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Teremos um Obama no Brasil?

30/04/2010

A Época fez uma matéria interessante sobre eleições. Bem realista, vale a leitura!

“Neste ano, os candidatos festejaram a conquista de uma nova vitrine para fazer propaganda política: a internet. Todos apostam na rede como um poderoso meio para interagir com os eleitores, medir em tempo real a reação da opinião pública, debater com os adversários e, no limite, estabelecer a agenda da eleição. Dois fatores ampliaram a relevância da campanha on-line. O primeiro – e mais óbvio – é o crescimento do número de internautas no país. De acordo com o Ibope, o Brasil saltou de 32 milhões de pessoas com acesso à internet nas eleições de 2006 para mais de 66 milhões hoje.

O segundo fator é a nova legislação eleitoral sobre o assunto. Ela dá aos partidos uma liberdade inédita na rede. Ao contrário dos anos anteriores, quando a internet estava sujeita às mesmas restrições aplicadas à TV e ao rádio, neste ano é possível organizar debates livremente, mesmo sem a participação de todos os candidatos, usar redes sociais mesmo antes do período oficial de campanha e fazer da internet um campo de provas para todo tipo de ideia exótica na batalha eleitoral.

Os coordenadores dos principais partidos têm uma inspiração comum. Com um misto de deslumbramento e inveja, todos citam o sucesso da campanha presidencial de Barack Obama, nos Estados Unidos, em 2008. Num país onde a renda, o alcance da internet e a cultura de participação política são maiores, Obama soube usar ferramentas como o Twitter – até então pouco conhecido – para se comunicar com seus eleitores, opinar sobre questões cruciais do país, animar a militância e arrecadar fundos. Ao todo, foram mais de US$ 500 milhões doados por cidadãos e empresas via internet, metade de toda a verba recebida pela campanha de Obama. A esperança dos marqueteiros políticos digitais é obter no Brasil um sucesso comparável.

Para tentar transformar essa esperança em realidade, os três principais candidatos à sucessão de Lula armaram estratégias digitais distintas. Até agora, o PT foi o partido que mais investiu na campanha on-line. Seu principal objetivo é estimular os militantes a criar e disseminar conteúdo favorável à candidata. Para isso, será usado um software para cadastrar e classificar militantes com uma espécie de ranking. O internauta ganhará pontos de acordo com a qualidade e a frequência de suas colaborações. Os voluntários mais prolíficos serão convidados a reuniões exclusivas e receberão conteúdos especiais, como ocorreu na campanha de Obama. Os petistas contam com a consultoria de três profissionais que estiveram envolvidos nela.

No PSDB, o próprio candidato, José Serra, é um usuário frequente da internet e das redes sociais. Atualizado pelo próprio Serra, seu perfil no Twitter conta com mais de 209 mil seguidores (o maior número entre os políticos brasileiros) e é usado quase exclusivamente para assuntos leves, como futebol, música ou cinema. A iniciativa é vista no partido como uma eficiente maneira de humanizar a imagem de um candidato tido como sério e fechado demais.

Outro objetivo da campanha tucana na rede, de acordo com um de seus estrategistas, é tentar influenciar a imprensa. Para isso, além do Twitter de Serra, o PSDB conta com três sites para reunir militantes e divulgar críticas aos adversários. Um deles, o mobilizapsdb.org.br, incentiva os internautas a espalhar um quadro com uma comparação entre os candidatos. O quadro define Dilma como uma menina rica, frequentadora de “escolas burguesas”, que “ingressou em grupos armados responsáveis por assaltos, sequestros e assassinatos”. O perfil de Serra o define como um rapaz estudioso, filho de imigrantes, que ingressou na política pelas eleições.

