Redes sociais aumentam vendas e dão nova cara ao empreendedorismo

As redes sociais vão ganhar cada vez mais importância para a inovação e as atividades empreendedoras. Essa foi uma das conclusões do III Seminário de Empreendedorismo, promovido ontem pelo Instituto Endeavor e pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), por ocasião da Semana Global do Empreendedorismo. Segundo Silvio Meira, responsável pelo Instituto C.E.S.A.R, um dos pilares para se empreender é entender a conexão de pessoas e suas relações sociais. Fundador do C.E.S.A.R e do Porto Digital, Meira dedica-se a estimular a inovação para desenvolver produtos e serviços com base na Tecnologia da Informação. Uma pesquisa apresentada por Meira revelou que, em grandes empresas, mais da metade dos funcionários usa a maior parte de seu tempo não para o trabalho em si, mas para fortalecer a sua rede de contatos. – A interação é que leva à criatividade e à inovação. Tem que ter conexão. Não adianta empreender sozinho. E é nesse contexto que entram as redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter. A revolução digital é para as pessoas o que a revolução industrial foi para as empresas – afirmou Meira.

Pesquisa apresentada pelo Núcleo de Inteligência Digital (iDig) reforça a avaliação de Meira. Segundo Cláudio Torres, consultor do iDig, ficou constatado que 21 de 50 marcas analisadas já contam com perfil no Twitter, espécie de microblog da internet. Essas companhias têm, em média, mais de três mil seguidores. E mais: cerca de 11% das mensagens sobre as companhias são retransmitidas pelos consumidores.

– As empresas têm de ficar preocupadas com isso. A cada 33 segundos, há uma mensagem com os seus nomes – disse Torres.

Twitter responde por 12% das vendas de loja de camisetas

Fábio Seixas, fundador da empresa Camisetaria, que vende suas camisetas apenas pela internet, lembrou que hoje de 10% a 12% dos negócios da firma nascem no Twitter. Segundo ele, que fundou a companhia há quatro anos, é preciso se adaptar às inovações da internet. Para ele, a interação com o internauta é essencial para aumentar as receitas:

– Comecei a empresa de forma empreendedora. Sempre que há alguma inovação na rede, fazemos alterações em nossa página na internet. Isso é necessário. Hoje, já contamos com 150 mil usuários cadastrados. Fazemos concursos de estampas, no qual os internautas enviam sugestões. Com isso, reforçamos a nossa rede.

Joyce Jane Meyer, diretora de Novos Negócios da Infoglobo e CEO de O Livreiro, rede social voltada para quem gosta de livros, ressaltou a importância da interação com o usuário. Ela lembrou que quando O Livreiro foi lançado, há quatro meses, ganhou a rede em versão beta, com apenas 60% do projeto pronto. O objetivo era colher sugestões dos usuários.

– O redesenho faz parte da internet. Em quatro meses, cerca de 200 usuários enviaram melhorias. Com isso, foram entregues 120 novas funcionalidades. Em março de 2010, vamos lançar uma nova versão, e, de novo, não será completa. A internet é abraçar o incerto e viver com a dúvida. Hoje, já temos 22 mil usuários cadastrados, mais de 1,65 milhão de pageviews e 460 mil visitas – afirmou Joyce.

Guy Kawasaki, que trabalhou na Apple, reforçou que a internet permitiu uma democratização do conhecimento. E lembrou que um empreendedor tem que buscar fazer do mundo um lugar mais criativo.

Fonte: O Globo

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