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Facebook planeja serviço de email para brigar com Google

08/02/2010

O pessoal do Facebook está trabalhando em um novo serviço de email que tem como objetivo bater de frente com GMail, Yahoo Mail, AOL Mail e outros sistemas online gratuitos.

Segundo especialistas, as chances do serviço ser bem sucedido são grandes. É que para centenas de milhões de pessoas, o Facebook é o centro de todas as operações online. É na rede social que as pessoas batem papo com os amigos, trocam informações e ficam por dentro das novidades dos dois mundos. Este é apenas o início de um processo que deverá transferir catálogo de endereços, email, chat e até plataforma VOIP para dentro do Facebook.

Fonte: Olhar Digital

Dispositivos móveis superarão desktops no acesso à web em cinco anos

19/12/2009

Popularização de smartphones, e-readers e tablets e ampliação das redes 3G e 4G favorecem a mudança, revela estudo.

A internet móvel está crescendo mais do que a de desktop jamais cresceu, e mais usuários devem acessar a internet a partir de dispositivos móveis do que de computadores de mesa nos próximos cinco anos, de acordo com um estudo do banco de investimentos Morgan Stanley.

A intrigante previsão é uma das muitas de um estudo de 424 páginas feito pela empresa. Ele diz que estamos no começo do desenvolvimento da internet móvel, que cresce mais rapidamente que outros ciclos tecnológicos, incluindo a evolução dos computadores de mesa.

Devido à rápida adoção dos smartphones, incluindo o iPhone, e o crescimento de dispositivos que usam o Android, do Google, a conclusão não deve surpreender ninguém.

O estudo também aponta que o crescimento da internet móvel é um fenômeno global, e não apenas de países desenvolvidos. Porém, apesar do foco mundial, companhias norte-americanas como Apple, Google e Amazon estão tomando a liderança do mercado.

Tendências
Cinco tendências estão convergindo para o crescimento da internet móvel: as redes 3G (e futuramente 4G), a popularidade de redes sociais, os vídeos online, serviços de VoIP como o Skype e “incríveis dispositivos móveis” que realizam tarefas que até pouco tempo atrás eram possíveis apenas em desktops.

Uma visão a curto prazo parece especialmente brilhante para a Apple, mas desafios devem surgir. O “ecossistema móvel” do iPhone, iPod Touch, iTunes e vários acessórios e serviços vão continuar crescendo nos próximos dois anos. Depois disso, porém, o Android, a competitividade com mercados emergentes, e limitações de operadoras sem fio podem ser ameaças para a participação da Apple no mercado, prevê o relatório.

Há pouca dúvida de que a internet móvel irá prevalecer nos próximos anos – preste atenção em quantos dispositivos móveis surgiram desde o lançamento do iPhone em 2007. O crescimento de opções e as melhoras nos smartphones, uma nova geração de tablets, e-readers como o Kindle e as redes 4G tornam fácil ver que o futuro da internet está na mobilidade.

Fonte: PCWorld

eBand é primeiro portal brasileiro a trazer comentários com Facebook

02/12/2009

Inaugurando sua estratégia de ação em redes sociais, o eBand liberou comentários em todos os seus conteúdos para usuários do Facebook. Desde segunda-feira, 30 de novembro, o portal incorporou a nova ferramenta Facebook Connect. Através dela é possível não apenas debater nas páginas do portal sobre o conteúdo dos artigos, mas também levar o debate para a página de cada usuário dessa rede social.

O recurso, incorporado pela equipe de tecnologia do eBand, é inédito entre os grandes portais de informações no Brasil. Ele permite um melhor controle sobre quem posta os comentários. Além de dar nome (e rosto, se o perfil tiver fotos) ao internauta, desobriga o preenchimento de um cadastro exclusivo no site.

Para o Diretor de Negócios Online do Grupo Bandeirantes, Ricardo Anderáos, essa abordagem é a mais compatível com o atual estágio de desenvolvimento da internet. “Há alguns anos as empresas ainda sonhavam em criar suas próprias redes sociais. Essa janela de oportunidade já fechou. Hoje, para crescer, um portal precisa ir onde as pessoas estão. A integração com o Facebook e o Twitter é inevitável”, diz Anderáos.

