociais.

O Twitter “estava ganhando popularidade, mas realmente explodiu este ano e o fez de forma que se tornou incrivelmente penetrante”, disse.

O Twitter dispensou ofertas de compra de centenas de milhões de dólares do Google e do próprio Facebook, e sua influência como ferramenta de comunicação e informação foi demonstrada de várias maneiras ao longo deste ano.

Em junho, o Departamento de Estado pediu ao Twitter que adiasse uma suspensão programada de seu serviço para manutenção, porque a rede estava sendo muito usada por manifestantes revoltados com o resultado das eleições presidenciais no Irã.

Mais recentemente, Google e Microsoft começaram a integrar mensagens do Twitter em seus respectivos motores de busca, uma nova característica descrita como busca em tempo real.

Além disso, a crescente adoção de smartphones teve muito a ver com a expansão do Twitter, estimou Jack Levin, co-fundador e chefe executivo da ImageShack, companhia que dirige o site yfrog.com, que compartilha imagens e vídeos no Twitter.

“A explosão dos smartphones nos Estados Unidos e em muitos outros países impulsionou a facilidade de comunicação entre as pessoas, e o Twitter certamente está no meio disso”, disse Levin.

“As pessoas querem se comunicar e o Twitter é na verdade uma plataforma de comunicações”, explicou. “E ele é um híbrido entre a troca instantânea de mensagens e o e-mail”.

O yfrog.com, de Levin, é um dos milhares de aplicativos criados para o Twitter por desenvolvedores independentes de software, e conseguiu crédito ao capitalizar a popularidade do serviço de microblog.

O Facebook, que deu início à tendência de abrir espaço para criadores independentes criarem divertidos mini-aplicativos, também percebeu de fato quão atraente era ter a possibilidade de se conectar de qualquer lugar em qualquer momento.

“O que eles fizeram e o MySpace não é que realmente expandiram o alcance de sua rede”, indicou Keath. “O Facebook Connect é grande parte disso, é possível controlar o Facebook e se conectar de qualquer outro lugar”, como de um telefone inteligente, por exemplo.

Facebook e Twitter são populares principalmente porque “dão valor real às pessoas em sua vida pessoal e profissional”, segundo Stanzel.

“É possível acompanhar centenas, talvez milhares de pessoas, com apenas uma conta do Facebook ou do Twitter”, destacou.

Além disso, “as empresas e políticos ativos no Facebook, Twitter ou YouTube (portal para compartilhar vídeos) estão costruindo uma relação permanente com seus consumidores e eleitores, porque estão no meio das conversas”, acrescentou Stanzel.

Keath disse acreditar que o crescimento do Twitter vai desacelerar, já que é muito difícil que consiga igualar a ascensão meteórica registrada em 2009.

Fonte: Último Segundo

Seleção de trainees usa redes sociais

16/12/2009

Os longos e penosos processos seletivos de trainees têm ficado mais criativos e dinâmicos com as ferramentas online, como redes sociais. Ambev, Natura, Unilever e Reckitt Benckiser são algumas das que intensificaram o uso desses recursos este ano.    

Em agosto, a Natura postou no Youtube o vídeo “Próximos líderes”, que não revelava o nome da empresa. O material se disseminou na internet e ao todo 13,4 mil candidatos se inscreveram. “Queríamos alinhamento de valores, de visão de mundo”, diz Denise Asnis, gerente de Recursos Humanos da Natura.    

Os inscritos ficaram hospedados em uma comunidade, onde analisavam vídeos e escreviam textos. “A abordagem foi excelente”, diz Amarílis Ventura, de 22 anos. Formada em Jornalismo e Empreendedorismo na PUC-RJ, ela aprova as etapas online nas seleções, menos as provas. “São padronizadas. Às vezes, é igual à nota de corte”, diz. Na da Unilever, ela viu um diferencial. O teste consistia num jogo de negócios online. “Você era ambientado na empresa e tinha que tomar decisões.”    

A Unilever também inovou em uma das fases eliminatórias. Os candidatos tiveram de criar um blog com a sua “visão de mundo”. Para enfrentar a tarefa, podiam usar a imaginação. Foi o que Flora Faria Rosa, de 25 anos, formada em Administração na Universidade Federal de Juiz de Fora, fez. “Escrevi sobre valores importantes para mim, como a diversidade e a educação”, diz ela, que frequenta a comunidade Trainee Brasil, no Orkut, para saber dicas.    

