Archive for the ‘Redes Sociais’ Category

Teremos um Obama no Brasil?

30/04/2010

A Época fez uma matéria interessante sobre eleições. Bem realista, vale a leitura!

“Neste ano, os candidatos festejaram a conquista de uma nova vitrine para fazer propaganda política: a internet. Todos apostam na rede como um poderoso meio para interagir com os eleitores, medir em tempo real a reação da opinião pública, debater com os adversários e, no limite, estabelecer a agenda da eleição. Dois fatores ampliaram a relevância da campanha on-line. O primeiro – e mais óbvio – é o crescimento do número de internautas no país. De acordo com o Ibope, o Brasil saltou de 32 milhões de pessoas com acesso à internet nas eleições de 2006 para mais de 66 milhões hoje.

O segundo fator é a nova legislação eleitoral sobre o assunto. Ela dá aos partidos uma liberdade inédita na rede. Ao contrário dos anos anteriores, quando a internet estava sujeita às mesmas restrições aplicadas à TV e ao rádio, neste ano é possível organizar debates livremente, mesmo sem a participação de todos os candidatos, usar redes sociais mesmo antes do período oficial de campanha e fazer da internet um campo de provas para todo tipo de ideia exótica na batalha eleitoral.

Os coordenadores dos principais partidos têm uma inspiração comum. Com um misto de deslumbramento e inveja, todos citam o sucesso da campanha presidencial de Barack Obama, nos Estados Unidos, em 2008. Num país onde a renda, o alcance da internet e a cultura de participação política são maiores, Obama soube usar ferramentas como o Twitter – até então pouco conhecido – para se comunicar com seus eleitores, opinar sobre questões cruciais do país, animar a militância e arrecadar fundos. Ao todo, foram mais de US$ 500 milhões doados por cidadãos e empresas via internet, metade de toda a verba recebida pela campanha de Obama. A esperança dos marqueteiros políticos digitais é obter no Brasil um sucesso comparável.

Para tentar transformar essa esperança em realidade, os três principais candidatos à sucessão de Lula armaram estratégias digitais distintas. Até agora, o PT foi o partido que mais investiu na campanha on-line. Seu principal objetivo é estimular os militantes a criar e disseminar conteúdo favorável à candidata. Para isso, será usado um software para cadastrar e classificar militantes com uma espécie de ranking. O internauta ganhará pontos de acordo com a qualidade e a frequência de suas colaborações. Os voluntários mais prolíficos serão convidados a reuniões exclusivas e receberão conteúdos especiais, como ocorreu na campanha de Obama. Os petistas contam com a consultoria de três profissionais que estiveram envolvidos nela.

No PSDB, o próprio candidato, José Serra, é um usuário frequente da internet e das redes sociais. Atualizado pelo próprio Serra, seu perfil no Twitter conta com mais de 209 mil seguidores (o maior número entre os políticos brasileiros) e é usado quase exclusivamente para assuntos leves, como futebol, música ou cinema. A iniciativa é vista no partido como uma eficiente maneira de humanizar a imagem de um candidato tido como sério e fechado demais.

Outro objetivo da campanha tucana na rede, de acordo com um de seus estrategistas, é tentar influenciar a imprensa. Para isso, além do Twitter de Serra, o PSDB conta com três sites para reunir militantes e divulgar críticas aos adversários. Um deles, o mobilizapsdb.org.br, incentiva os internautas a espalhar um quadro com uma comparação entre os candidatos. O quadro define Dilma como uma menina rica, frequentadora de “escolas burguesas”, que “ingressou em grupos armados responsáveis por assaltos, sequestros e assassinatos”. O perfil de Serra o define como um rapaz estudioso, filho de imigrantes, que ingressou na política pelas eleições.

Na campanha de Marina Silva (PV), a internet se tornou uma prioridade quase natural, pois Marina tem pouco tempo no horário eleitoral gratuito em comparação com seus adversários. Sua estratégia é usar o programa na TV para divulgar seus sites e criar interação por meio de remissões a textos publicados em seu blog. Outra meta é usar a internet para arrecadar doações de cidadãos. O PV é o primeiro partido brasileiro a implantar esse sistema, semelhante ao usado na campanha de Obama. Representantes da sigla dizem que, até o fim de março, o partido recebera R$ 203 mil em doações feitas por 91 pessoas.

