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Para estrategistas, 2010 será o ano das eleições nas redes sociais da internet

30/12/2009

De olho nos 32 milhões de eleitores brasileiros com acesso à internet, marqueteiros dos principais partidos políticos do País apostam: as redes sociais serão peça-chave para conquistar o seu voto em 2010. E, agora, a exploração das ferramentas online disponíveis é permitida por lei. Pela primeira vez, a legislação brasileira consente doações pela internet e o uso de sites, blogs e redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter, ao longo da campanha, mesmo no dia da votação.

Com as mudanças da reforma eleitoral, o Brasil poderá viver algo parecido ao que se passou nos Estados Unidos em 2008 durante a campanha vitoriosa de Barack Obama à presidência. Na corrida eleitoral americana, os estrategistas do Partido Democrata jogaram luz sobre a mobilização de simpatizantes na internet e mostraram que a rede pode ser uma grande aliada para angariar votos e dinheiro. Para se eleger, Obama contou com a iniciativa de diversas pessoas não envolvidas oficialmente na campanha. Esses simpatizantes voluntários criaram vídeos e até mesmo redes sociais de apoio ao candidato democrata.

Reprodução
Rede PSDB
Rede PSDB: perfis virtuais do partido

“Agora é a hora da rede social no Brasil”, afirma a estrategista de marketing político Cila Schulman, espécie de “animadora” da Rede PSDB, como ela mesma se apresenta. Cila é a pessoa que está por trás dos perfis oficiais da legenda tucana na internet. “Eu coloco um conteúdo, um vídeo ou uma matéria, por dia para debater nas redes. Procuro atrair as pessoas pelo seu próprio interesse. Animar é entender com quem você quer falar e sobre o que eles querem conversar”, diz.

Rede PSDB é o nome dado aos diversos perfis virtuais do partido. Ao contrário do Partido Verde, que tem sua própria ferramenta de rede social, a Rede PV, os tucanos preferiram marcar presença nas comunidades já existentes. “As pessoas estão lá. No Orkut já têm comunidades bastante grandes, com 1 milhão de pessoas que apóiam o PSDB e que se solidificaram na campanha do Geraldo Alckmin”, afirma.

Reprodução
PV
PV cadastra voluntários pela internet

Mesmo a estrategista do PSDB admite que a pré-candidata do PV, Marina Silva, é quem vai seduzir mais internautas. “Ela é a candidata da rede. Ela atrai um perfil de gente que está na rede, como foi a campanha do Fernando Gabeira”. O secretário de Comunicação do PV, Fabiano Carnevale, concorda que o carisma de Marina ajuda, mas ele conta com a rede própria para alterar a ideia de “já perdeu”.

“A internet cada vez mais quebra a lógica de que o marqueteiro cria a imagem do candidato e a vende como um sabonete”. Carnevale, que foi coordenador da campanha de Fernando Gabeira à Prefeitura do Rio, lembra que, em 2008, 10 mil voluntários se cadastraram pela web. “Agora, o militante age silenciosamente, mandando e-mail para as famílias, para os amigos, um link…”. 

Nessa nova categoria de militância entra também o Twitter, microblog que reúne 8,7 milhões de brasileiros. Cerca de 150 mil twitteiros seguem o pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, ou @joseserra_. Em até 140 caracteres, o atual governador de São Paulo tem a chance de “quebrar o gelo” com seu eleitorado ao falar sobre seus netos ou revelar que curte rock’n roll.

Para isso, Serra adotou “rs” como forma de expressar sua risada – embora seus seguidores considerem “rsrsrs” mais careta que “kkk”, “hahaha” ou “hehehe”. “Ele aprendeu a rir na internet. Entendeu que ali é para conversar, não é para ficar panfletando”, conta Cila. Para ela, Serra está no caminho certo. Ao contrário de Dilma Rousseff, a pré-candidata do PT. “Eu não vejo a Dilma tendo esse mesmo tipo de experiência, ela não fica conversando, brincando”.

Reprodução
Dilma
PT lançou novo site em novembro

Para ajudar Dilma na tarefa de comunicar-se bem na internet, o PT contratou Ben Self, um dos responsáveis pelo marketing digital da campanha de Obama. No final de setembro desde ano, ele confirmou que já trabalha com a legenda para as eleições de 2010. Pouco mais de um mês depois, no dia 5 de novembro, o PT inaugurou seu novo site.

O secretário de Comunicação do partido, Gleber Naime, que liderou a reformulação da página, diz que quer “diversificar a apresentação de  ideias, utilizando as redes sociais e colocando áudio e imagem para alcançar mais gente”. O site traz um link para a Comunidade PT, mas seu acesso é restrito a filiados. “O PT decidiu usar as redes sociais existentes, colocando lá nossas páginas oficiais. O que temos de exclusivo aos filiados é a Comunidade PT, um serviço corporativo para gerenciar as demandas internas”, explica Naime.

Os estrategistas concordam que ficar só na internet seria ineficaz. A televisão e o rádio continuarão sendo os grandes divulgadores das campanhas, pelo menos enquanto durar a obrigatoriedade do horário eleitoral gratuito. Além disso, as legendas vão explorar, em 2010, a biografia de seus candidatos, seja na internet, na TV, no rádio ou nas ruas. “Não vão ser as ferramentas que vão transformar alguém, ou fazer o mesmo sucesso que o Obama. A internet nos Estados Unidos é muito diferente. É muito difícil transpor isso imediatamente”, defende Carnevale.