Apesar dos elogios, Flora foi eliminada na entrevista por telefone na Unilever. Seu colega de faculdade Miguel De Vito, de 22 anos, assim como Flora, foi eliminado numa entrevista por telefone. “O bom de fazer as coisas online é que é menos custoso e otimiza o tempo. Mas frente a frente você vê melhor as reações das pessoas”, diz Miguel, que ainda está no páreo no concurso da Natura.    

As empresas só veem vantagens no uso do online. “A qualidade dos currículos recebidos melhorou este ano”, conta Ricardo Monteiro, da área de recrutamento da Reckitt Benckiser, multinacional do setor de produtos de limpeza. A empresa tem um blog e uma página no Twitter alimentados por estagiários de vários países, incluindo o Brasil.  “Começamos com um blog, depois passamos para o Facebook e o Twitter”, conta. “Ano que vem, vamos fazer um jogo.”    

“As redes ajudam muito”, endossa Thiago Porto, gerente corporativo da Ambev. O Orkut foi usado para divulgar a empresa entre os jovens, com o jogo “Vai uma aí?”, em que eles provavam conhecer as marcas da empresa. O aplicativo vinha com link para o hotsite da Ambev, onde o candidato poderia se inscrever no programa, encerrado em setembro. O resultado foi o aumento significativo do número de inscrições: de 33 mil em 2008 para 60 mil.

Fonte: Estadão

Número de idosos usando a internet sobe 60% em cinco anos

15/12/2009

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Um estudo divulgado nesta semana pela Nielsen indica que o número de norte-americanos com 65 anos ou mais usando a internet subiu quase 60 por cento nos últimos cinco anos, de 11,3 milhões de internautas em 2004 para 17,5 milhões em 2009.

A maioria destas pessoas acessam a internet para ler e enviar emails, ver mapas, consultar a previsão do tempo e pagar contas.

O destino número 1 dos idosos foi o Google, com 10,3 milhões de visitas únicas. Em seguida ficaram o Windows Media Player, Facebook, Youtube e Amazon com 8,2, 7,9, 7,7 e 5,7 milhões, respectivamente.

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Fonte: Jornal Tecnologia

Norte-americanas usam redes sociais para o consumo

14/12/2009

O Segundo encontro anual do Social Media Study SheSpeaks, uma plataforma de debate sobre mídia, descobriu que as mulheres norte-americanas realmente abraçaram as redes sociais.

Um número significativo, 86%, tem um perfil de rede social, contra 48% no ano passado. O Facebook é, de longe, a rede preferida, com 95% das mulheres com perfis sociais pertencentes à rede. A participação das mulheres no MySpace, por outro lado, caiu de 63 para 42%.

A internet também modificou o hábito de compra: mais da metade das mulheres ouvidas na pesquisa compraram algum produto por causa de um post em um blog e 43% adquiriram depois de recolher informações em comunidades do Facebook.

“As mulheres tornaram-se mais confortáveis no uso dos meios de comunicação social, e para os comerciantes, o crescimento global e da utilização habitual dos meios de comunicação social representa oportunidades de atingir e envolver as mulheres de todas as idades, e influenciar as suas decisões de compra”, analisa Aliza Freud, fundadora e CEO da SheSpeaks.

No Brasil, a rede social mais usada é o Orkut, com mais de 20 milhões de pessoas conectadas. Não há pesquisas que indiquem a relação entre consumo e a quantidade de mulheres nas comunidades brasileiras.

Fonte: Abril

Facebook e Twitter agradam tanto a geração X quanto a Y

25/11/2009

Quem imagina que os jovens de 20 e poucos anos usam muito mais as redes sociais do que o pessoal da chamada geração X (entre 32 e 45 anos) errou. Uma pesquisa inédita, realizada no Brasil, mostra que o comportamento dos jovens e dos trintões e quarentões é muito parecido.

Tanto os Ys quanto os Xs usam o Facebook (19% e 16% respectivamente) e o Twitter (13% e 14%). O motivo principal é o mesmo: querem manter contato com os amigos (49% e 44%). Em segundo lugar, aparece o interesse profissional: 44% dos Xs usam as redes para conhecer pessoas, procurar emprego e outras oportunidades. Os jovens também navegam com esse propósito: 38% citam relações profissionais como o motivo para participarem de redes sociais.