A euforia em relação à campanha de Obama fez com que o PT contratasse Ben Self, ex-diretor de tecnologia do Partido Democrata e hoje dono de uma agência especializada em marketing político na internet. No ano passado, Self participou de eventos de política e marketing digital no Brasil. Era tratado como herói, sempre lembrado pelos números gordos da campanha on-line democrata: mais de 13 milhões de e-mails de eleitores cadastrados, uma rede de 3 milhões de doadores e a arrecadação recorde. Mas há tanta disparidade entre Brasil e Estados Unidos que fica difícil acreditar na “obamização” de nossos candidatos. A começar pelo alcance da internet. Nos Estados Unidos, ela atinge 76% da população. No Brasil, 34%. Há motivo para ceticismo até entre os marqueteiros digitais. “A internet não ganhou a eleição para o Obama. Quem ganhou foi o Obama”, diz Sérgio Caruso, coordenador de comunicação digital do PSDB. “A internet só ajudou a espalhar e a explicar suas propostas.”

O total de internautas brasileiros dobrou desde 2006. A legislação ficou mais liberal

Os petistas, que contrataram Self, demonstram uma fé maior nos poderes digitais. “A dinâmica da internet é diferente do rádio e da TV. É impossível fazer uma campanha centralizada na internet”, afirma Marcelo Branco, coordenador da campanha on-line de Dilma. Na semana passada, porém, o próprio Branco protagonizou um episódio que revela alguns limites nessa dinâmica da rede. De forma equivocada, ele protestou em seu Twitter contra a campanha elaborada para comemorar os 45 anos da Rede Globo (pertencente ao mesmo grupo de mídia que publica ÉPOCA). Branco afirmou que ela lembrava o mote de campanha de Serra, O Brasil pode mais. A Globo preparava a campanha desde novembro de 2009, quando ainda não havia candidatos – muito menos slogans. Mesmo assim, a emissora optou por suspender a campanha para evitar insinuações.

“Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada”, diz uma nota divulgada pela Rede Globo. “Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa.” Como as regras eleitorais deram à campanha na internet esse ambiente de liberdade absoluta, é natural que Branco tenha se sentido confortável e escorregado numa prática infelizmente comum entre os blogueiros e militantes que povoam as redes sociais: publicar informações de modo pouco responsável, sem checagem. Nos próximos meses, é de esperar que a campanha se acirre, e a internet pode propiciar aos candidatos a chance de difamar quem eles quiserem sem nenhum tipo de compromisso – sobretudo, sem ter de se preocupar com as regras vigentes no rádio ou na TV, sob a forte vigilância do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os próprios partidos acabam sendo vítimas desse ambiente. Seus sites oferecem diversas brechas a criminosos, que usam o anonimato da rede para invadi-los e derrubá-los. Uma onda recente de ataques atingiu sites oficiais de três dos principais partidos brasileiros. O primeiro a sofrer uma invasão foi o do PT, no dia 12 de abril. Na semana passada, os sites do PSDB e do PMDB também foram atacados. “Muita gente sabe explorar essas brechas porque as falhas mais comuns estão abertamente divulgadas em blogs, fóruns e sites especializados”, diz um hacker brasileiro.

Outro fator que limita o uso elei-toral da internet no Brasil é a obrigatoriedade do voto. A rede, por sua natureza, depende da iniciativa dos usuários. As informações sobre política na internet são acessadas apenas por aqueles que se interessam pelo assunto. “Para a maioria dos eleitores, que se sente obrigada a votar, esse interesse espontâneo por política não existe”, afirma a cientista política Alessandra Aldé, pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Nos Estados Unidos, essa parcela desinteressada da população não influencia o resultado, pois tende a se abster nas eleições. No Brasil, graças ao voto obrigatório, é menor o peso dos eleitores mais engajados no resultado das eleições. Não é à toa, portanto, que a maior aposta de todos os partidos para a campanha continue sendo mesmo o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. Em vez dos 34% de penetração da internet, a TV está presente em 97% dos domicílios brasileiros – atinge, portanto, quase todos os eleitores. “Ainda vai levar um bom tempo para a internet começar a ter um alcance parecido com esse”, diz Antônio Graeff, fundador de uma agência digital e autor do livro Eleições 2.0, sobre o uso da rede para campanha. A pesquisadora Alessandra, da Uerj, tem opinião parecida: “Em termos de impacto direto, a força da internet ainda é muito menor que a do horário eleitoral”. “Para a maioria dos eleitores, a política só começa quando a campanha chega à televisão.”