Na campanha de Marina Silva (PV), a internet se tornou uma prioridade quase natural, pois Marina tem pouco tempo no horário eleitoral gratuito em comparação com seus adversários. Sua estratégia é usar o programa na TV para divulgar seus sites e criar interação por meio de remissões a textos publicados em seu blog. Outra meta é usar a internet para arrecadar doações de cidadãos. O PV é o primeiro partido brasileiro a implantar esse sistema, semelhante ao usado na campanha de Obama. Representantes da sigla dizem que, até o fim de março, o partido recebera R$ 203 mil em doações feitas por 91 pessoas.

A euforia em relação à campanha de Obama fez com que o PT contratasse Ben Self, ex-diretor de tecnologia do Partido Democrata e hoje dono de uma agência especializada em marketing político na internet. No ano passado, Self participou de eventos de política e marketing digital no Brasil. Era tratado como herói, sempre lembrado pelos números gordos da campanha on-line democrata: mais de 13 milhões de e-mails de eleitores cadastrados, uma rede de 3 milhões de doadores e a arrecadação recorde. Mas há tanta disparidade entre Brasil e Estados Unidos que fica difícil acreditar na “obamização” de nossos candidatos. A começar pelo alcance da internet. Nos Estados Unidos, ela atinge 76% da população. No Brasil, 34%. Há motivo para ceticismo até entre os marqueteiros digitais. “A internet não ganhou a eleição para o Obama. Quem ganhou foi o Obama”, diz Sérgio Caruso, coordenador de comunicação digital do PSDB. “A internet só ajudou a espalhar e a explicar suas propostas.”

O total de internautas brasileiros dobrou desde 2006. A legislação ficou mais liberal

Os petistas, que contrataram Self, demonstram uma fé maior nos poderes digitais. “A dinâmica da internet é diferente do rádio e da TV. É impossível fazer uma campanha centralizada na internet”, afirma Marcelo Branco, coordenador da campanha on-line de Dilma. Na semana passada, porém, o próprio Branco protagonizou um episódio que revela alguns limites nessa dinâmica da rede. De forma equivocada, ele protestou em seu Twitter contra a campanha elaborada para comemorar os 45 anos da Rede Globo (pertencente ao mesmo grupo de mídia que publica ÉPOCA). Branco afirmou que ela lembrava o mote de campanha de Serra, O Brasil pode mais. A Globo preparava a campanha desde novembro de 2009, quando ainda não havia candidatos – muito menos slogans. Mesmo assim, a emissora optou por suspender a campanha para evitar insinuações.

“Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada”, diz uma nota divulgada pela Rede Globo. “Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa.” Como as regras eleitorais deram à campanha na internet esse ambiente de liberdade absoluta, é natural que Branco tenha se sentido confortável e escorregado numa prática infelizmente comum entre os blogueiros e militantes que povoam as redes sociais: publicar informações de modo pouco responsável, sem checagem. Nos próximos meses, é de esperar que a campanha se acirre, e a internet pode propiciar aos candidatos a chance de difamar quem eles quiserem sem nenhum tipo de compromisso – sobretudo, sem ter de se preocupar com as regras vigentes no rádio ou na TV, sob a forte vigilância do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os próprios partidos acabam sendo vítimas desse ambiente. Seus sites oferecem diversas brechas a criminosos, que usam o anonimato da rede para invadi-los e derrubá-los. Uma onda recente de ataques atingiu sites oficiais de três dos principais partidos brasileiros. O primeiro a sofrer uma invasão foi o do PT, no dia 12 de abril. Na semana passada, os sites do PSDB e do PMDB também foram atacados. “Muita gente sabe explorar essas brechas porque as falhas mais comuns estão abertamente divulgadas em blogs, fóruns e sites especializados”, diz um hacker brasileiro.