O funcionamento da novidade é extremamente simples para quem possui conta no site de relacionamentos. Ao navegar pelas notícias do eBand basta clicar na caixa do Facebook, que fica abaixo de cada artigo, e autorizar a comunicação entre o portal e a rede social. A ferramenta de compartilhamento de notícias do eBand com sites como Twitter, Windows Live e Google Bookmarks, continua disponível para quem utiliza outra rede social.

O Facebook é uma rede social fundada por Mark Zuckerberg em fevereiro de 2004. Inicialmente dedicado somente a estudantes da Universidade de Harvard, o portal foi aberto para demais usuários no mundo em 2006 (momento considerado como um dos dez mais importantes da década na internet).

Segundo últimos dados divulgados por Zuckerberg no blog oficial do site em setembro, o Facebook já conta com mais de 350 milhões de usuários no mundo (65 milhões acessando por meio de aparelhos celulares), com 1,3 milhão de cadastrados no Brasil. Grande parte do sucesso se deve aos mais de 350 mil aplicativos e jogos que aproveitam a interação da plataforma, além da tradução disponível para mais de 70 idiomas.

Fonte: eBand

‘Podium Grand Prix’: Petrobras lança game nas redes sociais

02/12/2009

A maior companhia do país Petrobras lançou hoje um game chamado “Podium Grand Prix” nos sites sociais. Numa primeira fase o jogo está disponível no Orkut e no Facebook.

“Podium Grand Prix” graficamente lembra o jogo Enduro, que fez sucesso nos anos 80, sendo que a diferença é que o internauta pode usar a gasolina Podium. Quando o piloto abastece o carro, ganha potência e os gráficos do jogo melhoram (seguindo a evolução dos consoles de videogame). Além de oferecer a opção de jogar sozinho ou ou convidar outros internautas pelas redes sociais, o jogo possibilita a disputa de torneios. O resultado dessa competição virtual reunirá as maiores pontuações em um ranking geral dos melhores competidores.

A Petrobras está em quarto lugar no ranking das maiores petrolíferas de capital aberto do mundo, é a terceira maior empresa do continente americano em valor de mercado e ocupa o quinto lugar entre as maiores empresas do mundo em valor de mercado.

Fonte: IBTimes 

90% dos executivos acessam redes sociais

02/12/2009

Mesmo nesse contexto, pesquisa da consultoria Robert Half afirma que apenas 20% das empresas brasileiras estão presentes nas comunidades virtuais

Uma pesquisa realizada pela consultoria em recrutamento de executivos Robert Half traz um número surpreendente: cerca de 90% dos profissionais brasileiros que hoje estão em cargos de alta e média gerência participam ativamente das redes sociais. Esses profissionais utilizam os ambientes como ferramenta de trabalho e de contato com amigos e conhecidos.

Os números, por outro lado, contradizem o fato de que apenas 20% das empresas consultados no estudo estarem presentes em plataformas digitais de relacionamento.

Para chegar a essa conclusão, a Robert Half consultou 375 executivos de todo o Brasil, sendo 50 deles atuantes na área de TI. Aproximadamente 46% dos respondentes afirmaram que acessam sites como Twitter, LinkedIn, Orkut e Facebook apenas com fins pessoais, enquanto 44% deles informaram que essas comunidades são utilizadas para com finalidade profissional.

O estudo ainda aponta que a rede mais usada pelos executivos é o LinkedIn, favorita de 36% dos entrevistados. Entre os profissionais com 23 a 31 anos, a plataforma de relacionamento mais usada é o Orkut, com 33% das preferências. Além disso, quando perguntados se usariam as redes sociais para procurar recolocação profissional, 80% dos gestores consultados disseram que sim.

