Monitoramento de marcas na internet: seis motivos para fazer

14/01/2010

Seis dicas do Tarcízio Silva  para monitoramento de marcas na internet:

1) Responder

Responder, e rapidamente, é o ponto mais estabelecido no que se refere a monitoramento. Falaram do seu cliente nas mídias sociais? A resposta pode vir no mesmo momento, se o serviço de monitoramento estiver entrelaçado a relacionamento e produção de conteúdo digital. No caso de empresas com grandes problemas operacionais, como empresas do ramo telefônico, que são muito criticadas, isso seria algo muito positivo se utilizado efetivamente. Mas o que acontece na maioria dos casos, infelizmente, ainda é o uso dos perfis em mídias sociais como broadcasting. É só ver os perfis da Claro ou TIM no Twitter. Nada de replies. Zero.

2) Aprender

Aprender sobre o público-alvo é interessantíssimo. Digamos que você represente, sei lá, um café em um bairro de São Paulo. Além de citações à marca do café, de seus símbolos e de seus produtos, é possível monitorar clientes e possíveis clientes que nunca falaram sobre sua marca? Como? Se você é um café que está na Rua Boa Vista, por exemplo, porque não aprender sobre o bairro? Afinal, todo mundo que mora, trabalha ou passa por lá é um possível cliente.

Com o monitoramento de termos relacionados àquela rua, por exemplo, é possível aprender sobre os comportamentos dessas pessoas no que tange à área em que o estabelecimento está situado. Um morador reclama que não tem um lugar bom pra tomar café da manhã? Outro diz que a estação de metrô mais próxima é a pior da cidade? Aí estão oportunidades e ameaças para os negócios.

3) Inovar

Utilizar monitoramento é, por si só, inovação para algumas mentalidades. Mas ter um monitoramento bom pode servir de insumos para diversos tipos de inovações. O mais palpável é inovação em produtos e serviços. Quando os usuários apontam falhas no que você ou seu cliente oferece, exaltam características do concorrente ou, ainda, sonham com algo que não existe, o espaço para inovar está aberto.

Desenvolver e apresentar um novo produto, serviço ou posicionamento de marca pode ser mais eficaz e seguro quando você conhece muito bem o que os consumidores querem. Sabe aquela frase que qualquer marca quer ouvir (“A marca fulana fez isso pensando em mim!”)? Torna-se cada vez mais verdade.

4) Localizar

Localizar os chamados “advogados de marca” (não gosto desse termo, mas é muito utilizado), hubs e influenciadores de opinião é algo facilitadíssimo pelo monitoramento. No atual estágio (e nos futuros também) da internet, cada pessoa tem um potencial único de produção e comunicação muito importante que, em alguns casos, superam o de grandes empresas. O monitoramento permite localizar pessoas que possam “trabalhar para a marca” em troca de algo. Reputação, status, popularidade, dinheiro ou, simplesmente, pelo prazer de interagir com algo importante em sua vida. A partir disso, as equipes de comunicação da empresa ou as agências de propaganda podem ver qual a melhor estratégia para manter, melhorar ou mudar o que estas pessoas falam sobre suas marcas.

5) Otimizar

O quinto motivo é o que permite aperfeiçoar custos e retornos de campanhas. Monitorar conversações entre as pessoas permite saber onde elas vão na web, com quem elas falam, quem elas lêem, o que elas ouvem, como elas falam etc etc etc. Isso permite que custos de mídia otimizados, mais precisos, quando associados a dados de web analytics. Tanto para a internet quanto para outras mídias, monitorar significa também conhecer os tipos de estilo, discursos e referências que o público-alvo quer consumir. Dessa forma, relatórios analíticos a partir de monitoramento pode até dar insumos de estratégia criativa para redatores de TV, por exemplo.

6) Avaliar

Campanhas digitais podem ser avaliadas em relação ao aumento ou diminuição do engajamento dos públicos. Se uma empresa tem uma política de monitoramento constante, a cada nova campanha, conteúdo e produto lançado os fluxos, valores e sentimentos podem ser avaliados novamente. Dessa forma, cada passo que a empresa ou agência der (passos esses que já devem ser embasados pelo monitoramento), podem ser melhor avaliados também.

Estas são seis de muitas aplicações possíveis. Monitoramento pode ser utilizado com diversos métodos e ferramentas. Tenho escrito sobre algumas delas no meu blog, mas é uma prática em constante desenvolvimento. Podem adicionar suas considerações e sugestões de outros benefícios, nos comentários.