Outro fator que limita o uso elei-toral da internet no Brasil é a obrigatoriedade do voto. A rede, por sua natureza, depende da iniciativa dos usuários. As informações sobre política na internet são acessadas apenas por aqueles que se interessam pelo assunto. “Para a maioria dos eleitores, que se sente obrigada a votar, esse interesse espontâneo por política não existe”, afirma a cientista política Alessandra Aldé, pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Nos Estados Unidos, essa parcela desinteressada da população não influencia o resultado, pois tende a se abster nas eleições. No Brasil, graças ao voto obrigatório, é menor o peso dos eleitores mais engajados no resultado das eleições. Não é à toa, portanto, que a maior aposta de todos os partidos para a campanha continue sendo mesmo o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. Em vez dos 34% de penetração da internet, a TV está presente em 97% dos domicílios brasileiros – atinge, portanto, quase todos os eleitores. “Ainda vai levar um bom tempo para a internet começar a ter um alcance parecido com esse”, diz Antônio Graeff, fundador de uma agência digital e autor do livro Eleições 2.0, sobre o uso da rede para campanha. A pesquisadora Alessandra, da Uerj, tem opinião parecida: “Em termos de impacto direto, a força da internet ainda é muito menor que a do horário eleitoral”. “Para a maioria dos eleitores, a política só começa quando a campanha chega à televisão.”

Fonte: Revista Época

Para estrategistas, 2010 será o ano das eleições nas redes sociais da internet

30/12/2009

De olho nos 32 milhões de eleitores brasileiros com acesso à internet, marqueteiros dos principais partidos políticos do País apostam: as redes sociais serão peça-chave para conquistar o seu voto em 2010. E, agora, a exploração das ferramentas online disponíveis é permitida por lei. Pela primeira vez, a legislação brasileira consente doações pela internet e o uso de sites, blogs e redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter, ao longo da campanha, mesmo no dia da votação.

Com as mudanças da reforma eleitoral, o Brasil poderá viver algo parecido ao que se passou nos Estados Unidos em 2008 durante a campanha vitoriosa de Barack Obama à presidência. Na corrida eleitoral americana, os estrategistas do Partido Democrata jogaram luz sobre a mobilização de simpatizantes na internet e mostraram que a rede pode ser uma grande aliada para angariar votos e dinheiro. Para se eleger, Obama contou com a iniciativa de diversas pessoas não envolvidas oficialmente na campanha. Esses simpatizantes voluntários criaram vídeos e até mesmo redes sociais de apoio ao candidato democrata.

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Rede PSDB
Rede PSDB: perfis virtuais do partido

“Agora é a hora da rede social no Brasil”, afirma a estrategista de marketing político Cila Schulman, espécie de “animadora” da Rede PSDB, como ela mesma se apresenta. Cila é a pessoa que está por trás dos perfis oficiais da legenda tucana na internet. “Eu coloco um conteúdo, um vídeo ou uma matéria, por dia para debater nas redes. Procuro atrair as pessoas pelo seu próprio interesse. Animar é entender com quem você quer falar e sobre o que eles querem conversar”, diz.

Rede PSDB é o nome dado aos diversos perfis virtuais do partido. Ao contrário do Partido Verde, que tem sua própria ferramenta de rede social, a Rede PV, os tucanos preferiram marcar presença nas comunidades já existentes. “As pessoas estão lá. No Orkut já têm comunidades bastante grandes, com 1 milhão de pessoas que apóiam o PSDB e que se solidificaram na campanha do Geraldo Alckmin”, afirma.

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PV
PV cadastra voluntários pela internet

Mesmo a estrategista do PSDB admite que a pré-candidata do PV, Marina Silva, é quem vai seduzir mais internautas. “Ela é a candidata da rede. Ela atrai um perfil de gente que está na rede, como foi a campanha do Fernando Gabeira”. O secretário de Comunicação do PV, Fabiano Carnevale, concorda que o carisma de Marina ajuda, mas ele conta com a rede própria para alterar a ideia de “já perdeu”.

“A internet cada vez mais quebra a lógica de que o marqueteiro cria a imagem do candidato e a vende como um sabonete”. Carnevale, que foi coordenador da campanha de Fernando Gabeira à Prefeitura do Rio, lembra que, em 2008, 10 mil voluntários se cadastraram pela web. “Agora, o militante age silenciosamente, mandando e-mail para as famílias, para os amigos, um link…”. 