Doações pela internet

A reforma eleitoral permite que, em 2010, os partidos usem a rede também para receber doações, inclusive com cartão de crédito. Está claro para os estrategistas brasileiros que o chamado “efeito Obama” de micro-financiamento não vai se repetir no País. Em 2008, Obama arrecadou US$ 600 milhões, sendo que US$ 500 milhões foram só pela internet. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva angariou, em 2006, quando doações online ainda não eram permitidas, R$ 90 milhões, 10 vezes menos que seu colega americano. No Brasil, os especialistas acreditam que, no máximo, a mudança na lei brasileira abrirá mais uma opção de arrecadação para as legendas.

O PV já lançou seu site de arrecadação, dentro do projeto Brasil Sustentável. “Não acredito que teremos muitas doações porque o Brasil não tem essa cultura. As pessoas têm muita desconfiança na política. O site é mais voltado para os filiados e simpatizantes”, explica Carnevale. Se cada um dos 259.794 filiados depositar o mínimo pedido pelo partido para cobrir os custos da operação, R$ 20, a legenda receberá mais de R$ 5 milhões.

O PSDB também vai incentivar as doações online, mas ainda não definiu como. “O PSDB sem dúvida vai encontrar uma forma de implantar isso”, diz a estrategista do partido. A ideia, mais do que arrecadar dinheiro, é mobilizar os simpatizantes, segundo Cila. “É uma forma de participação. A grande questão do financiamento aqui vai ser a confiança. Por outro lado, tem uma boa parcela que vai querer dar uma contribuição porque é um ato de cidadania, é uma demonstração de que você quer ajudar aquele candidato”.

Já o PT, por enquanto, não tem projeto de arrecadar dinheiro via internet. De acordo com o secretário de Comunicação do partido, a reforma eleitoral deixou a desejar no quesito financiamento. “Infelizmente o Congresso não legislou como defendíamos. As contribuições continuarão restritivas na internet”, afirma. Ao falar em restrições, a legenda critica a obrigatoriedade de emissão de “recibo, em formulário impresso ou em formulário eletrônico, no caso de doação via internet”, como estabelece a lei.

Fonte: Último Segundo

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29/12/2009

O Tarcízio Silva, autor do www.tarciziosilva.com.br, traz interessantes sugestões de leituras para 2010. No post ’12 livros para o profissional de mídias sociais ler em 2010′, Silva nos apresenta os livros que não podem faltar na cabebeceira daqueles que buscam nas redes e/ou mídias  sociais o seu tema de pesquisa, trabalho, diversão, hobby ou simples curiosidade.

Republicamos aqui a lista dos “12 mais” e  alguns deles ainda podem ser baixados.

Aproveitem e boa leitura!

planeta web 2.0

Planeta WEB 2.0. Lançado em 2007 por Cristobal Cobo Romaní e Hugo Pardo Kuklinski, o livro discute o conceito de web 2.0.

Trata de sites de redes sociais, inteligência coletiva, ensino e aprendizagem colaborativa etc. Um dos capítulos se propões a ser um mapa de aplicações 2.0 e trata de definir e trazer exemplos dos 4 pilares da web 2.0: sites de redes sociais; conteúdo gerado pelo usuário; organização social e inteligente da informação; aplicações, serviços e mashups. O livro pode ser baixado em www.planetaweb2.net

redes sociais na internet - raquel recueroRedes Sociais na Internet (Raquel Recuero) – O livro foi lançado em 2009 pela pesquisadora Raquel Recuero, referência na área. Publicado com o apoio da Cubo.CC, está disponível para download gratuito em www.redessociais.net.

Na primeira metade do livro, Recuero investiga e define elementos, topologias e dinâmicas das redes sociais. Na segunda parte, os sites de redes sociais são tomados para a investigação dos tipos de sites de redes sociais, como se dá a difusão de informações nestes sites e a criação de comunidades. A autora fecha o livro com considerações sobre os principais sites de redes sociais, como Orkut, Fotolog, Flickr, Facebook etc.

Cultura de Rede

Olhares da Rede, organizado por Claudia Castelo Branco e Luciano Matsuzaki. É produzido pelo Grupo de Pesquisa: Comunicação, Tecnologia e Cultura da Rede, da Faculdade Casper Líbero.

Com apresentação escrita por Sérgio Amadeu, um dos coordenadores do grupo, o livro discute a  obra, investigações e conceitos de Yochai Benkler, Manuel Castells, Henry Jenkins, Lawrence Lessig e Douglas Rushkof, que estão entre os pensadores mais importantes da  pesquisa contemporânea sobre cibercultura e redes digitais. Pode ser baixado em www.culturaderede.com.br

A_VIDA_DIGITAL_negroponte

A Vida Digital, de Nicholas Negroponte. O livro foi lançado em 1995. Mal existia o Windows 95 ainda e o Netscape era rei. O professor de Tecnologia da Mídia do MIT discute os meios de transmissão das informações e dados (no capítulo Bits são Bits), os desenvolvimentos na interface homem-computador (no capítulo Interface) e a própria vida digital, no capítulo de mesmo nome.