Fonte: Casa do Galo

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Em um ano, acesso a web cresceu 10%

14/01/2010

O Ibope Mídia divulgou nesta terça-feira, 12, alguns resultados de sua pesquisa Internet Pop, que chega à 21ª edição. Com mais de 17 mil entrevistas feitas em 11 mercados, o levantamento revela que o acesso à internet cresceu 10% entre 2008 e 2009. Ou seja, o índice de brasileiros conectados saiu de 49% para 54%, respectivamente. Segundo o estudo, esse movimento representa mais de 25 milhões de pessoas que costumam conectar-se à rede no País, ainda que de vez em quando.

Outro destaque do estudo é a maneira como os brasileiros se conectam quando não o fazem pelo computador. De acordo com o trabalho do Ibope Mídia, 66% navegam pela internet pelo celular, 21% recorrem a smartphones com tecnologia 3G, 9% usam aparelhos de mão, como palm tops, e 3% acionam a web por meio de smartphones sem tecnologia 3G. Além disso, dentro do grupo que se conecta por esses equipamentos, 25% acessam a internet diariamente.

A pesquisa Internet Pop colheu dados nas seguintes praças: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Florianópolis, Distrito Federal e Campinas (SP).

Fonte: m&m online

Redes sociais ganham força no marketing da Copa

13/01/2010

A Copa do Mundo da África do Sul não é só o maior evento do calendário esportivo de 2010, é também a maior oportunidade de marketing do ano.

Oito de cada dez pessoas no mundo devem assistir ao torneio, que dura quatro semanas, e só os direitos de transmissão são avaliados em US$ 2,7 bilhões. E as marcas mundiais devem gastar outros bilhões para patrocinar o evento, numa aposta de que o torneio vai propiciar um impulso muito bem-vindo à receita.

Embora o público acumulado de 40 bilhões de espectadores para as transmissões dos jogos já garanta uma série de acordos publicitários lucrativos antes de o torneio começar, a internet e o celular também devem ter um papel inédito na experiência dos torcedores na Copa da África do Sul. Para oferecer seus produtos aos torcedores, os patrocinadores da Fifa estão se afastando cada vez mais das campanhas tradicionais na televisão e em outdoor e rumo a sites de relacionamento social.

A Sony Ericsson – cuja matriz Sony gastou US$ 305 milhões para se tornar um dos seis patrocinadores de longo prazo da Fifa, juntamente com Adidas, Coca-Cola, Emirates, Hyundai e Visa – usará seu patrocínio da competição para criar uma comunidade na internet de torcedores que ajude a disseminar sua mensagem.

A fabricante de telefone celular planeja usar sites como Twitter e Facebook para atingir diretamente e individualmente os torcedores, em vez de transmitir propagandas para milhões ao mesmo tempo. Calum MacDougall, diretor de parcerias de marketing mundial da Sony Ericsson, diz que 2010 será a primeira “Copa do Mundo dos sites de relacionamento social”.

“A Copa do Mundo da Fifa de 2010 é o primeiro investimento da Sony Ericsson em futebol, então procuramos onde nos encaixaríamos melhor como marca e decidimos evitar os métodos tradicionais”, diz ele.

“Os sites de relacionamento social estarão no coração da Copa de 2010 – você só precisa ver o crescimento enorme do número de pessoas usando sites como Facebook, YouTube e Twitter para entender isso”, diz. “Queremos nos concentrar nos torcedores, oferecendo algo e conquistando-os nos sites de relacionamento social. Enfiar um logotipo ao lado de uma propaganda não necessariamente permite isso, então optamos por não fazê-lo.”

O principal elemento da campanha será o lançamento de um aplicativo que permite aos torcedores acessar vídeos dos amistosos e da fase de classificação. A Sony Ericsson também lançou o Twitter Cup, um torneio online que incentiva os torcedores dos países participantes a usar suas atualizações no site para concorrer num torneio virtual.

Além disso, os torcedores poderão compartilhar seus lances favoritos diretamente com os amigos por meio de aplicativos dos sites de relacionamento social instalados em seus celulares Sony Ericsson, como o WorldCupedia, que se autodescreve como o primeiro site de buscas só sobre futebol.

“Os sites de relacionamento social estão se tornando cada vez mais importantes para todas as marcas”, diz MacDougall. “Certamente é importante para nós e uma grande plataforma para apoiar nossa estratégia de conquistar os torcedores.”

Os especialistas em patrocínio concordam que a Copa da África do Sul terá uma mudança significativa para campanhas centradas no consumidor e com estratégias virais, enquanto mais e mais marcas usam os sites de relacionamento social como a base de suas iniciativas de marketing.