A frequência com que as duas gerações acessam essas redes também é muito parecida. Cerca de 30% visitam esses sites pelo menos uma vez por dia. Mais da metade dos dois grupos diz que suportaria ficar mais de uma semana sem acessar esses sites.

“A semelhança no uso das redes entre as duas gerações não nos surpreendeu”, afirma Alexandre Arima, gerente da Robert Half, que realizou o estudo. O que chamou atenção foi o fato de mais de 90% dos entrevistados participarem de redes. “Esse resultado mostra que o uso das redes sociais está bem consolidado”, diz. 

Para ele, as pessoas começam a perceber que Twitter, Facebook e LinkedIn tornaram-se fonte de informação rápida e útil. Se antes as redes sociais tinham um caráter apenas lúdico, agora elas ganham importância para manter os usuários informados. “Muitas vezes as pessoas sabem de notícias antes pela rede social do que por outra mídia”, diz o gerente da Robert Half.

As diferenças de comportamento das duas gerações na internet são muito pequenas, de acordo com a pesquisa da multinacional de recrutamento. O Orkut é mais usado pelos Ys do que pelos trintões. Cerca de 33% dos jovens e 22% da geração X participam dessa rede virtual. Outra diferença está no uso de outro site, o LinkedIn, voltado para o relacionamento profissional. Cerca de 39% da geração X e apenas 28% dos Ys estão no LinkedIn.

A pesquisa da Robert Half foi realizada com a base de dados da consultoria. São mulheres e homens de diversos setores (engenharia, tecnologia, finanças, marketing, vendas, entre outros) entre 23 e 45 anos.

Participação em redes sociais
 
Geração Y
Geração x
Facebook
19%
16%
Orkut
33%
22%
LinkedIn
28%
39%
Twitter
13%
14%
MySpace
2%
2%
Outros
4%
6%
Fonte: Robert Half
Por quanto tempo você conseguiria ficar sem acessar suas redes sociais?
 
Geração Y
Geração x
Algumas Horas
0%
3%
Um dia
3%
3%
2 a 3 dias
19%
17%
4 a 5 dias
7%
14%
6 a 7 dias
16%
10%
Mais de uma semana
55%
54%
Fonte: Robert Half
Fonte: Época Negócios

Orkut já não é a mídia social mais usada no Brasil

24/11/2009
Enquanto a maioria das pessoas gasta tempo comparando o Orkut com o Facebook, a empresa de pesquisas e monitoramento na internet E-life e a InPress Porter Novelli, compararam todas as ferramentas consideradas de mídia social. E a descoberta é que o Orkut não é mais o rei absoluto no Brasil.
Os quase 1 300 usuários entrevistados disseram que acessam o Twitter de sete a cinco vezes por semana, contra quatro a duas vezes semanais o Orkut. É o líder, portanto, em frequencia de acesso. Seria diferente se fossem analisados outros critérios.
A pesquisa ressalta que além do acesso em casa e no trabalho, 43% dos entrevistados já acessam também a internet via celular, por meio das redes 3G, WAP ou Wi-Fi. 
Segundo lugar no tempo de uso dos internautas, o Orkut ainda é a rede social com mais cadastrados no Brasil — 89,6% dos respondentes têm conta no Orkut. O Twitter é o segundo colocado, com 80,1%, o YouTube o terceiro, com 79,6% e apenas 57,6% dos entrevistados tem conta no Facebook.
Cada rede social, no entanto, parece ter uma função definida na rotina dos usuários. O Twitter, de acordo com 70% dos respondentes, é usado para leitura de notícias. O Orkut serve para contato com os amigos (segundo 86% das pessoas ouvidas) e o YouTube para passatempo e diversão (89,6%). 
Para Alessandro Barbosa Lima, CEO da E.Life, essa diferenciação é interessante porque muitas empresas usam abordagens semelhantes para redes sociais, mas dificilmente uma só estratégia vai funcionar para todas elas. ”As redes são usadas para finalidades muito diferentes e não uma abordagem para cobrir tudo”, diz.

Nos três últimos meses, 4,8% dos respondentes fizeram cadastro no LinkedIn, o que foi uma surpresa na opinião de Lima. ”Foi a terceira rede social mais lembrada, atrás apenas do Twitter e do Facebook (em que 46,3% e 10% fizeram cadastros, respectivamente).”

Fonte: Portal Exame – Blog Zero e Uns