Obviamente, existem algumas anacronicidades. Alguns dos caminhos apontados nunca foram seguidos, outros já foram bem acertados, em uma época na qual 14 anos significa um século. A leitura é um ótimo exercício para visualizar como os desenvolvimentos da cultura digital podem ser modificados.

A_SOCIEDADE_EM_REDE_castells

Sociedade em Rede. Publicado pela primeira vez em 1996, o livro faz parte da trilogia “A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura” do sociólogo espanhol Manuel Castells. É indispensável para quem deseja entender como a globalização e as tecnologias de informação e comunicação, ao colocar o mundo em rede, transformaram a economia, a sociedade, os negócios e a cultura.

É um dos livros que ganhariam o título de “tomo” nessa seleção, mas não deixem de ler.

cultura da convergencia - henry jenkins

Cultura da Convergência é um livro publicado já em um momento em que banda larga, dispositivos móveis e mídias sociais são realidade. Henry Jenkins analisa a cultura da convergência partindo de alguns produtos culturais. Por exemplo, analisa as narrativas crossmedia a partir do caso de Matrix Reloaded e Matrix Revolutions. Analisa a cultura da colaboração, paratextos e comunidades de interesse a partir de spoilers da série americana Survivo.

ando com a lista de 12 livros para o profissional de mídias sociais ler em 2010, três livros bem diferentes entre si.

persuasive technology - b j fogg

Persuasive Technology. O livro de BJ Fogg é fruto de um ramo de pesquisa criado em seu laboratório. Captology vem de “computer as persuasive technologies”, ou  “computadores como tecnologias persuasivas”. O grupo de Stanford investiga como os computadores (e aqui podemos incluir suas diversas facetas: programas, sites, simuladores etc) podem ser mecanismos persuasivos a partir de sua tríade funcional: computador como mídia; computador como ferramenta; computador como ator social. O autor BJ Fogg publicou recentemente mais alguns artigos que podem ser baixados gratuitamente em seu site. Para ler mais sobre captologia e sobre estes artigos, veja outro post: http://tarciziosilva.com.br/blog/captologia-computadores-persuasao-comportamento-e-publicidade-digital/

representacao do eu na vida cotidiana - erving goffman

A Representação do Eu na Vida Cotidiana. A pesquisa de Erving Goffman parte do entendimento que os indivíduos, em sociedade, representam papéis para platéias – as pessoas com as quais convivemos. Utilizando essas metáforas, a teoria dramatúrgica é essencial para entender como as pessoas querem se representar, comunicar e interagir também na internet. Além do livro de Goffman, recomendo, sobre o assunto, parte da pesquisa de Judith Donath (como este artigo) no Sociable Media Group.

a cauda longa - chris anderson

A Cauda Longa. Com certeza o mais conhecido entre os três deste post, o livro de Chris Anderson vendeu bastante. Curiosamente ou não, Anderson é o editor-chefe da Wired, revista na qual Nicholas Negroponte também contribui.

O livro fala de cauda longa, um conceito em estatística que mostra um gráfico no qual o  volume é decrescente (por isso cauda longa). A economia de bens físicos ou simbólicos, no mundo contemporâneo, é caracterizada pela cauda longa, aonde produtos são cada vez mais segmentados e especializados. Na internet, então, nem se fala, não é? Então é uma ótima leitura recheada de exemplos e estudos de caso.

om exemplos de impressos. E o último de um autor brasileiro, mais atual, mas que escreveu o livro em uma época na qual a internet era inexpressiva.

a ciencia da propaganda - claude hopkins

A Ciência da Propaganda. Como já escrevi em outro post, o livro de Claude Hopkins não é científico nem acadêmico. Mas o uso da palavra “ciência” em 1923 foi uma tentativa de mostrar que era um trabalho sistemático de reunião de “leis da propaganda”.

Obviamente, muitas das coisas não se aplicam mais hoje em dia. Entretanto, são relatos, considerações e recomendações de um dos maiores publicitários da história, que trabalhou em uma era da propaganda bem particular, com estratégia como envio de amostras e cupons como foco. Se hoje continua a se discutir ROI e métricas, é um bom aprendizado ver como cada centavo de reembolso postal era decisivo.

a linguagem da propaganda - vestergaard schroder

A Linguagem da Propaganda, de Torben Vestergaard e Kim Schroder. Em seis capítulos os autores destrincham a relação entre propaganda e sociedade, introduzem conceitos básicos de teoria da comunicação, elementos de um anúncio, estratégias de comunicação de gênero e classe, publicidade como espelho psicológico e a ideologia da propaganda.

O livro, de 1985, tambem é repleto de análises interessantíssimas, mostrando a riqueza sutil de anúncios impressos.

planejamento de propaganda roberto correa

Planejamento de Propaganda. Do brasileiro Roberto Corrêa, o livro de 1986 já ganhou sua décima edição em 2008. O autor começa, no primeiro capítulo, a falar do papel da propaganda no mix de marketing de uma empresa. A partir daí fala de comunicação, de seu uso estratégico e vai para os pontos-chave para o planejamento: briefing, posicionamento, verba etc.

É um livro no qual o autor tentou ser bastante exaustivo. Durante a leitura, o exercício de conversão das técnicas para estratégias digitais é enriquecedor.