“Se você tem uma marca de massa e quer dialogar com muitos clientes, precisa usar os sites de relacionamento social porque é onde as pessoas estão”, diz Tim Crow, diretor-presidente da consultoria britânica de patrocínio esportivo Synergy. “Também já surge uma mudança no estilo que as campanhas estão adotando.

Antigamente era só propaganda, agora tem mais a ver com participar das conversas e deixar que as pessoas brinquem com nossa campanha.”

Apesar da queda nos custos dos espaços publicitários, as campanhas que giram em torno dos sites de relacionamento social são mais atraentes porque são mais baratas que as propagandas em vários meios, que num evento como a Copa do Mundo custam milhões às empresas.

Num momento em que os publicitários estão sob pressão para provar que suas campanhas dão resultado, Crow diz que as grandes marcas devem se afastar cada vez mais da abordagem massificada para algo mais concentrado e eficiente.

“Atingir muitas pessoas é muito mais barato do que antigamente, quando você tinha de produzir um comercial para a televisão, um anúncio impresso ou um pôster. Não custa nada criar uma identidade no Twitter”, diz ele.

Mas alguns analistas alertam que campanhas baseadas em sites de relacionamento social podem expor patrocinadores importantes ao risco de emboscadas de marketing, quando marcas concorrentes tentam fazer com que as pessoas acreditem que elas são patrocinadoras oficiais de um evento.

“Essas emboscadas estão se tornando um problema geral – não apenas em torno da Copa do Mundo – e são muito difíceis de controlar”, diz Simon Chadwick, professor de marketing e estratégia de negócios esportivos da Universidade de Coventry, na Inglaterra.

[via The Wall Street Journal]

Comércio eletrônico + redes sociais = comércio social

12/01/2010

O comércio eletrônico só tem a ganhar ao se aproximar das redes sociais. Novas oportunidades podem surgir com o relacionamente facilitado pelas ferramentas de interação.

Enquanto muita gente não se preocupa com o conceito das coisas, muitos “sobrinhos” desenvolvedores estão no mercado de trabalho competindo com pequenas e médias agências digitais. Você precisa ter algo a mais do que eles. E é fácil, veja:

Com a ajuda da Wikipédia podemos dizer que:

Rede social é uma das formas de representação dos relacionamentos afetivos ou profissionais dos seres entre si ou entre seus agrupamentos de interesses mútuos. A rede é responsável pelo compartilhamento de ideias entre pessoas que possuem interesses e objetivo em comum e também valores a serem compartilhados. Assim, um grupo de discussão é composto por indivíduos que possuem identidades semelhantes.

O que acontece hoje por parte dos sobrinhos é uma oferta ao cliente de todas as formas disponíveis e gratuitas de redes sociais, independente se a empresa possui o perfil ou se faz uso adequado realmente da ferramenta.

Sim, é verdade que as decisões de compra em tempos de internet são influenciadas não só pelas redes primárias das pessoas (família, amigos, formadores de opinião) como também pelos blogs, sites de comunidade (redes sociais) páginas pessoais e afins.

Mas antes de colocar a cara à tapa as empresas devem desenvolver junto às agências digitais um planejamento estratégico e definir o foco de sua participação nas redes sociais. Existem diversas oportunidades de negócio na web e diversas formas de interação com o usuário, basta analisar qual a melhor opção de interagir com seu cliente.

Tá, mas e aí, o que é o tal de comércio social?

Comércio social é a união de ferramentas de loja virtual (vendas de produtos online) com ferramentas de interação vindas da chamada web 2.0 (blog, fóruns, Twitter, Orkut, Facebook etc.). Existem brasileiros utilizando esse conceito, que na minha opinião é um ótimo modelo de negócio para as empresas e clientes. O exemplo mais popular da web é o Camiseteria. O conteúdo é fornecido, escolhido e comprado pelos usuários participantes da comunidade. Vale a pena conferir o case.

Outro ponto importante no comércio social é que os usuários tornam-se mais seguros para realizar a compra. Muitas pessoas desejam algum contato humano antes de realizar a compra, principalmente para tirar alguma dúvida com relação a frete, especificações do produto, prazo de entrega e outras informações. Ter uma forma de interação neste sentido é fundamental para aumentar as vendas.

Um ponto importante visto através de pesquisas da Nielsen é que o tempo de navegação por pessoa em ambiente residencial no Brasil é mais alto que em outros países por causa do intenso uso de sites sociais.