Nessa nova categoria de militância entra também o Twitter, microblog que reúne 8,7 milhões de brasileiros. Cerca de 150 mil twitteiros seguem o pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, ou @joseserra_. Em até 140 caracteres, o atual governador de São Paulo tem a chance de “quebrar o gelo” com seu eleitorado ao falar sobre seus netos ou revelar que curte rock’n roll.

Para isso, Serra adotou “rs” como forma de expressar sua risada – embora seus seguidores considerem “rsrsrs” mais careta que “kkk”, “hahaha” ou “hehehe”. “Ele aprendeu a rir na internet. Entendeu que ali é para conversar, não é para ficar panfletando”, conta Cila. Para ela, Serra está no caminho certo. Ao contrário de Dilma Rousseff, a pré-candidata do PT. “Eu não vejo a Dilma tendo esse mesmo tipo de experiência, ela não fica conversando, brincando”.

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Dilma
PT lançou novo site em novembro

Para ajudar Dilma na tarefa de comunicar-se bem na internet, o PT contratou Ben Self, um dos responsáveis pelo marketing digital da campanha de Obama. No final de setembro desde ano, ele confirmou que já trabalha com a legenda para as eleições de 2010. Pouco mais de um mês depois, no dia 5 de novembro, o PT inaugurou seu novo site.

O secretário de Comunicação do partido, Gleber Naime, que liderou a reformulação da página, diz que quer “diversificar a apresentação de  ideias, utilizando as redes sociais e colocando áudio e imagem para alcançar mais gente”. O site traz um link para a Comunidade PT, mas seu acesso é restrito a filiados. “O PT decidiu usar as redes sociais existentes, colocando lá nossas páginas oficiais. O que temos de exclusivo aos filiados é a Comunidade PT, um serviço corporativo para gerenciar as demandas internas”, explica Naime.

Os estrategistas concordam que ficar só na internet seria ineficaz. A televisão e o rádio continuarão sendo os grandes divulgadores das campanhas, pelo menos enquanto durar a obrigatoriedade do horário eleitoral gratuito. Além disso, as legendas vão explorar, em 2010, a biografia de seus candidatos, seja na internet, na TV, no rádio ou nas ruas. “Não vão ser as ferramentas que vão transformar alguém, ou fazer o mesmo sucesso que o Obama. A internet nos Estados Unidos é muito diferente. É muito difícil transpor isso imediatamente”, defende Carnevale.

Doações pela internet

A reforma eleitoral permite que, em 2010, os partidos usem a rede também para receber doações, inclusive com cartão de crédito. Está claro para os estrategistas brasileiros que o chamado “efeito Obama” de micro-financiamento não vai se repetir no País. Em 2008, Obama arrecadou US$ 600 milhões, sendo que US$ 500 milhões foram só pela internet. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva angariou, em 2006, quando doações online ainda não eram permitidas, R$ 90 milhões, 10 vezes menos que seu colega americano. No Brasil, os especialistas acreditam que, no máximo, a mudança na lei brasileira abrirá mais uma opção de arrecadação para as legendas.

O PV já lançou seu site de arrecadação, dentro do projeto Brasil Sustentável. “Não acredito que teremos muitas doações porque o Brasil não tem essa cultura. As pessoas têm muita desconfiança na política. O site é mais voltado para os filiados e simpatizantes”, explica Carnevale. Se cada um dos 259.794 filiados depositar o mínimo pedido pelo partido para cobrir os custos da operação, R$ 20, a legenda receberá mais de R$ 5 milhões.

O PSDB também vai incentivar as doações online, mas ainda não definiu como. “O PSDB sem dúvida vai encontrar uma forma de implantar isso”, diz a estrategista do partido. A ideia, mais do que arrecadar dinheiro, é mobilizar os simpatizantes, segundo Cila. “É uma forma de participação. A grande questão do financiamento aqui vai ser a confiança. Por outro lado, tem uma boa parcela que vai querer dar uma contribuição porque é um ato de cidadania, é uma demonstração de que você quer ajudar aquele candidato”.