Fonte: http://migre.me/fbH6

“Social games” estão cada vez mais populares na internet

27/12/2009
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Os gráficos, nem de longe, lembram os dos videogames mais modernos. A dificuldade e a jogabilidade também não podem ser consideradas grandes feitos das indústrias de diversão. Mesmo assim, os jogos criados para redes sociais vêm arrebatando legiões de fãs cada vez maiores em todo o mundo.

O sucesso é tanto que alguns usuários têm ignorado as outras possibilidades que sites de relacionamentos oferecem e passam horas entretidos com os chamados “social games”. Redes como Facebook, MySpace e Orkut – que abriga o maior número de usuários brasileiros de toda a rede – agregaram novos valores com o desenvolvimento desses recursos.

Vale tudo para atrair a atenção dos internautas e mantê-los conectados por mais tempo. Os jogos apresentam temas que envolvem ação, aventura, esportes e simulações de situações da vida real. A interação com outros usuários nos games é outro atrativo que garante milhões de usuários todos os dias.

Com o objetivo de conquistar a fidelidade dos jogadores, o acúmulo de dados nos cadastros dessas ferramentas é tratado como um verdadeiro tesouro pelas empresas. Os 60 milhões de contas ativas registradas motivaram a venda da Playfish, produtora de 10 títulos para redes sociais, por US$ 275 milhões, para a gigante dos games Eletronic Arts, em novembro.

Dois dos jogos mais populares das páginas de relacionamentos reúnem uma média de 100 milhões de jogadores por mês. Um deles é o FarmVille, plataforma que permite ao usuário gerenciar uma fazenda virtual. O aplicativo é o mais utilizado no Facebook, com cerca de 70 milhões de internautas jogando somente no mês de novembro. O outro jogo, Mafia Wars, foi frequentado por 30 milhões de pessoas no mês passado. Ele traz o desafio de, no mundo do crime, comandar uma família de mafiosos, que ganham respeito conquistando fama e dinheiro.

O consultor em mídias digitais e redes sociais Ian Black explica que as pessoas sempre utilizaram a internet para o entretenimento, especialmente, por meio de jogos. Foi por isso que as empresas do segmento enxergaram, nas redes sociais, uma oportunidade valiosa de aumentar o leque de opções do mercado.

Dessa maneira, o investimento no desenvolvimento de novos títulos está cada vez maior. Mais do que uma tendência, segundo o especialista, essas ferramentas são uma realidade dentro da rede mundial de computadores e o crescimento do ramo, nos próximos meses, deve ser acelerado.

Diversão garantida

Ricki Lustosa, 21 anos, estuda desenho industrial na Universidade de Brasília. A paixão por jogos eletrônicos foi um dos principais motivos que levou o jovem a escolher a futura profissão. Há dois meses, ele descobriu o universo dos social games e, desde então, não deixa de jogar um dia sequer.

Mafia Wars, o predileto dele, proporcionou, além de horas de diversões, novas amizades com usuários do Facebook. Até internautas de outros países passaram a ingressar a rede de contatos de Lustosa, que destaca o recurso da interação com outras pessoas como grande trunfo da ferramenta.

“Também acho legal o fato de ser um jogo simples, mas instigante. Outro ponto positivo é que eu posso continuar o jogo quando quiser, não tem aquela loucura dos videogames de precisar passar horas para terminar cada fase. Eu entro no endereço eletrônico quando estou com tempo e saio quando quero, sem me preocupar com a continuidade do game”, afirma o estudante. “Entrei de férias há pouco tempo e admito que tenho gastado boa parte delas jogando Mafia Wars e procurando outras opções no Facebook”, completa.

Por influência do irmão e de amigos como Ricki Lustosa, a veterinária Natália Cardoso, 23 anos, procurou jogos nas redes sociais que frequenta. Interessou-se por Mafia Wars e FarmVille e, desde novembro, diverte-se encarnando uma fazendeira e uma mafiosa.

Para ela, que sempre gostou de videogames, jogar sem precisar se desconectar dos sites de relacionamentos é uma grande vantagem nos social games. “Eu não converso com pessoas que não conheço enquanto estou jogando, mas gosto muito de interagir com os meus amigos que estão conectados e participando dos mesmos games que eu”, ressalta.

Gráficos ruins

De acordo com Renata Cardoso, no entanto, os jogos feitos para as redes sociais ainda têm gráficos muito simples, que lembram videogames que ela tinha quando ainda era criança. “São jogos muito simplórios, realmente, e os gráficos chegam a ser toscos, em alguns casos. Não sei direito o que me chamou a atenção, já que estou acostumada com aparelhos que reproduzem imagens melhores, mas estou gostando tanto desses aplicativos que tenho procurado outros títulos”, revela a veterinária, que tem frequentado o título Vampires.

Ian Black diz que os gráficos não devem receber grandes melhorias em um futuro próximo, por dificuldades técnicas da rede mundial de computadores. Segundo o consultor em mídias digitais e redes sociais, os games com imagens bem apuradas ainda são muito pesados e a gigantesca quantidade de usuários conectados sobrecarrega o sistema, o que pode deixar a conexão bastante lenta. As empresas que gerenciam as redes sociais gastam um valor altíssimo para manter a navegabilidade com uma velocidade que os internautas consideram satisfatória.