Fonte: CIO – UOL

MMA investe nas redes sociais da web para divulgar Saco é um Saco

02/12/2009

Para aproveitar o poder de persuasão das mídias sociais como forte estratégia de comunicação, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) tem investido na interatividade das ferramentas de web, como Youtube e Twitter, para divulgar suas ações institucionais e, com o discurso descontraído, chamar atenção do internauta para as questões ambientais.

Isso vem acontecendo com a campanha “Saco é um Saco” do MMA que, desde o seu lançamento em junho, trabalha com ações pela internet de conscientização do cidadão brasileiro para reduzir o consumo de sacolas plásticas, por meio do blog http://www.mma.gov.br/sacolasplasticas. Em outubro, para potencializar o esforço, o Ministério lançou a estratégia maciça de internet da campanha, com hotsite, canal no YouTube, perfil e comunidade no Orkut, perfil no Twitter e Quiz para difundir ainda mais o conceito do consumo consciente entre os internautas, visando a conservação do meio ambiente. A campanha destaca que além de recusar sempre que possível o uso de sacolas plásticas é preciso reduzir a quantidade de sacolas que usamos diariamente, reaproveitar para o descarte de lixo, por exemplo, e ainda reciclar.

A iniciativa proporcionou uma reação em cadeia e a campanha conquistou espaço de divulgação voluntário e espontâneo nessas mídias sociais, passando, até a segunda quinzena de novembro, a ser tema de post em 68 blogs; ter 62 membros na comunidade do Orkut, comentários em outras 73 e 103 amigos no perfil que tem uma média de 30 acessos diários; conquistar 333 seguidores e receber 300 mensagens no Twitter; além de alcançar 133 participações no Quiz. Sem esquecer o canal do Youtube que já foi exibido 297 vezes no período de um mês e o vídeo da campanha que já foi visualizado mais 107,5 mil vezes.

Participe você também. Acesse os canais sociais da campanha e decida definitivamente que “Saco é um Saco. Pra Cidade, Pro Planeta, Pro Fututo e Pra Você”.

Hotsite – http://www.sacoeumsaco.com.br YouTube – www.youtube.com/sacoeumsaco

Orkut – http://www.orkut.com/sacoeumsaco Twitter – http://twitter.com/sacoeumsaco

Fonte: Portal Pantanal News

Em dezembro, internautas podem acompanhar dia-a-dia do STF pelo Twitter

29/11/2009

O público que acompanha diariamente a página de notícias do Supremo Tribunal Federal (STF) na Internet e o canal de vídeos da Corte no YouTube passa a contar com mais uma fonte de informações sobre tudo que acontece na instância máxima do Judiciário brasileiro. A partir do dia 1º de dezembro, o Supremo passa a se comunicar com seu público, também, por meio do Twitter, rede social criada em 2006 e reconhecida por sua simplicidade e grande agilidade.

Seguindo o Twitter do STF, os usuários terão acesso, em primeira mão, aos itens mais relevantes das agendas do presidente da Corte e dos demais ministros, aos destaques das pautas de julgamento do Plenário, além de poder acompanhar, em tempo real, flashes dos julgamentos mais importantes em andamento na Casa, seja nas Turmas ou no próprio Plenário.

Também vão ser divulgadas, regularmente, as ações que chegam à Corte diariamente e as decisões e despachos dos ministros nos principais processos em tramitação na Corte. O Plenário Virtual, onde os ministros decidem a aplicação da repercussão geral nos temas em debate na Corte, também poderá será acompanhado por meio dessa nova ferramenta social.

Os mais recentes vídeos postados no YouTube, as fotos disponíveis no banco de imagens, as entrevistas dos ministros, e os destaques na programação da TV e da Rádio Justiça: tudo que acontece no STF poderá ser acompanhado em tempo real.

Twitter

A rede, com apenas três anos de existência, já contabiliza mais de 3, 5 milhões de usuários no Brasil, registrando, no mundo, algo em torno de 54 milhões de visitas por mês, segundo sites especializados em tecnologia. Personalidades da política, instituições, artistas e jornalistas estão entre os usuários mais ativos e que têm aproveitado a agilidade e facilidade de uso desta nova ferramenta para se comunicar com seus seguidores.