Fonte: Revista Época

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Entendendo Redes Sociais e Mídias Sociais assim como suas ferramentas

24/02/2010

Estava na pós graduação no fim de semana que passou quando a Adriana Oliveira veio me perguntar: Redes Sociais e Mídias Sociais são sinônimos ? Confesso que quando li senti um pequeno frio na barriga, eu sabia que não eram sinônimos, mas sabia também que era um assunto que gerava muita dúvida e eu mesmo tinha dúvidas se saberia explicar corretamente isto para ela. Sabe o que aconteceu ? Virou post !

O fato também de eu ter um blog e estar redigindo o post não quer dizer que eu seja o dono da razão. Minha intenção é compartilhar minhas ideias e aprender com todos vocês.

Logo após o frio na barriga do momento da pergunta veio um filme na minha cabeça. Este filmezinho era lá pelos anos de 2004 quando eu estava saindo do curso de engenharia química e me aventurando na química que eu sentia pela Publicidade e Propaganda.

Para começar este post vou explicar que nesse filmezinho que veio em minha cabeça veio que no início da faculdade aprendemos as diferenças entre Publicidade e Propaganda.

Publicidade: É o ato de anunciar um produto ou serviço através de um anúncio na mídia, mediante pagamento, seja qual veículo for. Expliquei aqui com minhas palavras, confira o que diz a wikipedia.

Propaganda: é o ato de uma informação se propagar por meios naturais, no boca a boca, sem ter por trás um anunciante pagando por isto. Eu sigo esta linha de pensamento.

Alguns dizem que publicidade e propaganda no Brasil são sinônimos. Que divergem por motivos de traduções. Outros alegam que propaganda está ligado, diretamente, a um partido político. Confira + na Wikipedia

Justamente por essa diferença nos conceitos e por diferentes linhas de pensamento existirem que me veio esta lembrança.

Redes Sociais hoje estão associadas ao orkut, ao twitter, ao facebook, linkedin e tantos outros que você pode ver na lista que separei aqui.

Por sorte, quando determinado assunto começa a ter grandes proporções num país e com certeza absoluta, em muitas partes do mundo, através da internet, acabamos conhecendo profissionais sérios, que dominam determinado assunto.

Eu já tinha visto e acabei até postando um vídeo do Augusto de Franco explicando que o twitter, o facebook, o linkedIn, não eram redes sociais e sim ferramentas que permitiam pessoas a criarem suas próprias redes sociais, sejam de relacionamento, de troca de links ou de contatos propfissionais.

Então Redes Sociais são focadas no relacionamento, entre pessoas, com um mesmo objetivo. Pode ser feito online, através dessas ferramentas citadas acima, ou até mesmo pelo msn, numa conversa com mais pessoas, por um grupo de email ou até como podem e de fato acontece, offline.

A Profª Drª Luciana Panke chegou a comentar exatamente isso nesta aula da pós que eu estava com o cérebro a mil, pensando em todos esses conceitos. Aquela nossa turma da pós, era uma rede social. Aliás, um detalhe importante. Para ser uma rede social é fundamental que as pessoas que estejam se relacionando tenham um objetivo em comum. O que de fato, as vezes não acontece…

Pronto, agora com esses tópicos descritos abaixo fica faltando o termo mídias sociais.

Mídias Sociais são como a publicidade. Precisam de um anunciante, um produto ou serviço, pago. Quando eu estava pensando neste post, me veio a cabeça que alguém perguntasse: Mas estas ferramentas de redes sociais na internet, a maioria são gratuitas?

Sim, é verdade. Mas elas são utilizadas como veículo. E necessitam uma estrutura por trás, que depende de investimento e profissionais qualificados. Ou seja, seu sobrinho que passa o dia todo no orkut, não serve.

Outra coisa que eu fiz antes de fazer este post foi perguntar a um profissional do mercado, qual era sua opnião. Perguntei pro Roberto A. Loureiro, da Tecnisa se ele gostaria e se tinha tempo de esclarecer esta dúvida de tantas pessoas.

Fiquei feliz com a resposta dele pois segue na mesma linha que eu entendia.

Eu vejo redes sociais como relacionamento e mídias sociais mais como um veículo. Roberto A. Loureiro

Ainda tentando me cercar de todos os argumentos possíveis para fazer um bom post para todos vocês, e sabendo que muitos leitores do blog são professores renomados e que trabalham diariamente com mídias sociais fui pesquisar na wikipedia novamente:

O conceito de Mídias Sociais (social media) precede a Internet e as ferramentas tecnológicas – ainda que o termo não fosse utilizado. Trata-se da produção de conteúdos de forma descentralizada e sem o controle editorial de grandes grupos. Significa a produção de muitos para muitos.