“É preciso observar que a criação das redes sociais revolucionou o modo de comunicação no mundo. O Orkut, por exemplo, é um fenômeno incrível no Brasil. Era uma tendência natural que jogos fossem inseridos nessas plataformas, ainda mais com a popularização de outros endereços eletrônicos no nosso país, como o Facebook e o MySpace. Por isso, podemos acreditar que também é uma tendência natural que surjam outros aplicativos e que os atuais evoluam com o tempo”, prevê Black.

Empresa de referência

A empresa americana Eletronic Arts (EA) é a segunda maior produtora de jogos para computador e videogame do mundo. Desde que foi fundada, em 1982, lançou títulos que se tornaram verdadeiros clássicos para os viciados em games. The Sims, Need For Speed e NBA Live são alguns dos jogos que elevaram a EA ao patamar de referência entre as indústrias de diversão.

Os 10 jogos mais acessados no Facebook (por mês)
1º FarmVille 69,3 milhões
2º Café World 30,9 milhões
3º Happy Aquarium 29,4 milhões
4º Mafia Wars 28,8 milhões
5º FishVile 21,8 milhões
6º PetSociety 21,6 milhões
7º Texas HoldEm 19,8 milhões
8º YoVille 19,2 mihões
9º Farm Town 18,4 milhões
10º Restaurant City 17,1 milhões

Fonte: Correio Brasiliense

A sensação do ano: só deu Twitter

21/12/2009

O Orkut já havia mostrado que o brasileiro adora as redes sociais. Mas o Twitter, criado em 2006, foi o grande fenômeno da rede este ano, aqui entre nós. Números do Ibope Nielsen Online mostram que, dos 31 milhões de brasileiros que navegam em redes sociais, 8,7 milhões visitam o Twitter mensalmente. E mais: segundo o Instituto QualiBest, 91% dos internautas brasileiros conhecem ou já ouviram falar do microblog – e 34% têm uma conta registrada no serviço.

Roberto Cassano, diretor de estratégia da empresa de marketing digital Frog, acompanhou a onda:

– Trabalhamos há dois anos focados em redes sociais. O crescimento do Twitter foi surpreendente em várias frentes, principalmente pela adesão. No começo do ano ele não era nada.

Em junho, o Brasil assumiu a liderança em penetração do Twitter. Cerca de 15% dos 34 milhões de brasileiros que acessaram a internet no mês – visitaram o serviço de microblog, segundo o Ibope Nielsen Online. Com isso, o Brasil está em quinto lugar entre os países com maior número de usuários. Não por acaso, ganhará sua versão em português ano que vem.

No ranking mundial dos twitteiros mais populares, Luciano Huck é o primeiro brasileiro a aparecer na lista, em 87 lugar, com mais de 1,3 milhão de seguidores. Na lista da twittosfera em português, o jornalista Marcelo Tas está em sétimo lugar, com 455 mil fãs.

– Meu interesse veio junto com o CQC, em 2008. Quando o programa estreou descobri que conseguia fazer buscas retroativas e ler tudo que se comentava sobre o programa ainda no ar. E isso é a cara da época web 2.0, em que as pessoas querem devolver para o programa de televisão a opinião delas sobre o que estão assistindo – acredita Tas.

Para Cassano, uma das causas para a explosão do Twitter entre os brasileiros tem a ver com a cultura tupiniquim, afetiva e familiar.

– Isso se deve um pouco à maneira com que nós valorizamos os vínculos. Enquanto outras culturas são mais individuais, temos uma natureza agregadosra.

Mas o microblog veio para ficar, ou é só mais uma novidade passageira? Tas acredita que, embora seja difícil definir com precisão, o Twitter já tem seu espaço garantido por três razões: transparência, velocidade e síntese:

– Essa compactação da informação é o que todos queremos na rapidez dos tempos de hoje. E o Twitter tem uma eficiência de comunicação muito poderosa, instantânea e descontrolada. Por essas razões, tenho uma visão muito otimista dele, ao contrário do que muitos acham, de que é uma diluição do texto. É uma visão pequena para o tamanho da mudança.

E já existem empresas totalmente voltadas para o negócio. É o caso da agência de mídias digitais Ad Brazil, que desenvolve projetos completos de uma página virtual. Sergio Lima, sócio da agência, afirma que uma conta de Twitter executada por uma empresa de comunicação otimiza os resultados do serviço:

– É preciso adequar-se ao público, não se limitar a informações meramente comerciais e, se possível, comentar sobre temas relacionados à corporação.

A busca por popularidade no Twitter mexeu com a cabeça de muita gente: políticos, artistas, todo mundo briga pelo seu lugarzinho no ranking de mais seguidores. Cassano, da Frog, acredita que o microblog mexeu com o papel de líder de opinião.

– A lógica agora é diferente da do mercado convencional. A mídia passou a ser o próprio consumidor. Não é mais quem tem poder econômico que compra espaço. Para conseguir ser popular, a experiência de comunicação tem que ser memorável e comentável.

Fonte: O Globo

O que você sempre quis saber, mas tinha medo de perguntar

21/12/2009

Você talvez ainda não tenha ouvido falar do novo auê nas redes sociais. Não se culpe: o Formspring.me apareceu no começo da semana passada e, ao longo dela foi ganhando adeptos no Brasil de maneira surpreendente: de acordo com dados fornecidos pelo site, já somos a segunda maior fonte de tráfego do Formspring.me, depois dos EUA. Isso explica a lentidão que atingiu a rede social nos últimos dias.