O Twitter permite que os usuários cadastrados exponham, em no máximo 140 toques os chamados tweets, que podem ser pensamentos, notícias, feitos, projetos, ideias, links para fotos, vídeos ou textos.

O usuário que se cadastra na rede escolhe livremente a quem pretende seguir no Twitter. Ao clicar para seguir alguém, o usuário passa a receber, em sua página inicial e em tempo real, as mensagens postadas por aquele usuário.

Como a interface do Twitter é simples e as mensagens têm tamanho máximo de até 140 caracteres, a rede tem demonstrado, como o YouTube, grande potencial para uso nos atuais aparelhos de celular, conhecidos como smartphones, considerados por muitos profissionais da área de tecnologia como o futuro da comunicação. É a mobilidade a serviço da comunicação do Judiciário com a sociedade, de forma democrática e ágil.

YouTube

A experiência do STF no YouTube cujo canal, lançado no início de outubro, já é acompanhado de perto por cerca de dois mil parceiros inscritos mostrou que a utilização das mídias digitais como ferramenta de comunicação é uma tendência irreversível. Prova disso é que, em pouco mais de um mês, os vídeos do canal do STF já foram exibidos mais de 250 mil vezes.

O STF foi a primeira Corte Suprema do mundo a ter um canal oficial na comunidade de vídeos mais popular da Internet. A página disponibiliza vídeos de julgamentos realizados na Corte, bem como programas produzidos pela TV Justiça.

Fonte: JusBrasil

Redes sociais corporativas incentivam inovação

27/11/2009

Uso das novidades típicas da Web 2.0 vai muito além de uma estratégia de marketing e pode ajudar na construção do capital intelectual

Ao longo dos anos, as redes internas das empresas tornaram-se a principal forma pela qual os funcionários têm conhecimento sobre a empresa e sua rotina. Criadas e mantidas por um time de técnicos e engenheiros, naturalmente foi batizada de intranet. Mas, no mundo de Orkut, Twitter, Facebook e outros sites do tipo, teria cabimento manter tal denominação e arquitetura?

Para a fornecedora de soluções em software e serviços de Campinas (SP) Ci&T, a intranet é coisa do passado. A empresa adotou redes sociais no lugar de plataformas tradicionais e não vê a possibilidade de recuar a decisão.

Já são 80 blogs e diversos wikis criados por funcionários. Alguns são públicos, outros contam com a participação de clientes e uns poucos são fechados e confidenciais. “Não é complicado gerenciar tudo isto, basta ter uma política para este fim e cultura de uso”, diz o diretor de inovação corporativa, Flavio Pimentel.

A decisão pela morte da intranet tem relação com o negócio da empresa. “Vivemos num setor que necessita de inovação constante e as redes sociais se mostraram mais dinâmicas para isso”, conta Pimentel. Para ele, o retorno da estratégia é quantificado na redução da troca de e-mails, aliada à disponibilidade do conhecimento. “O melhor de tudo é que isto passa a ser autogerenciável pela comunidade em pouco tempo”, enfatiza.

Embora os casos existentes não sejam muitos se comparados a essa adoção rápida pelo marketing, eles são exemplares. Um dos mais interessantes é feito pelo Banco do Brasil. A instituição possui dois wikis que funcionam como plataformas para criação de documentos baseados no conhecimento colaborativo dos funcionários.

Um deles é restrito aos gerentes e outro é de acesso democrático e está destinado à criação de textos sobre os produtos e serviços fornecidos pelo banco aos clientes. Os funcionários têm acesso ao sistema e podem criar ou editar os itens. O foco principal é facilitar a venda para o cliente. “É uma forma de evitar que o conhecimento fique parado em uma pessoa ou departamento”, explica o gerente da divisão de software livre e conhecimento colaborativo do BB, Ulisses Pena.