Dados do mercado

  • Média de navegação por usuário em mídia social – 4h/mês (Comscore)
  • 17% dos internautas criam blogs ou sites (Cetic.Br)
  • 51% dos internautas residenciais lêem blogs (Ibope/NetRatings)
  • 35 milhões de perfis no Twitter (Março de 2009, este número já deve ter aumentado em grande escala, estimativa de 100 milhões de usuários até o final do ano. – Info)
  • 74% dos internautas do Brasil assistem vídeos online (Cetic.Br)
  • O Twitter já permite que aplicativos de terceiros, como Seesmic e BirdFeed, ofereçam recursos de geolocalização aos usuários.(Info)

As agências digitais estão tendo que se preparar melhor e poder vender este novo conceito para seus clientes – para enfrentar o amadorismo elas precisam avançar mais nestes novos conceitos, fornecer um planejamento estratégico e assim criar um plano de comunicação focado no usuário.

A idéia não é vender a qualquer custo, mas criar um relacionamento mais próximo com o usuário, de modo a conhecer mais suas preferências e sua cultura e fornecer então o produto certo na hora certa.

Em função disso, amadurece outra tendência, chamada de CSM (Comércio Social Móvel/Mobile), também baseada em conhecer bem o cliente e acima de tudo estar presente a hora certa e no lugar certo.

Para isso o recado para as empresas é focar mais no cliente, conhecer mais o usuário, personalizar mais o produto e o atendimento – e consequentemente vender mais os produtos e ter uma boa imagem.

Fonte: Webinsider

Celular é o segundo dispositivo mais usado para acessar a internet, aponta pesquisa do IBOPE

12/01/2010

Mais brasileiros conectados

  • Getty Images

Além do acesso à internet ter crescido, o celular já é o segundo meio mais utilizado para navegar na web. De acordo com pesquisa realizada pelo IBOPE nas principais regiões metropolitanas do país, o acesso à internet cresceu cerca de 10% em um ano e, entre as pessoas que acessam a internet por meio de outros equipamentos que não o computador, 66% o fazem pelo celular.

Em 2008, 49% dos entrevistados pelo IBOPE acessavam a internet, porcentagem que subiu para 54% em 2009, totalizando mais de 25 milhões brasileiros que costumam conectar-se à rede.

Quando não acessada pelo computador, a internet é utilizada por 66% dos entrevistados pelo celular, 21% pelo smartphone com tecnologia 3G, 9% por computador de mão/palm top e 3% por smartphone sem tecnologia 3G. Dentre estas pessoas, 25% acessam a internet diariamente.

A 21ª edição da pesquisa Internet Pop do IBOPE realizou um mapeamento dos hábitos de uso de internet dos brasileiros nas principais regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Distrito Federal, Campinas e Florianópolis. Foram feitas 17 mil entrevistas com a população acima de 10 anos.

Entre os dados pesquisados, estão os sites mais acessados no domicílio, informações sobre as operadoras que fornecem o serviço 3G e a mensuração das atividades realizadas no celular, como ouvir rádio AM e FM, assistir TV aberta e digital, assistir a vídeos e filmes, entre outros indicadores.

Fonte: Tecnologia Uol

Cresce uso de celulares para compras

12/01/2010
Segundo levantamento, 64% dos consumidores com idades entre 18 e 34 anos usaram celulares para fazer compras

NOVA YORK (Reuters) – Um número crescente de consumidores no mundo inteiro usou celulares para antecipar compras de Natal e o uso dos aparelhos foi especialmente alto entre jovens adultos em busca de cupons de descontos, segundo estudo patrocinado pela Motorola, divulgado nesta segunda-feira.

Esses consumidores usaram seus celulares para comparar preços, além de tirar fotos de produtos que gostariam de comprar ou simplesmente para acessar cupons online, entre outras atividades, de acordo com a pesquisa. O levantamento ouviu cerca de 4,5 mil consumidores, entre 25 de novembro e 20 de dezembro, e foi conduzido por e-Rewards e TNS International. Leia também: Intel lança chips e demonstra loja (08/01/2010) Motorola mostra tablet com chip Nvidia (08/01/2010) Bem virtual é nova fonte de receita na web (30/12/2009).

 Foram entrevistados consumidores dos Estados Unidos, do Canadá, da Grã-Bretanha, Alemanha, França, Itália, Espanha, México, Brasil, Índia e China, na maior pesquisa já feita pela Motorola sobre o assunto, embora cerca de 45% dos participantes vivem nos EUA.

Embora não haja dados comparáveis para anos anteriores, a Motorola afirmou que houve um aumento no uso de smartphones nas compras este ano.

