Nas mídias sociais, os números não falam sozinhos

Quando o assunto é monitoramento de mídia social, surgem as cruciais perguntas: quantos seguidores temos? Quantas pessoas nos retuitou? Quantas pessoas nos mencionaram? Precisamos de números para justificar essa ação.

Pára tudo!  Quando estamos diante de uma estratégia de comunicação na rede social, os números por si só não dizem muita coisa. A lógica não é apenas a da audiência de TV, rádio ou jornal.

Vamos lá! Imaginem dois casos. No caso A, a mensagens ou o perfil foi mencionado 2.000 vezes. No caso B, o perfil foi mencionado 500 vezes. Isso quer dizer que o caso A atingiu mais pessoas? Possivelmente, mas essas menções, em sua maioria, foram críticas ao caso A. E aí?

Um segundo exemplo. A campanha Y teve 60 retwittes e a campanha X teve apenas 5 retuites. Quem “enche os olhos” ? A campanha Y. Pode ser um ledo engano. Se formos analisar, a campanha X atingiu mais pessoas porque os 5 retuites foram pessoas que tinham, conjuntamente, mais de 80 mil seguidores enquanto que os 60 não chegam a 10 mil seguidores.

Para aprofundar mais ainda essa discussão que os números não falam por si só, iremos recorrer à excelente produção de Tarcízio Silva sobre a complexidade das métricas, como foco no twitter.

Calma! Não estamos dizendo que os números não são importantes. Claro que são! Eles são a base para todo o trabalho de monitoramento e análise. Eles fazem parte do primeiro passo.  É só olhar para o mercado de softwares desenvolvidos só para isso. Mas, atenção, os “robôs” não substituem os analistas de mídia social. Para isso, é preciso ter inteligência na interpretação dos dados. Há quem chame também de “tratamento das informações”. E isso, ninguém substitui o homem e a mulher. Por exemplo, o fim do Cordel do Fogo Encantado.  A divulgação dessa notícia, nesta semana, estava no Trending Topics Brasil com a tag #fogoencantando. Se o robô do monitoramento só pegou o “fogo encantado” deixou milhões de pessoas de fora do monitoramento porque ele precisa de um ser pensante para dizer que a palavra-chave está sendo outra também.

Esse debate leva para duas discussões fundamentais. O primeiro do campo da semântica, ou seja, os relatórios sobre mídias sociais são compostos por números e análises de contextos, que envolve conhecimentos do campo online como também do mundo offline (relações políticas, sociais, culturais e econômicas) que o assunto está inserido. Por isso, insistimos que o nome não é apenas monitoramento, mas monitoramento e análise.

A segunda discussão é que as métricas da mídia social trazem informações sobre o relacionamento da comunicação social da marca com as pessoas. Insistimos que esse relacionamento é bem mais amplo que a publicidade, o marketing, etc. A comunicação pode envolver promoções, lançamentos de produtos, indicações para cargos, lançamento de idéias, cobertura de carnavais.

Enfim, são inúmeras as formas de comunicação que se pode ter nas mídias sociais.  Você ou a sua empresa precisa escolher qual é a comunicação mais indicada para agregar valor a sua marca ou a você mesmo. Por isso, se pergunte sempre como você quer se visto para o mundo ou como o mundo deve olhar para você. Esse poder ainda é seu! E lembre-se, as mídias sociais são nada mais que o universo dos meios sociais em expansão, possibilitando uma maior difusão do conteúdo. Para se destacar, aparece quem tem informações mais organizadas e proporciona conteúdos relevantes.

Texto: Rosário de Pompéia (@pomppeia) e Socorro Macedo (@socorromacedo) | contato@lefil.com.br | @lefil

Fonte: Le Fil Comunicação Digital

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