A intenção do banco é trabalhar mais plataformas desse tipo no futuro. O uso de blogs internos é estudado pela área de TI. Para Pena, a adoção dessa novidade é algo tranquilo do ponto de vista tecnológico. O problema maior é envolver todos numa cultura de trabalho com ferramentas sociais e foco na obtenção de valores agregados ao negócio.

Os donos do conhecimento

Essa aculturação é sentida nos próprios projetos de wikis. A adoção é lenta. Poucos funcionários criam termos na plataforma ou editam os textos. O banco ainda não tem números específicos sobre isso, mas a área de TI avalia que essa participação seja construída ao longo do uso e necessite de funcionários dispostos a “evangelizar” os demais.

O antropólogo e especialista em gestão de conhecimento corporativo e também sócio-fundador da Tree Branding, Ignacio García, explica que esse sintoma é conhecido por quem se aventurou nas ferramentas sociais. “O conhecimento não está no indivíduo e sim nas inter-relações”, diz. Por isto, o sucesso dos programas que envolvem este tipo de tecnologia tem muito mais de planejamento e de educação do que se aquisição e instalação de um suporte tecnológico.

O primeiro passo ideal ao se implantar uma política de capital social baseada na troca de conhecimentos por redes sociais corporativas é a identificação dos funcionários que são relevantes para todo o grupo. Aquelas que incentivam as redes de relacionamento. “A tecnologia serve para formalizar e explicitar uma possível rede informal que provavelmente já existe dentro da companhia”, comenta García.

Uma política de incentivo para quem mais participa também é essencial. O prêmio varia muito. Neste tipo de interação digital, o uso do reconhecimento oficial e da comunidade conta muito. Sites como o Digg e Orkut abusam do uso de estrelinhas que conferem um diploma de relevância à pessoa.

Às vezes, porém, isso basta, mas bônus em dinheiro, fornecimento de um curso especializado ou até um encontro com o presidente da empresa podem ser avaliados. “Vai depender de cada projeto, mas errar neste ponto pode parecer uma ofensa e quebrar o fluxo das interações”, comenta o antropólogo. Sem tais preocupações, a estratégia de redes sociais de uma empresa pode falhar de forma dramática e se tornar somente mais um canal para disseminação da mesmice.

Fonte: IT Web

Municípios investem em redes sociais para aproximar cidadão do poder público

27/11/2009

Colaboração e engajamento são atitudes inerentes aos usuários das redes sociais em um ambiente de web 2.0. O município de Adamantina (SP) aproveitou ferramentas como Orkut, Twitter, Blog e YouTube e já colhe frutos dessa relação com os cidadãos conectados. A comunidade no site de relacionamento da Secretaria de Cultura já contabiliza mais de 6 mil participantes, o que corresponde a 20% da população de 33 mil habitantes.

“O maior fruto é a relação instantânea com os nossos colaboradores e o retorno que recebemos é a população fazendo parte do cotidiano do poder público. É um universo gigantesco a ser explorado. No entanto, ainda precisamos facilitar o acesso aos nossos moradores”, conta o secretário Acácio Rocha, em uma palestra na Expo Brasil Desenvolvimento Local.

Segundo Cláudio Guarniere, gestor da Rede Célula de Inovação do Município (Cim), do Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal, o diferencial não está na quantidade de usuários conquistados, mas na relação construída com eles. “Não é uma questão de mera mobilização. O cidadão vai contribuir para uma ação maior, porque ele vai estar engajando em algum movimento que ele acredita que trará benefícios para a comunidade. Além disso, nas redes sociais ele encontra uma relação de igual para igual com o poder público”.

Cerca de 75% das casas do município de Sud Mennucci (SP), com 8 mil habitantes, possuem internet banda larga sem fio. Entretanto, o prefeito Celso Franco vê dificuldades na inserção do município na web 2.0. “Fico incomodado porque meu município não tem uma rede social que possa abrir mais este canal com os moradores. Eu me encontro amarrado pela legislação para que não pareça propaganda política”.

O tema rede sociais foi tratado na Expo Brasil 2009, conferência sobre desenvolvimento local aberta na quarta-feira (25) em São Paulo e que prossegue até a sexta-feira (27).