Eu concordo em partes. Realmente uma das características das mídias sociais é a produção de conteúdo na forma muitos para muitos, descentralizado. Desde que seja utilizado por uma empresa, que tenha um produto ou serviço, que vise obter um relacionamento com seu público, fazendo disto tudo, um veículo, de mídia.

Para fomentar esta discussão eu fui ao twitter e ao skype e perguntei para algumas pessoas:

Redes Sociais é o nome que colocaram para os sites que fornecem a possibilidade das pessoas se reunirem por qualquer que seja o motivo.
Mídias Sociais é o nome que colocaram para o trabalho de marketing online dentro das redes sociais.
Eu não gosto de nenhum dos dois nomes, pois rede social é qualquer grupo de pessoas interligadas, por exemplo: seu trabalho ou seu grupo de jogatina. E “mídias sociais” porque é derivado dele. Leandro Bravo
Ligar redes sociais a mídias sociais é um erro que muitos profissionais ainda insistem. Em um resumo poderia dizer que Redes sociais são o conceito que a humanidade já possui a vários mil anos e Mídias Sociais é o meio que elas exercem esse conceito, seja ele no orkut ou em uma tabacaria que reune pessoas ligadas a um mesmo objetivo.
Oscar Ferreira
Mídias sociais estão para canais de TV assim como redes sociais estão para aparelhos de TV. Fábio Seixas

Agora que a discussão está aberta eu espero saber se você leitor entendeu a diferença entre redes sociais e mídias sociais. Quero saber se este post ajudou no seu entendimento. Se você concorda quais os pontos em comum com o meu pensamento. Se não concorda, fique a vontade para expor os pontos que você não concorda. Deixe seu comentário e divulgue o Blog Mídias Sociais.

Fonte: Mídia Bom

Brasil é o terceiro no ranking de tempo em redes sociais

23/01/2010

Redes sociais tiveram um aumento de 82% no tempo de navegação em dezembro de 2009. Os dados da Nielsen apontam o Brasil com uma média de 4h30min em sites de relacionamento no último mês do ano passado – o sexto colocado no ranking de países. A maior média é da Austrália, com 6h52min.

Em audiência única, no entanto, o Brasil sobe. É o terceiro país, atrás apenas de Estados Unidos e Japão, com 31 milhões de usuários fazendo um networking.

Apesar do grande número de acessos, e de horas no Brasil, o hit Orkut não é o motor do crescimento mundial das redes sociais. Dados dos Estados Unidos apontam que o Facebook é a força motriz do alto índice de acessos, passando da faixa dos 60 milhões, em dezembro de 2008, para a dos 110 milhões visitantes de 2009. Twitter é o segundo melhor desempenho nos EUA.

Mais pessoas gastando mais tempo.

Em 2006, numa aula de Filosofia da Comunicação, discutíamos a mudança de hábitos provocadas pela tecnologia. A preocupação, então, era com o costume de enviar e receber cartas. O e-mail mataria os velhos envelopes selados? Hoje, os números dão preocupações bem maiores aos apocalípticos da tecnologia. “Estamos trocando as conversas frente à frente pelos scraps e tweets!” .

Não necessariamente. Antes de gritar por aí que a tecnologia mata a poesia, se deve ver nas ferramentas online um novo jeito de se comunicar – e até ser poético. Afinal, as 4h30 gastas no Brasil com certeza não chegam perto das horas de bate-papo face to face.

Fonte: Blog Infosfera – Zero Hora

Papa diz que Igreja entrou em ‘nova era’ e pede a padres que usem a internet

23/01/2010

O papa Bento XVI anunciou hoje, em sua mensagem destinada ao 44º Dia das Comunicações, o início de “uma nova era” para a Evangelização, que exigirá dos padres uma presença maior na internet.

No texto, divulgado nesta manhã, Bento XVI convida a Igreja a acompanhar a internet com entusiasmo e audácia, e lança como desafio aos sacerdotes a necessidade de se utilizar as redes sociais para levar “a Palavra de Deus” ao “grande continente digital”.

“O desenvolvimento das novas tecnologias e, na sua dimensão complexa, todo o mundo digital representam um grande recurso para a humanidade”, diz o Papa em seu texto. Um espaço que deve ser utilizado também para demonstrar que “a terna atenção de Deus em Cristo para nós não é uma coisa do passado e nem uma teoria erudita, mas uma realidade concreta e atual”, continua.