A Motorola afirma que o levantamento descobriu que 64% dos consumidores com idades entre 18 e 34 anos usaram celulares para fazer compras e cerca de um terço do público com idade de mais 50 também utilizou a tecnologia.

A tendência deve acelerar nos próximos anos e os varejistas terão que se adaptar se quiserem sobreviver, afirmou um diretor sênior da Motorola à Reuters.

“Os varejistas mais preparados para diferentes tipos de tecnologias usadas não somente por consumidores, mas por pessoas, em suas lojas terão os melhores resultados”, afirmou Frank Riso, do grupo de tecnologia para o varejo da Motorola.

Empresas patinam na internet

11/01/2010

Matéria assinada pela jornalista Marili Ribeiro, no jornal O Estado de São Paulo, em 11 de janeiro de 2010, com dados do IBOPE Nielsen Online

Os sites das empresas estão perdendo audiência. O último dado de navegação na internet que capta essa tendência, monitorado pelo IBOPE Nielsen Online, indica que, em setembro, a audiência de busca por informações corporativas caiu 7,6% em relação ao mês anterior. Entre os profissionais que trabalham com prestação de serviços online no meio publicitário para empresas não há surpresa nessa queda. “Falta funcionalidade nos sites corporativos, que não evoluíram no mesmo ritmo da própria internet”, diz Marcelo Perrone, diretor de estratégia digital da agência de propaganda Giovanni+DraftFCB. “A cada ano há mais gente usando a rede global”, afirma. “Um processo de democratização de acesso que não vem sendo atendido pelas empresas em seus sites com facilidades proporcionais. Existe tecnologia disponível para interfaces melhores no que diz respeito à busca de informações, por exemplo, assim como recursos de adaptação com fontes mais amigáveis para os internautas.”

Na Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os associados passaram, desde o ano passado, quando a instituição anunciou a renovação de sua logomarca, a discutir questões relativas à funcionalidade do site. Querem incrementá-lo. Em consenso, decidiram que vão implementar medidas como a divulgação de um quadro de informações sobre a cobrança de tarifas bancárias. Com isso, acreditam que vão facilitar a comparação dos preços pelos correntistas, dando mais transparência à atuação dos bancos.

Não existem dados sobre o total de sites corporativos em português nas páginas da rede global. O mais próximo que pode se chegar do que representa esse universo seria a soma dos registros de domínios de pessoas jurídicas no site do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Na semana passada, havia pouco mais de 37 mil endereços cadastrados. Porém, existe aí sobreposição de registros, uma vez que algumas companhias podem ter, além do site de informações institucionais, outros para vendas ou, ainda, hot sites temporários para ações específicas de marketing.

Fora isso, uma pesquisa realizada no fim do ano passado pela Associação Comercial de São Paulo com 1,2 mil empresas no Estado mostrou que 34% delas não possuem páginas institucionais na internet. A indústria é o setor que mais investe em sites próprios, com 80% de adesão, seguido do comércio atacadista, com 70%, e das instituições financeiras, com 58%.

OBSOLETO

No início da era digital, na avaliação de Luciana Iodice, diretora de Estratégia e Marketing da agência Media Contacts, do grupo Havas, “estar presente” na rede significava ter um site estruturado de forma bem tradicional, com itens como a história da empresa, sua missão e outras informações do gênero. “Esse tipo de informação básica continua sendo relevante, e o meio interativo ainda é uma das melhores formas de fornecer dados da empresa no momento em que o usuário busca proativamente pela informação”, diz. “No entanto, marcar presença na internet evoluiu não só no formato, mas também conceitualmente. Hoje, estar online significa também abrir um diálogo com o usuário.” Para Luciana, o tom que deve pautar um site corporativo não deve ser tão básico, o que pode t orná-lo obsoleto, mas deve promover interação e, principalmente, oferecer algo de valor aos seus consumidores.

Entre os setores que mais têm explorado o potencial da rede para valorizar os seus negócios estão o automobilístico e o de aviação. Cristina Ponte, gerente de marketing e de relacionamento e mídias da General Motors, garante que, hoje, muito do contato da empresa com seus clientes passa pelos sites do grupo, sempre muito acessados, embora ela não revele, por alegadas questões estratégicas, os volumes de tráfego registrados.

O site da empresa está no ar desde 1998 e ferramentas como a criação de sites específicos para lançamentos de veículos são recurso comum. “O hot site permite personalizar um ambiente dedicado exclusivamente àquele produto”, diz Cristina. “Hoje, nenhum cliente chega numa concessionária completamente desinformado.”