Fonte: Agência Sebrae

As redes sociais e uma nova postura na comunicação

27/11/2009

Há bem pouco tempo, as empresas estavam razoavelmente tranqüilas, sobretudo aquelas que sempre se valeram do seu poder econômico para subjugar os adversários e mesmo para cooptar a mídia que, no Brasil, com raras exceções, costuma ser refém de interesses políticos e comerciais.

 Na maioria das cidades brasileiras, a imprensa sempre esteve atrelada a alguns grupos, representantes tradicionais do poder político e econômico local (infelizmente, o caciquismo ainda não foi totalmente derrotado, muito pelo contrário). Nestas cidades, a impunidade, a falta de vigilância imperavam sem dó nem piedade. Particularmente no caso de emissoras de rádio e TV, o controle esteve e permanece em mãos destes grupos hegemônicos porque concessão do Estado, que sempre favoreceu os seus amigos e aliados.

Mas esta zona de conforto pouco a pouco vai se deteriorando, com a multiplicação de veículos jornalísticos e especialmente com a chegada da internet (o número de sites e portais cresceu vertiginosamente) e mais recentemente com a emergência do cidadão enquanto protagonista e produtor de conteúdos.

Os blogs, o twitter, as redes sociais em geral, viraram o mundo das organizações de cabeça para baixo e, parodiando o ditado, “nada ficou como antes no quartel de Abrantes”. A certeza do domínio, do controle sobre as informações, se perdeu, levando o desespero para empresários inescrupulosos ou incompetentes e seus gestores de comunicação.

Se era fácil no passado calar jornais, emissoras de rádio e TV, que cediam facilmente às pressões, particularmente a econômica, o mesmo não se pode dizer agora das redes sociais, dos grupos organizados que defendem causas específicas (ambientais, direitos humanos, relações democráticas no trabalho, direitos do consumidor etc). Logo, a coisa definitivamente “começou a pegar” para as organizações e elas, desacostumadas ao diálogo e ao relacionamento franco, têm posto literalmente os pés pelas mãos, muitas vezes mais perdidas do que cachorro que cai do caminhão em dia de mudança.

Esta falta de habilidade ou competência das organizações em lidar com a nova realidade tem a ver com uma série de circunstâncias. Em primeiro lugar, a cultura (e consequentemente o processo de gestão) da maioria das organizações, apesar do discurso em contrário, continua sendo avessa ao debate, à divergência , enxergando opiniões contrárias como afrontas que devem ser, quando possível, combatidas a ferro e fogo. Essa postura vale tanto para os públicos internos quanto externos e, notadamente os funcionários, sentem na pele (“manda quem pode, obedece quem tem juízo”, não é assim?) o autoritarismo de chefias e mesmo de profissionais de comunicação a seu serviço. Em segundo lugar, as organizações ainda não se deram conta (embora isso vá acontecer naturalmente com o desvendar desta nova realidade) de que o mundo ficou diferente e que será necessário, cada vez mais, rever os velhos conceitos. Já não dá para chamar a polícia para combater os grevistas, como as montadoras, por exemplo, faziam nos tempos da ditadura, não funciona mais o argumento da luta contra o comunismo para silenciar sindicalistas e profissionais de imprensa e muito menos é possível cooptar todos os adversários porque eles são cada vez mais numerosos (subjugá-los todos é economicamente inviável).

Em terceiro lugar, as redes sociais, a blogosfera, permitiram que vozes individuais se afirmassem e os cidadãos não dependem mais da mediação da imprensa para expressar suas opiniões, divergências e repúdio à postura de determinas empresas. Essa independência em relação à mídia estimulou o espírito crítico e, com o avanço da legislação que protege o consumidor, defende as minorias secularmente discriminadas, pune os crimes ambientais etc, as organizações já não podem apostar no velho e sereno “mar da tranqüilidade” em que viviam.