Hoje, os sacerdotes estão no “início de uma nova história” e devem ser os “animadores” da “comunidade que se expressa agora por meio das tantas vozes presentes no mundo digital”, devem oferecer aos homens que vivem neste “tempo digital”, principalmente aos jovens e também aos que não-crentes, “os sinais necessários para reconhecer o Senhor”, orienta o Pontífice.

Segundo explicou o presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, ao apresentar o texto, o Papa tem uma visão “positiva” e não “ingênua” dos meios de comunicação, como alguns veículos chegaram a cogitar.

No ciberespaço, o Pontífice deverá abordar questões gerais, como a segurança dos menores na rede, a coordenação de assuntos relacionados à Igreja e aos meios de comunicação.

A mensagem do Papa sobre as mídias é divulgada todos os anos junto à festa de São Francisco de Sales, o padroeiro dos jornalistas. A celebração é festejada todo dia 24 de janeiro.

O 44º Dia Mundial das Comunicações acontecerá em 16 de maio, sob o tema: “O padre e a pastoral no mundo: as novas mídias a serviço da Palavra de Deus”.

Fonte: O Repórter

Jornalistas fazem experiência para testar qualidade de notícias das redes sociais

22/01/2010

Durante cinco dias, cinco jornalistas de origens francesa, canadense, belga e suíça ficarão trancados em uma casa e terão acesso apenas ao Twitter e ao Facebook. Segundo o site Vooz, o objetivo é testar a qualidade das notícias geradas por eles através das redes sociais.

Serão proibidos acesso a outros sites, TV, rádio e jornais impressos. A cada dia, os veículos em que eles trabalham comentarão as notícias encontradas pelos repórteres através dos sites de relacionamento.

“Esta experiência vai nos permitir ter um olhar crítico em relação a todos os mitos que existem sobre o Facebook e o Twitter. Nosso objetivo é mostrar que existem diversas fontes de informações e de olhar para a legitimidade de cada uma dessas fontes”, afirmou Helene Jouan, editor sênior da France Inter, uma das emissoras de rádio que está enviando um jornalista.

Fonte: Portal Imprensa

Haiti: redes sociais da internet ajudam no socorro

20/01/2010

O colapso dos meios de comunicação tradicionais no Haiti mostrou mais uma vez a importância que as chamadas redes sociais e a internet podem desempenhar em grandes desastres.

O Twitter está sendo usado como um dos principais meios de comunicação, enquanto sites como Ushahidi fornece mapas detalhando danos e ajuda humanitária.

Tanto o Google quanto o site Facebook estão elaborando listas de desaparecidos.

Redes de satélites também estão separando canais para fornecer telecomunicações a agências humanitárias e militares envolvidos no socorro do Haiti.

As primeiras imagens de vídeo e fotos que chegaram da região depois do terremoto foram capturadas por celulares.

Por outro lado, linhas de telefonia fixa caíram e celulares funcionam de forma intermitente.

Centro de telecomunicações

A agência das Nações Unidas Telecomunicações Sem Fronteiras, que mantém uma rede mundial de técnicos do setor e de equipamentos de comunicação móveis, enviou duas equipes para a região. O Programa Mundial de Alimentação também tem um serviço parecido.

“Quando chegamos a um país, criamos um centro de telecomunicações para a ajuda humanitária para que eles tenham acesso a internet e telefone”, disse a representante da Telecomunicações Sem Fronteira Catherine Sang.

“Nós também temos uma operação humanitária de telefonemas para a população, para que possam ligar para a família e amigos no país e no exterior.”

A Inmarsat, uma operadora internacional de satélites, acatou o pedido de ajuda da ONU e liberou parte do tempo de seus satélites para a região do desastre.

Para os grupos que têm equipamentos que funcionam por satélite, como agências humanitárias e forças militares, reforços como este são essenciais, já que os canais tradicionais não dão conta do tráfego.

Serviço comunitário

No entanto, para as pessoas comuns, a forma mais fácil de se comunicar estão abertas na internet. Segundos depois do tremor, começaram a pipocar no site mensagens sobre o Haiti.

Desde então, a empresa criou o canal “#relativesinhaiti” que foi inundado de mensagens de parentes no exterior tentando descobrir informações sobre desaparecidos no Haiti, enquanto o canal “#rescumehaiti” está sendo usado pelos que participam diretamente das operações de resgate.