Na companhia aérea Gol, como explica sua assessoria, o site mistura informações corporativas e vendas. A partir deste ano, o endereço virtual da empresa evoluirá, como eles definem, para o conceito de portal. Ou seja, será um site amplo, também com serviços sobre roteiros de viagens, dicas de restaurantes e hotéis, onde o usuário poderá fazer reservas, escolher programas e comprar ingressos para eventos, assim como alugar carros. Com verba de marketing estimada em R$ 60 milhões para o ano, a companhia vai aplicar metade desse dinheiro em ações online.

FRASES

Marcelo Perrone
Diretor de estratégia digital da Giovanni+DraftFCB
“A cada ano há mais gente usando a rede global. Um processo de democratização do acesso que não vem sendo atendido pelas empresas em seus sites com facilidades proporcionais”

Luciana Iodice
Diretora de estratégia e marketing da Media Contacts
“Marcar presença na internet evoluiu não só no formato, mas também conceitualmente. Hoje, “estar online” significa também abrir um diálogo com o usuário”

Cristina Pontes
Gerente de marketing e de relacionamento e mídias da GM
“O hot site permite personalizar um ambiente destinado exclusivamente àquele produto”

“Hoje, nenhum cliente
chega a uma concessionária completamente desinformado”

Fonte: Ibope

As 100 marcas mais sociais

06/01/2010

A cada dia, as empresas estão mais preocupadas com sua imagem na internet e, sobretudo, nas redes sociais. Por isso, elas têm investido pesado para consolidar seus nomes e campanhas publicitárias entre o público variado que acessa as redes. A empresa americana Vitrue, especializada em redes sociais, acaba de divulgar uma lista com as 100 marcas mais sociais de 2009.

Segundo dados de outra consultoria, a eMarketer, das empresas listadas entre as 500 maiores pela revista Fortune, as marcas que não estão em redes sociais representam apenas 9% do total (elas eram 43% no ano anterior). Aqui no Brasil, vemos um número cada vez maior de empresas com perfis no Twitter (e campanhas específicas para o serviço), no orkut e no Facebook.

Essa preocupação com as redes sociais confirma a ideia de que a gestão das marcas está mudando. Querendo ou não, uma empresa pode receber comentários de qualquer pessoa contra ela. Se no passado o domínio sobre as marcas era grande, hoje elas estão mais, digamos, vulneráveis à opinião das pessoas. E isso é bom para nós, consumidores.
Voltando à lista das marcas mais sociais, o ranking é liderado pelo iPhone, da Apple, seguido pela Disney e pela CNN.

O iPhone manteve o topo da lista, que está na segunda edição. Alguns destaques: a Adidas subiu da 85ª. posição para a 14ª. Outras que também brilharam foram NBA, Nike, Nissan, Victoria’s Secret, HP, e KFC.

As marcas de consoles estão no topo: Wii em 7º., Xbox em 9º., Playstation em 13º. e Nintendo em 21º. É interessante observar a variedade de ramos das marcas. As mais representativas são da área de mídia. Esportes também são fortes, mas apenas com as ligas americanas. Abaixo, a lista completa.

1. iPhone
2. Disney
3. CNN
4. MTV
5. NBA
6. iTunes
7. Wii
8. Apple
9. Xbox
10. Nike
11. Starbucks
12. NFL
13. PlayStation
14. Adidas
15. BlackBerry
16. Sony
17. Mercedes
18. Microsoft
19. Samsung
20. BMW
21. Nintendo
22. Best Buy
23. ESPN
24. Ford
25. Honda
26. Ferrari
27. Gucci
28. Nokia
29. Major League Baseball
30. Dell
31. Coca-Cola
32. CBS
33. ABC
34. iPod
35. Mac
36. Turner
37. Nissan
38. Toyota
39. eBay
40. Amazon
41. Victoria’s Secret
42. Nutella
43. NASCAR
44. Disneyland
45. Audi
46. NHL
47. Red Bull
48. Verizon
49. Intel
50. Subway
51. Hewlett-Packard
52. Puma
53. Kia
54. Fox News
55. Porsche
56. Jeep
57. Dodge
58. Pandora
59. Walmart
60. Zappos
61. Suzuki
62. McDonald’s
63. Krystal
64. T-Mobile
65. Skittles
66. KFC
67. Volkswagen
68. NBC
69. Sprint
70. Pixar
71. Motorola
72. IKEA
73. Pepsi
74. Cisco
75. REI
76. LG
77. AT&T
78. Converse
79. The Gap
80. Chevrolet
81. Louis Vuitton
82. Toys”R”Us
83. H&M
84. Philips
85. General Motors
86. Pringles
87. Visa
88. Prada
89. Panasonic
90. IBM
91. VH1
92. Hulu
93. Oracle
94. Burberry
95. SEGA
96. Sears
97. Avon
98. Jet Blue
99. Lacoste
100. Comcast

Fonte: Info – Abril

Como entrar em 2010 com o pé direito nas mídias sociais?