Finalmente, as novas tecnologias também propiciaram a formação de uma consciência coletiva, a mobilização de grupos descontentes, a divulgação rápida dos abusos cometidos contra mulheres, negros, crianças, pobres, consumidores e estabeleceu-se, quase num passe de mágica, uma solidariedade planetária que tem abraçado causas diversas e que ruidosamente impacta a imagem e a gestão das organizações que não andam fazendo direito a lição de casa.

Isso não quer dizer que corporações predadoras não continuem existindo, mas elas não têm conseguido agora, como sempre fizeram, permanecer escondidas e se sentem, quase sempre, desconfortáveis quando desnudadas diante das luzes dos holofotes da opinião pública.

A força e a pluralidade das redes sociais encorajam os debates, os confrontos, as divergências e as organizações que se empenhavam (e muitas vezes tinham sucesso) para impor as suas vozes e interesses agora se vêem literalmente em palpos de aranha, ou seja têm que negociar com os públicos de interesse (os “stakeholders”) continuamente, muitas vezes em desvantagem.

A unanimidade deixou de ser um ideal a perseguir porque inalcançável e a postura a ser adotada, na gestão dos negócios e na forma de se relacionar com os públicos, teve que ser revista.

As redes sociais exigem uma nova cultura de relacionamento que não se confunde com o controle, a censura, auto-censura, a obsessão pelo controle e subjugação das vozes contrárias. O negócio agora é interagir, dialogar, ouvir o outro lado, o que, convenhamos, para algumas organizações significa alto risco porque, ao longo do tempo, sempre optaram pelo caminho mais curto e nefasto do autoritarismo, da arrogância, da grandiloqüência na comunicação.

A comunicação nesses novos tempos exige novos atributos como a ética, a transparência, o profissionalismo e o compromisso com a liberdade de expressão, a pluralidade de opiniões. Ouvir mais e falar menos, este é o novo lema da comunicação moderna.

Temos que reconhecer que este novo modelo ainda é praticado por um número reduzido de organizações e será preciso não apenas mudar a cultura e a postura das organizações, mas investir fortemente na formação dos novos comunicadores, ainda presos a valores ultrapassados.

Nos cursos de comunicação, ainda se cultuam processos como “limpeza de imagem”, ainda se festeja o “marketing verde”, ainda se acredita na honestidade dos “cases de sucesso” que povoam a literatura e os eventos em Comunicação Empresarial. Ainda temos (são a maioria, infelizmente) gestores de comunicação interna que vêem os funcionários ( e o sindicato) como adversários, sempre dispostos a “detonarem” as organizações e que, por falta de competência ou insegurança, abrigam-se em salas refrigeradas em vez de circularem com desenvoltura pelo chão de fábrica.

A Comunicação Empresarial precisa visitar mais as obras de Paulo Freire, mas continua saudando alguns gurus de plantão e algumas agências/assessorias que apregoam e refinam velhos processos de manipulação, de cooptação e de hipocrisia empresarial.

A Comunicação Empresarial precisa quebrar barreiras e definitivamente comprometer-se com o debate, a divergência, o diálogo e, para tanto, precisamos de comunicadores mais corajosos, que se sintam incomodados em legitimar culturas autoritárias e propostas de comunicação transgênicas, hegemônicas, socialmente irresponsáveis.

O futuro não será generoso com as organizações que insistirem em preservar esta cultura dinossáurica, apoiada em hierarquias rígidas, em ameaças contra aqueles que delas divergem interna e externamente, e que abrem espaço para chefias sem liderança autêntica.

As redes sociais, os cidadãos, os comunicadores de cabeça erguida (não os pelegos que servem organizações predadoras) construirão um novo espaço de relacionamento, uma nova proposta para a gestão dos negócios e da comunicação.

Provavelmente, muitas organizações não poderão assistir a este novo momento porque terão ficado no meio do caminho. O futuro se constrói agora, a cada dia. Sem uma comunicação democrática, as empresas não irão a lugar algum. Você quer apostar?

* Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor da UMESP e da USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. Editor de 4 sites temáticos e de 4 revistas digitais de comunicação.

Fonte: Portal Imprensa