Cruz Vermelha, CNN e o jornal The New York Times estão compilando listas de desaparecidos. O grupo do Facebook “Earthquake Haiti” já conta com mais de 160 mil integrantes.

O jornalista Pierre Cote mora no Haiti e foi procurado por diversos meios de comunicação desde o terremoto. Atualmente, ele está transmitindo os próprios programas pela internet.

Ele foi entrevistado pela BBC via Skype, um programa que realiza ligações de voz e vídeo pela internet, e comentou o papel que está desempenhando.

“Se eu não fizer isso, ninguém o fará – a imprensa tradicional não o fará”, disse Cote. “A comunidade precisa disso, por isso, é o meu serviço para a comunidade reunir todas as informações.”

Outra ferramenta virtual que está se tornando vital para o socorro pós-desastre é o Ushahidi. O serviço, de código aberto, permite que se sobreponham mapas com informações obtidas de diversas fontes.

Mapas virtuais

O Ushahidi ganhou certa fama depois das eleições de 2007 no Quênia. Com ele, é possível determinar que regiões mais precisam de ajuda humanitária, quais áreas não têm acesso a água, ou no caso específico do Haiti – que locais foram abalados por tremores secundários.

No entanto, as experiências mais recentes do Ushahidi revelaram também o perigo de se confiar em dados que circulam livremente pela internet.

Entre as imagens usadas pouco depois do desastre no Haiti estava uma foto que supostamente era de uma ponte haitiana, mas na realidade, chegou-se à conclusão de que ela tinha sido tirada no Japão, após um terremoto de 2006.

Em dezembro, as fundações Vodafone e Nações Unidas publicaram um relatório em que era destacado o risco da desinformação que circula na internet.

Agora, os criadores doUshahidi trabalham em um sistema de verificação para garantir de forma independente que os dados têm procedência confiável.

Fonte: BBC Brasil

Redes sociais ganham força no marketing da Copa

13/01/2010

A Copa do Mundo da África do Sul não é só o maior evento do calendário esportivo de 2010, é também a maior oportunidade de marketing do ano.

Oito de cada dez pessoas no mundo devem assistir ao torneio, que dura quatro semanas, e só os direitos de transmissão são avaliados em US$ 2,7 bilhões. E as marcas mundiais devem gastar outros bilhões para patrocinar o evento, numa aposta de que o torneio vai propiciar um impulso muito bem-vindo à receita.

Embora o público acumulado de 40 bilhões de espectadores para as transmissões dos jogos já garanta uma série de acordos publicitários lucrativos antes de o torneio começar, a internet e o celular também devem ter um papel inédito na experiência dos torcedores na Copa da África do Sul. Para oferecer seus produtos aos torcedores, os patrocinadores da Fifa estão se afastando cada vez mais das campanhas tradicionais na televisão e em outdoor e rumo a sites de relacionamento social.

A Sony Ericsson – cuja matriz Sony gastou US$ 305 milhões para se tornar um dos seis patrocinadores de longo prazo da Fifa, juntamente com Adidas, Coca-Cola, Emirates, Hyundai e Visa – usará seu patrocínio da competição para criar uma comunidade na internet de torcedores que ajude a disseminar sua mensagem.

A fabricante de telefone celular planeja usar sites como Twitter e Facebook para atingir diretamente e individualmente os torcedores, em vez de transmitir propagandas para milhões ao mesmo tempo. Calum MacDougall, diretor de parcerias de marketing mundial da Sony Ericsson, diz que 2010 será a primeira “Copa do Mundo dos sites de relacionamento social”.

“A Copa do Mundo da Fifa de 2010 é o primeiro investimento da Sony Ericsson em futebol, então procuramos onde nos encaixaríamos melhor como marca e decidimos evitar os métodos tradicionais”, diz ele.

“Os sites de relacionamento social estarão no coração da Copa de 2010 – você só precisa ver o crescimento enorme do número de pessoas usando sites como Facebook, YouTube e Twitter para entender isso”, diz. “Queremos nos concentrar nos torcedores, oferecendo algo e conquistando-os nos sites de relacionamento social. Enfiar um logotipo ao lado de uma propaganda não necessariamente permite isso, então optamos por não fazê-lo.”

O principal elemento da campanha será o lançamento de um aplicativo que permite aos torcedores acessar vídeos dos amistosos e da fase de classificação. A Sony Ericsson também lançou o Twitter Cup, um torneio online que incentiva os torcedores dos países participantes a usar suas atualizações no site para concorrer num torneio virtual.