06/01/2010

Boa parte das empresas voltaram seus olhos para as redes sociais ao longo de 2009. Porém, de que forma foi e está sendo feito esse trabalho? Confira os passos básicos para utilizar as mídias sociais corretamente.

Não há dúvidas que boa parte das empresas que já investiam em comunicação, voltaram seus olhos para as redes sociais ao longo do último ano. Porém, de que forma foi e está sendo feito esse trabalho? Quais estratégias foram adotadas pelas companhias? Quais são os principais erros e acertos? É eficaz usar as mesmas técnicas da comunicação tradicional (emissor – mensagem – receptor) nesses veículos? Afinal, como fidelizar clientes através do Twitter? A máxima ‘falem bem ou falem mal, mas falem de mim’ também funciona nesses canais?

Segundo Diego Monteiro, consultor de mídias sociais da Direct Labs, essas e outras questões reafirmam a posição de que 2010 será o ano da maturidade das empresas em relação aos canais sociais. “O que vimos até agora representou um importante passo, ou seja, muitas empresas já estão investindo na interação através das redes. Por outro lado, acredito que no próximo ano haverá uma profissionalização e uma preocupação maior com a forma de abordagem do público e das necessidades específicas desse formato de comunicação”.

Para o especialista, muitas empresas ainda se arriscam na rede. “Algumas companhias, no impulso de aderir aos canais que todo mundo estava falando e elogiando, cometeram grandes erros. A rede social é diferente da web convencional e todo trabalho realizado lá precisa ser pensado e personalizado”, explica Monteiro.

A Direct Labs definiu as principais orientações para as empresas que querem começar 2010 com o pé direito nas redes sociais:

– Comece monitorando sua marca: O primeiro passo, e também o mais fácil, é a criação de um monitoramento simples para entender o que estão falando sobre você, sua marca e/ou produtos nas mídias sociais. Essa estratégia pode trazer informações imprescindíveis para você entender qual é o status da sua marca na web. A partir daí, você pode pensar em ações adequadas para atuar nas mídias sociais.

– Defina sua equipe: É muito importante definir quem da sua equipe atuará no trabalho com as mídias sociais. Em geral, esse trabalho é destinado aos profissionais de marketing e comunicação que entendam muito bem do seu negócio, que tenham disponibilidade para falar pela empresa, sejam usuários das principais redes sociais e estejam sempre conectados (respostas rápidas são um grande diferencial para o usuário).

– Defina sua linha de comunicação: É preciso tomar cuidado na estratégia que você vai usar para interagir nas mídias sociais. Por isso, a melhor dica é seguir um padrão. Definir uma linguagem (formal ou informal) para ser usada sempre, o público alvo, a abordagem ideal (adotando uma comunicação mais pessoal ou institucional), a periodicidade de seus posts (no blog corporativo, no Twitter, no Slideshare ou qualquer outra mídia social) e um tempo máximo para responder às interações dos usuários. A linha de comunicação também define as ações que serão tomadas em casos de crises e a postura tomada diante de críticas. Em ambos os casos, transparência é essencial.

– Crie seus canais sociais (Twitter, Blog, Youtube, Flickr, etc.) Muitas empresas tomam esse passo muito antes do que deveriam. O conceito base aqui é “estar presente onde seus clientes estão”. Se os usuários gastam a maior parte de seu tempo visitando canais sociais, estar presente nesses locais é essencial. Um detalhe importante é que tais canais devem ser criados seguindo uma premissa: você realmente estará presente diariamente neles, atualizando e se relacionando. Canais sociais deixados de lado definitivamente não são bem vistos pelos usuários, assim como interações não respondidas.

– Relacione-se, interaja: O mais importante quando você  insere sua empresa/marca nas mídias sociais é  interagir com o usuário. Isso é essencial para que ele se sinta ouvido e para que entenda o quanto a opinião dele é importante para você. Todo o tipo de interação relevante do usuário deve ser respondida o mais rápido possível. Dê atenção especial para seus usuários mais ativos: os evangelizadores e destruidores de sua marca.