Já o PT, por enquanto, não tem projeto de arrecadar dinheiro via internet. De acordo com o secretário de Comunicação do partido, a reforma eleitoral deixou a desejar no quesito financiamento. “Infelizmente o Congresso não legislou como defendíamos. As contribuições continuarão restritivas na internet”, afirma. Ao falar em restrições, a legenda critica a obrigatoriedade de emissão de “recibo, em formulário impresso ou em formulário eletrônico, no caso de doação via internet”, como estabelece a lei.

Fonte: Último Segundo

TSE normatiza uso da internet em 2010

03/12/2009

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá liberar a realização de campanhas políticas na internet apenas no site dos candidatos e partidos, em e-mails cadastrados pelos mesmos e em blogs e redes sociais de livre iniciativa. As regras para a campanha na rede foram discutidas, ontem, no tribunal que preparou uma minuta de resolução para a propaganda eleitoral.

Na minuta, a campanha na internet tem uma lista imensa de restrições. Haverá o direito de resposta para ofensas na rede, vedação de venda de cadastro eletrônico e suspensão de site que descumprir a Lei Eleitoral (nº 9.504) por 24 horas. Se o site persistir no descumprimento, o período de suspensão será duplicado.

Existem ainda previsões de multas. A divulgação de propaganda política com anonimato pode levar o cidadão a pagar entre R$ 5 mil a R$ 30 mil. O mesmo vale para quem descumprir a exigência de direito de resposta. Esses valores também serão aplicados para quem realizar propaganda atribuindo a sua autoria a terceiro.

O envio de e-mail fora do prazo de campanha leva a multa de R$ 100 por mensagem.

No caso dos provedores, eles serão responsáveis por eventuais ofensas a candidatos apenas se for comprovado que possuíam conhecimento prévio do material. Será proibida a campanha em sites de empresas e de órgãos do governo.

O relator das normas das eleições, ministro Arnaldo Versiani, justificou as medidas argumentando que o TSE está apenas aplicando as normas que decorrem da reforma eleitoral que foi aprovada neste ano. A reforma liberou a campanha na internet com uma série de condições.

” Por enquanto, a internet é um campo livre, mas pode sofrer restrições ” , afirmou Versiani, citando, como exemplo, o direito de resposta em blog e a eventualidade de a Justiça Eleitoral determinar a retirada de sites do ar. ” É um campo livre, mas sem prejuízo de punições ” , reiterou o ministro. Ele fez um apelo aos candidatos para que façam uma campanha limpa pela rede, pois as decisões que serão tomadas pelo TSE nas eleições de 2010 vão firmar jurisprudência – entendimento consolidado do tribunal que será repetido em campanhas futuras.

Versiani lembrou que o TSE discutiu possíveis restrições à campanha municipal de 2008, mas, na época, os ministros concluíram que o melhor cenário seria deixar a rede como um campo livre para o embate político. O ministro prevê que o tribunal terá de se deparar com situações difíceis, caso a campanha na rede seja marcada por ofensas entre candidatos e por parte de blogs independentes. ” Se isso acontecer ” , disse Versiani, ” vamos gastar muito tempo tirando blogs do ar que, logo depois, podem surgir novamente ” . Em caso de reincidência, o tribunal pode ampliar as penas a blogs e candidatos.

O TSE vai definir as regras para as eleições até 5 de março de 2010. São normas a respeito da campanha nos meios de comunicação, da realização de pesquisas e do registro de candidaturas.

Os partidos devem apresentar o registro de seus candidatos até o dia 5 de julho. As eleições de 2010 vão ocorrer em 3 de outubro, com segundo turno previsto para o dia 31.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão vai de 17 de agosto a 30 de setembro. No segundo turno, a campanha recomeça no dia 16 de outubro.

Por: Juliano Basile | Valor

Fonte: O Globo