Além disso, os torcedores poderão compartilhar seus lances favoritos diretamente com os amigos por meio de aplicativos dos sites de relacionamento social instalados em seus celulares Sony Ericsson, como o WorldCupedia, que se autodescreve como o primeiro site de buscas só sobre futebol.

“Os sites de relacionamento social estão se tornando cada vez mais importantes para todas as marcas”, diz MacDougall. “Certamente é importante para nós e uma grande plataforma para apoiar nossa estratégia de conquistar os torcedores.”

Os especialistas em patrocínio concordam que a Copa da África do Sul terá uma mudança significativa para campanhas centradas no consumidor e com estratégias virais, enquanto mais e mais marcas usam os sites de relacionamento social como a base de suas iniciativas de marketing.

“Se você tem uma marca de massa e quer dialogar com muitos clientes, precisa usar os sites de relacionamento social porque é onde as pessoas estão”, diz Tim Crow, diretor-presidente da consultoria britânica de patrocínio esportivo Synergy. “Também já surge uma mudança no estilo que as campanhas estão adotando.

Antigamente era só propaganda, agora tem mais a ver com participar das conversas e deixar que as pessoas brinquem com nossa campanha.”

Apesar da queda nos custos dos espaços publicitários, as campanhas que giram em torno dos sites de relacionamento social são mais atraentes porque são mais baratas que as propagandas em vários meios, que num evento como a Copa do Mundo custam milhões às empresas.

Num momento em que os publicitários estão sob pressão para provar que suas campanhas dão resultado, Crow diz que as grandes marcas devem se afastar cada vez mais da abordagem massificada para algo mais concentrado e eficiente.

“Atingir muitas pessoas é muito mais barato do que antigamente, quando você tinha de produzir um comercial para a televisão, um anúncio impresso ou um pôster. Não custa nada criar uma identidade no Twitter”, diz ele.

Mas alguns analistas alertam que campanhas baseadas em sites de relacionamento social podem expor patrocinadores importantes ao risco de emboscadas de marketing, quando marcas concorrentes tentam fazer com que as pessoas acreditem que elas são patrocinadoras oficiais de um evento.

“Essas emboscadas estão se tornando um problema geral – não apenas em torno da Copa do Mundo – e são muito difíceis de controlar”, diz Simon Chadwick, professor de marketing e estratégia de negócios esportivos da Universidade de Coventry, na Inglaterra.

[via The Wall Street Journal]

As 100 marcas mais sociais

06/01/2010

A cada dia, as empresas estão mais preocupadas com sua imagem na internet e, sobretudo, nas redes sociais. Por isso, elas têm investido pesado para consolidar seus nomes e campanhas publicitárias entre o público variado que acessa as redes. A empresa americana Vitrue, especializada em redes sociais, acaba de divulgar uma lista com as 100 marcas mais sociais de 2009.

Segundo dados de outra consultoria, a eMarketer, das empresas listadas entre as 500 maiores pela revista Fortune, as marcas que não estão em redes sociais representam apenas 9% do total (elas eram 43% no ano anterior). Aqui no Brasil, vemos um número cada vez maior de empresas com perfis no Twitter (e campanhas específicas para o serviço), no orkut e no Facebook.

Essa preocupação com as redes sociais confirma a ideia de que a gestão das marcas está mudando. Querendo ou não, uma empresa pode receber comentários de qualquer pessoa contra ela. Se no passado o domínio sobre as marcas era grande, hoje elas estão mais, digamos, vulneráveis à opinião das pessoas. E isso é bom para nós, consumidores.
Voltando à lista das marcas mais sociais, o ranking é liderado pelo iPhone, da Apple, seguido pela Disney e pela CNN.

O iPhone manteve o topo da lista, que está na segunda edição. Alguns destaques: a Adidas subiu da 85ª. posição para a 14ª. Outras que também brilharam foram NBA, Nike, Nissan, Victoria’s Secret, HP, e KFC.

As marcas de consoles estão no topo: Wii em 7º., Xbox em 9º., Playstation em 13º. e Nintendo em 21º. É interessante observar a variedade de ramos das marcas. As mais representativas são da área de mídia. Esportes também são fortes, mas apenas com as ligas americanas. Abaixo, a lista completa.