– Produza conteúdo: Nesse estágio, você já tem uma equipe,  uma linha de comunicação, canais socias e já se relaciona com alguns usuários. Gerar conteúdo é um passo importante para estreitar a relação com essas pessoas, gerar valor, manter todos informados de novidades e mostrar que a empresa é viva, dinâmica e atualizada. Muitas empresas já geram muito conteúdo, mas deixam restrito ao site institucional, newsletters ou campanhas específicas. Um trabalho de Spreading (replicar o conteúdo em seus canais sociais) é muito importante para, mais uma vez, estar onde o usuário está. Não dá para esperar que o usuário visite o seu site. Nessa etapa é muito importante seguir as definições da linha de comunicação adotada. Em alguns casos é necessário voltar e refazer esse trabalho.

–  Fique de olho no mercado e concorrentes: É possível também encontrar diversas oportunidades explorando seu mercado nas mídias sociais. Uma boa maneira de fazer isso é monitorar comentários sobre palavras-chaves relacionadas ao seu negócio. Trabalhar com esses dados e se relacionar com os usuários  pode render pesquisas valiosas e uma nova fonte de identificação de possíveis clientes. Também é sempre bom observar como está a imagem de seus concorrentes nas mídias. Acompanhar as ações deles se torna muito importante como benchmark e análise do mercado.

Fonte: Meta Análise

Como sua empresa deve interagir nas redes sociais?

06/01/2010

  O consumidor brasileiro é um forte simpatizante das redes sociais. Há uma série de pesquisas que afirmam ser o brasileiro o povo mais presente no Orkut, por exemplo, e onde redes como Twitter e Facebook fazem grande sucesso. Neste ambiente, devemos estar atentos para o que o consumidor mais acessa.

Segundo pesquisas recentes sobre o tema, a navegação em redes sociais é a terceira atividade que mais ocupa tempo dos usuários na América Latina, atrás apenas de visitação a portais e uso de comunicadores instantâneos. Diante desse cenário, podemos dizer, sem grandes exageros, que as redes sociais podem ter um efeito mais devastador em uma marca do que outro tipo de exposição, imprensa ou publicidade.

E o que esses usuários fazem nas redes? No Orkut, as áreas de maior uso são os álbuns de fotos e as páginas de recados. Ou seja, saber o que o outro faz e diz é fundamental e grande influenciador da tomada de decisões do usuário. É justamente aqui que o empresário que deseja ter sua marca bem exposta em uma rede social deve atuar. A interatividade é tamanha nesses ambientes, que as redes são capazes de gerar um efeito “manada”, ou seja, um comentário pode desencadear uma discussão com proporções jamais imaginadas.

Diante desse cenário, como uma marca deve comunicar-se com os usuários das redes sociais? É preciso criar um novo departamento na empresa? Há um profissional especifico? Antes de o gestor preocupar-se com tudo isso, ele deve conhecer bem o público com quem está lidando. O mais importante quando falamos de marcas nas redes sociais está relacionado à inserção dessa marca no ambiente virtual, com a finalidade de evitar os comentários negativos. Mas, como fazer isso?

A conduta ideal das companhias é ter um posicionamento claro e ativo dentro das redes sociais, que permita oferecer respostas rápidas ao consumidor. Podemos comparar a criação dos call centers há alguns anos, como resposta a uma necessidade do consumidor, com a criação de um meio de resposta para nova geração de consumidores cada vez mais “online”. Ou seja, um mecanismo claro e autêntico de resposta e de interação com o consumidor nas redes sociais se faz necessário em qualquer organização. Vale lembrar que não deve somente existir um departamento ou um gestor de redes sociais, mas toda a empresa deve estar capacitada para lidar com essas novas mídias, isso garante agilidade e transparência na comunicação.

No ambiente virtual, lidamos não apenas com consumidores, mas em muitos casos, com “missionários” ou advogados da marca. Muitas vezes, eles nem sequer consomem o produto, mas a simpatia ou antipatia a ele são capazes de desencadear uma avalanche de comentários positivos ou negativos.

Além de conseguir responder às questões do internauta, a empresa pode e deve utilizar-se das informações colhidas nas redes sociais para aprimorar seus produtos, serviços e até mesmo pontos de sua estratégia. Neste ambiente virtual, toda cadeia de valor pode ser afetada. Tanto as empresas de capital aberto, que têm grande volatilidade no mercado, quanto aquelas que ainda não estão na bolsa de valores, e dependem do canal de vendas, estão sujeitas aos sabores e dissabores das redes sociais.

Em um ambiente incerto e sem fronteiras como este, as empresas devem preocupar-se em fidelizar e ampliar sua rede de bons usuários. Este é o caminho para evitar o desgaste de uma marca e lutar contra a manada de comentários indesejáveis.

Fonte: AdNews