A premissa do Formspring.me é simples e curiosa: ao criar uma conta no site, você recebe um endereço com uma caixa de formulário em que as pessoas podem fazer perguntas, anônimas ou não. A maioria, contudo, prefere não se identificar. A brincadeira lembra, de certa forma, aqueles cadernos de perguntas capciosas que rodavam nas mãos dos jovens nas escolas até o fim dos anos 90 (e que provavelmente foram mortos pelas redes sociais – será?), mas com o benefício do anonimato.

É possível seguir o perfis e acompanhar as respostas de quem lhe interessa. E é só. Por enquanto, o Formspring.me não permite coisas simples, como busca, nem reconhece links.

Parece sem graça. Mas responder às perguntas acaba viciando, dizem os adeptos. “No Twitter a gente se expressa, se expõe. Mas é um exercício mais solitário, individual”, diz o consultor para redes digitais José Câmara, o Ian Black, que criou o perfil no meio da semana passada e respondeu a cerca de 20 perguntas. Para ele, o prazer do Formspring.me está em perceber o interesse das pessoas por você através de palavras. “No Twitter, você só mede esse interesse por números (o de seguidores)”, completa. Ele não nega o narcisismo que a atividade envolve. E resume a nova mania como uma mistura de “caderno de enquete com o conceito invertido” e “FAQ natural”.

Além da diversão, outras pessoas já começaram a explorar possibilidades mais produtivas na rede social. O escritor João Paulo Cuenca, por exemplo, está colocando em prática um experimento: quer escrever um livro colaborativo usando as perguntas e respostas de seu Formspring.me. E o Link já criou seu perfil, que está à disposição para responder dúvidas sobre tecnologia.

A rede social surgiu de uma demanda dos usuários dos serviços da Formspring.com, aplicativo de web especializado em permitir que as pessoas criem qualquer tipo de formulário para pesquisa ou coleta de dados. O gerente de marketing da Formspring, Chris Lucas, diz que há meses a empresa notou que os usuários estavam criando caixas simples de comentários para inserir em seus blogs e convidando os visitantes a fazer comentários e perguntas anônimas. “Observamos esse movimento crescer e pensamos que poderíamos destinar melhor esse tipo de uso criando um site separado, especificamente para isso”, explicou Lucas.

Ele argumenta que a graça do Formspring.me está em falar de si mesmo sabendo que existe alguém interessado naquela informação. “Em muitas redes sociais, você escreve coisas que são exibidas para sua lista de amigos ou seguidores, mas não tem certeza de que eles estão interessados ou acompanhando. O Formspring.me encoraja a conversa e cria a oportunidade de aprender mais sobre amigos (ou negócios) do que você em outros meios”.

O grande questionamento envolvendo o Formspring.me é se o site vai vingar ou se o formato é esgotável. Afinal, cedo ou tarde, as principais curiosidades sobre a vida dos seus contatos já terão sido respondidas. Para Ian Black, a ferramenta deve se reinventar para evitar a repetição de perguntas ou permitir comentários nas questões. Lucas, da Formspring.com, diz que as pessoas vivem publicando informações novas e isso dá origem a novas dúvidas. Mas só o tempo dirá qual o destino do Formspring.me.

 Fonte: Estadão

Dispositivos móveis superarão desktops no acesso à web em cinco anos

19/12/2009

Popularização de smartphones, e-readers e tablets e ampliação das redes 3G e 4G favorecem a mudança, revela estudo.

A internet móvel está crescendo mais do que a de desktop jamais cresceu, e mais usuários devem acessar a internet a partir de dispositivos móveis do que de computadores de mesa nos próximos cinco anos, de acordo com um estudo do banco de investimentos Morgan Stanley.

A intrigante previsão é uma das muitas de um estudo de 424 páginas feito pela empresa. Ele diz que estamos no começo do desenvolvimento da internet móvel, que cresce mais rapidamente que outros ciclos tecnológicos, incluindo a evolução dos computadores de mesa.

Devido à rápida adoção dos smartphones, incluindo o iPhone, e o crescimento de dispositivos que usam o Android, do Google, a conclusão não deve surpreender ninguém.

O estudo também aponta que o crescimento da internet móvel é um fenômeno global, e não apenas de países desenvolvidos. Porém, apesar do foco mundial, companhias norte-americanas como Apple, Google e Amazon estão tomando a liderança do mercado.

Tendências
Cinco tendências estão convergindo para o crescimento da internet móvel: as redes 3G (e futuramente 4G), a popularidade de redes sociais, os vídeos online, serviços de VoIP como o Skype e “incríveis dispositivos móveis” que realizam tarefas que até pouco tempo atrás eram possíveis apenas em desktops.

Uma visão a curto prazo parece especialmente brilhante para a Apple, mas desafios devem surgir. O “ecossistema móvel” do iPhone, iPod Touch, iTunes e vários acessórios e serviços vão continuar crescendo nos próximos dois anos. Depois disso, porém, o Android, a competitividade com mercados emergentes, e limitações de operadoras sem fio podem ser ameaças para a participação da Apple no mercado, prevê o relatório.

Há pouca dúvida de que a internet móvel irá prevalecer nos próximos anos – preste atenção em quantos dispositivos móveis surgiram desde o lançamento do iPhone em 2007. O crescimento de opções e as melhoras nos smartphones, uma nova geração de tablets, e-readers como o Kindle e as redes 4G tornam fácil ver que o futuro da internet está na mobilidade.

