Facebook e Twitter aceleram mudanças na mídia, segundo estudo

A transformação dos veículos de comunicação na América Latina ficará ainda mais acelerada nos próximos anos com o impacto de sites como a rede social Facebook e o serviço de microblogging Twitter, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira em Miami.

“Estamos em um processo de revolução da comunicação semelhante ao ocorrido com a Revolução Industrial. Seu impacto afeta a América Latina em particular”, explicou Sergio Roitberg, presidente da Newlink, a empresa responsável pelo estudo.

A penetração da internet na América Latina só faz crescer nos últimos anos, com 136 milhões de usuários na América do Sul, 33 milhões na América Central e outros 22 milhões nos países do Caribe.

O fenômeno de sites como Orkut (no caso do Brasil), Sonico, Hi5, MySpace, YouTube e LinkedIn, além dos já citados Facebook e Twitter, cresce ao ponto de mudar o panorama da influência dos veículos de comunicação tradicionais.

“Poucos fatos explicam com mais clareza o impacto das redes sociais do que a influência e notoriedade adquirida pela blogueira cubana Yoani Sánchez. Quem poderia imagina que, com um blog a partir de Havana, tivesse tal impacto e inclusive entrevistasse o presidente dos Estados Unidos?”, perguntou Roitberg.

Durante sua campanha eleitoral do ano passado, o presidente americano, Barack Obama, demonstrou saber usar o Twitter de forma eficiente e continua utilizando esta via de comunicação com os cidadãos mesmo depois de chegar à Casa Branca.

“O presidente Obama pediu, por exemplo, que as pessoas mandem mensagens pelo Twitter para os congressistas para que aprovem a lei de saúde, algo que antes só era feito por correio, fax ou telefone. Isso é comunicação direta”, diz Roitberg.

“Tudo isso faz com que os veículos de comunicação convencionais se vejam superados pelo novo paradigma da comunicação, onde as pessoas acreditam nas pessoas, nas experiências vividas e nos testemunhos pessoais”, privilégio que antes era de jornalistas e da imprensa, acrescentou.

Roitberg prevê que os jornais continuarão tendo seu peso em meio a esse processo de mudanças, mas não no formato de papel, e sim no digital “onde a qualidade do conteúdo seguirá sendo peça-chave”.

“O que morreu é a clássica via de distribuição e o monopólio que a imprensa tinha no controle da mensagem. Agora, como demonstrou Yoani Sánchez, se evita o filtro dos meios convencionais e se dirige diretamente ao consumidor final”, prosseguiu.

A convergência de mídias na internet é outro fator de mudanças, segundo Roitberg, junto com a interatividade.

Como prova da convergência de mídias, a Newlink acaba de iniciar um novo serviço de televisão pela internet chamado “NewTV”.

“NewTV é a nova mídia. É a nova fronteira da comunicação interativa e instantânea que coloca as pessoas em primeiro plano e que obriga Governos e empresas a reagir para adaptar-se a este novo modelo de comunicação de mão dupla”, afirma Roitberg.

Fonte: Último Segundo

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