1. iPhone
2. Disney
3. CNN
4. MTV
5. NBA
6. iTunes
7. Wii
8. Apple
9. Xbox
10. Nike
11. Starbucks
12. NFL
13. PlayStation
14. Adidas
15. BlackBerry
16. Sony
17. Mercedes
18. Microsoft
19. Samsung
20. BMW
21. Nintendo
22. Best Buy
23. ESPN
24. Ford
25. Honda
26. Ferrari
27. Gucci
28. Nokia
29. Major League Baseball
30. Dell
31. Coca-Cola
32. CBS
33. ABC
34. iPod
35. Mac
36. Turner
37. Nissan
38. Toyota
39. eBay
40. Amazon
41. Victoria’s Secret
42. Nutella
43. NASCAR
44. Disneyland
45. Audi
46. NHL
47. Red Bull
48. Verizon
49. Intel
50. Subway
51. Hewlett-Packard
52. Puma
53. Kia
54. Fox News
55. Porsche
56. Jeep
57. Dodge
58. Pandora
59. Walmart
60. Zappos
61. Suzuki
62. McDonald’s
63. Krystal
64. T-Mobile
65. Skittles
66. KFC
67. Volkswagen
68. NBC
69. Sprint
70. Pixar
71. Motorola
72. IKEA
73. Pepsi
74. Cisco
75. REI
76. LG
77. AT&T
78. Converse
79. The Gap
80. Chevrolet
81. Louis Vuitton
82. Toys”R”Us
83. H&M
84. Philips
85. General Motors
86. Pringles
87. Visa
88. Prada
89. Panasonic
90. IBM
91. VH1
92. Hulu
93. Oracle
94. Burberry
95. SEGA
96. Sears
97. Avon
98. Jet Blue
99. Lacoste
100. Comcast

Fonte: Info – Abril

Redes sociais são usadas para ajudar vítimas das enchentes

05/01/2010

O Projeto Enchente, que começou como um termo no Twitter, já tem blog oficial, criado pela colaboração dos internautas das redes sociais.

Depois dos acidentes causados por enchentes e deslizamentos de terra na virada do ano novo, usuários de redes sociais se mobilizaram para oferecer apoio às vítimas com iniciativas como o Projeto Enchente.

Idealizado pela publicitária Cristiana Soares, o projeto começou com o Twitter: os termos #enchentes e #projetoenchentes começaram a circular ontem no microblog.

Com a ajuda de outros internautas, Cristiana montou um blog no qual conta um pouco sobre o trabalho. “Foi eu falar que precisávamos de um mapa sinalizando as áreas inundadas, as áreas de risco, os abrigos, os desabamentos nas estradas etc para o @ikegalli trazer em poucos minutos o mapa já com algumas sinalizações”, conta  em seu primeiro post sobre o tema.
Utilizando a tecnologia do Google Maps, o mapa é interativo e permite a colaboração dos usuários, com marcações de regiões afetadas, locais de abrigo, rotas alternativas e pontos de coletas de doações.

O canal na web, ainda em construção, também conta com uma área destinada a serviços e outra para auxiliar as vítimas com doações.

Fonte: IDG Now

A força da rede viral

05/01/2010
Pesquisa semestral da F/Nazca aponta que 69% dos internautas brasileiros compartilham conteúdo

 

Realizada pela F/Nazca em parceria com o Datafolha desde 2007, a pesquisa semestral F/Radar veio a confirmar nesta última edição o potencial de viralização do universo online. De acordo com o levantamento, que ouviu 2.344 pessoas em todo o País, mais da metade dos 66 milhões de internautas brasileiros identificados têm o costume de publicar conteúdos na rede.

Cerca de 45,5 milhões de pessoas, ou seja, 69% dos usuários nacionais compartilham conteúdos online, sendo que a maioria utiliza o Orkut como principal canal (54%). Os outros meios preferidos para o compartilhamento são o MSN (45%) e o email (41%). “A força do espalhar fatos na internet sempre foi evidente. Os dados da nossa pesquisa só confirmam a fragilidade das marcas diante deste universo”, diz Fernand Alphen, diretor nacional de planejamento da F/Nazca.

Entre os usuários que mais compartilham quando divididos por região do País, os residentes no Nordeste lideram o ranking, sendo que 57% dos internautas publicam algum conteúdo e 77% compartilham.

A região Sul é a que possui os internautas menos atuantes, uma vez que apenas 36% publicam e 55% compartilham conteúdo. De forma geral, os conteúdos mais populares na rede são as fotos – trocadas por 49% dos internautas, seguidas de textos e vídeos, ambos com 30%.

 Fonte: Meio e Mensagem