Fonte: PCWorld

Twitter e Facebook marcaram mundo virtual em 2009

18/12/2009

O Twitter, impulsionado pela popularização dos smartphones, elevou seus 140 caracteres às alturas do mundo virtual este ano, enquanto o Facebook deixou para trás o MySpace e se tornou a maior rede social do mundo.

“Estes são os grandes vencedores”, disse Jason Keath, assessor de uma consultoria de redes sociais da Carolina do Norte (sudeste) e fundador do SocialFresh.com, que organiza conferências sobre o tema. “O Facebook praticamente triplicou de tamanho este ano”.

“O Twitter cresceu imensamente”, acrescentou Keath. “Acho que tinha entre dois e quatro milhões de usuários no começo do ano, agora estão perto de 40 milhões”.

Com 250 milhões de membros, “se o Facebook fosse um país seria a quarta nação mais populosa”, destacou Scott Stanzel, ex-vice-secretário de imprensa do ex-presidente George W. Bush, que também trabalhou para a gigante do software Microsoft.

“Há um ano, acho que as pessoas não teriam pensado que o Twitter teria a influência que teve”, acrescentou Stanzel, que agora dirige a Stanzel Communications, uma consultoria de relações públicas com sede em Seattle que oferece assessoria em redes sociais.

O Twitter “estava ganhando popularidade, mas realmente explodiu este ano e o fez de forma que se tornou incrivelmente penetrante”, disse.

O Twitter dispensou ofertas de compra de centenas de milhões de dólares do Google e do próprio Facebook, e sua influência como ferramenta de comunicação e informação foi demonstrada de várias maneiras ao longo deste ano.

Em junho, o Departamento de Estado pediu ao Twitter que adiasse uma suspensão programada de seu serviço para manutenção, porque a rede estava sendo muito usada por manifestantes revoltados com o resultado das eleições presidenciais no Irã.

Mais recentemente, Google e Microsoft começaram a integrar mensagens do Twitter em seus respectivos motores de busca, uma nova característica descrita como busca em tempo real.

Além disso, a crescente adoção de smartphones teve muito a ver com a expansão do Twitter, estimou Jack Levin, co-fundador e chefe executivo da ImageShack, companhia que dirige o site yfrog.com, que compartilha imagens e vídeos no Twitter.

“A explosão dos smartphones nos Estados Unidos e em muitos outros países impulsionou a facilidade de comunicação entre as pessoas, e o Twitter certamente está no meio disso”, disse Levin.

“As pessoas querem se comunicar e o Twitter é na verdade uma plataforma de comunicações”, explicou. “E ele é um híbrido entre a troca instantânea de mensagens e o e-mail”.

O yfrog.com, de Levin, é um dos milhares de aplicativos criados para o Twitter por desenvolvedores independentes de software, e conseguiu crédito ao capitalizar a popularidade do serviço de microblog.

O Facebook, que deu início à tendência de abrir espaço para criadores independentes criarem divertidos mini-aplicativos, também percebeu de fato quão atraente era ter a possibilidade de se conectar de qualquer lugar em qualquer momento.

“O que eles fizeram e o MySpace não é que realmente expandiram o alcance de sua rede”, indicou Keath. “O Facebook Connect é grande parte disso, é possível controlar o Facebook e se conectar de qualquer outro lugar”, como de um telefone inteligente, por exemplo.

Facebook e Twitter são populares principalmente porque “dão valor real às pessoas em sua vida pessoal e profissional”, segundo Stanzel.

“É possível acompanhar centenas, talvez milhares de pessoas, com apenas uma conta do Facebook ou do Twitter”, destacou.

Além disso, “as empresas e políticos ativos no Facebook, Twitter ou YouTube (portal para compartilhar vídeos) estão costruindo uma relação permanente com seus consumidores e eleitores, porque estão no meio das conversas”, acrescentou Stanzel.

Keath disse acreditar que o crescimento do Twitter vai desacelerar, já que é muito difícil que consiga igualar a ascensão meteórica registrada em 2009.

Fonte: Último Segundo

Sony Ericsson aposta no Twitter como marketing na Copa do Mundo

18/12/2009

LONDRES (Reuters) – A Sony Ericsson quer evitar anúncios publicitários tradicionais na televisão e em outdoors, apostando no boom das redes sociais nesta sua primeira grande incursão como patrocinadora esportiva na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

A Sony Ericsson acredita que a interação através de sites como Twitter e Facebook é a melhor forma, mais íntima, de atingir o público.

Para analistas, no entanto, é difícil ser bem-sucedido na empreitada, com os ainda pouco conhecidos resultados de uma campanha baseada em redes sociais.

“Tomamos uma decisão consciente de desviar do marketing tradicional, uma vez que isso condiz com nossa estratégia de focar no usuário de tecnologia”, disse o diretor de parcerias globais de marketing da Sony Ericsson, Calum MacDougall, em entrevista à Reuters.

“Iremos direto à comunidade online de fãs através de redes sociais populares”.

A Sony Ericsson já lançou uma competição no site de microblogs Twitter, em que fãs são divididos em grupos semelhantes aos grupos de países da Copa do ano que vem. Os países com o maior número de “tweets”, mensagens de 140 caracteres que caracterizam o site, passarão para as próximas fases do Twitter Cup da Sony Ericsson.

A Sony –uma das parceiras da joint-venture com a Ericsson que fabrica celulares, fechou um acordo de patrocínio de 305 milhões de dólares com a Fifa até 2014– quando a Copa do Mundo será no Brasil.

Fonte: G1

Novos Recursos do Twitter: Rumo à monetização

17/12/2009

O Twitter está atacando com novos recursos, mostrando seu caminho rumo a monetização do serviço. Veja abaixo alguns screenshots do recurso beta Contributors, ou colaboradores. O Contributors serve para que as empresas que utilizam do Twitter possam se aproximar de seus consumidores e parceiros, permitindo que funcionários da empresa auxiliem na gestão da conta corporativa do twitter.

O Contributors, segundo um post do blog oficial do Twitter, “permite aos usuários participem de conversações mais autênticas com as empresas, permitindo que as organizações gerenciem seus vários colaboradores na mesma conta. Esse novo recurso acrescenta o nome de quem contribuiu com a informação na assinatura do próprio tweet, tornando mais pessoal a comunicação com o consumidor. Por exemplo, se o @Twitter convida a @Biz para um tweet em seu nome, então este tweet do @Twitter irá sair com a assinatura da @Biz abaixo, para que os usuários saibam mais sobre as pessoas por trás das organizações.”

tweet Novos Recursos do Twitter: Rumo à Monetização

Este recurso ainda está em teste, e somente alguns parceiros estão com autonomia para testá-lo além do Twitter. Um deles é a Starbucks. Brad Nelson, uma das pessoas por trás dos tweets da empresa, divulgou algumas screenshots do novo recurso.

Fullscreen Novos Recursos do Twitter: Rumo à Monetização

Com essas screenshots parece que o Twitter está indo para o caminho certo. Aparentemente os colaboradores poderão mudar de contas com certa facilidade, o que economizará algum tempo.

contributor update Novos Recursos do Twitter: Rumo à Monetização

contributor update 2 Novos Recursos do Twitter: Rumo à Monetização

E também facilita para o editor da conta controlar o acesso.

contributors access Novos Recursos do Twitter: Rumo à Monetização

Fonte: ReadWriteWeb

Apenas um terço dos brasileiros navega pela web, informa IBGE

17/12/2009

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na sexta-feira, 11 de dezembro, amplo estudo sobre o comportamento dos brasileiros, com destaque sobretudo para sua relação com internet e celulares. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) teve como tema ‘Acesso à internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal’ e estudou os três últimos meses de 2008, comparando o resultado com a amostragem conseguida em 2005.

O dado mais relevante aponta que apenas um terço dos brasileiros com mais de dez anos de idade navega pela internet. Apesar do número de internautas ter saltado de 20,9% em 2005 para 34,8% em 2008, um acréscimo de 75,3%, o contingente de internautas equivale a somente 34,8% da população, 56 milhões de indivíduos em um universo de 160 milhões.

O maior número de conexões foi feita para comunicação entre as pessoas (83,2%), seguido por atividades de lazer (68,6%) e educação e aprendizado (65,9%). Três anos antes, a ordem era diferente: educação e aprendizado (71,7%), comunicação com outras pessoas (68,6%) e atividades de lazer (54,3%).

Entre os 104,7 milhões de excluídos digitais, três principais motivos são apontados para a falta de conexão: não achavam necessário ou não queriam (32,8%); não sabiam utilizar a internet (31,6%), e não tinham acesso a computadores (30%). A ordem dos motivos também foi diferente com relação ao estudo anterior, quando ‘não tinham acesso a computadores’ ficou com 37,2%, seguido por ‘não achavam necessário ou não queriam’, com 20,9%, e ‘não sabiam utilizar a internet’, com 20,6%.

A Região Sudeste concentra o maior número de usuários (40,3%), e o Distrito Federal, surpreendentemente, é o local com o mais alto percentual de conectados (56,1%), deixando São Paulo em segundo lugar (43,9%).

Outro dado relevante diz respeito ao sucesso comprovado das lan houses, que passaram a ser o segundo local de acesso (35,2%), superando os ambientes de trabalho (31%). Em 2005, as posições eram invertidas, e os resultados, de 39,7% e 21,9%, respectivamente. Em ambas as pesquisas, os domicílios lideram com folga: de 49,9% para 57,1%.

As lan houses já lideram as estatísticas nas Regiões Norte e Nordeste, com 56,3% e 52,9% dos acessos, respectivamente, contra 40% e 34,1% dos acessos domiciliares.

Metade dos brasileiros tem telefone celular para uso pessoal

Enquanto um terço da população está conectada à internet, um pouco mais da metade usa telefones celulares para uso pessoal. Segundo os números do IBGE, 53,8% dos brasileiros tinham aparelhos móveis no fim de 2008. A marca em 2005 era de 36,6%.

A região do País que possui o maior número de usuários é a Centro-Oeste (64,3%), e mais uma vez o Distrito Federal é a localidade que mais se destaca, com 75,6% dos moradores falando ao celular. Unidade da Federação mais populosa, São Paulo aparece apenas em oitavo lugar, com 59,2%.

 Confira a íntegra da pesquisa do IBGE

Fonte: Nós da Comunicação