Sites de relacionamento como fonte de renda

Na reportagem, pessoas simples que tiveram ideias lucrativas conseguiram.

 Jovem, bela, descolada e tecnológica.

Ela é a Twittess. A desconhecida publicitária virou celebridade virtual conversando com o público jovem. “Eu twittava sobre minha vida, meu dia a dia, mas eu via que as pessoas curtiam muito mais quando eu passava um link ou uma informação diferente e ai eu fui seguindo para isso”, afirma Tessália Serighelli.

Twitter, para quem não sabe, é mais uma ferramenta gratuita de comunicação imediatíssima na internet. Um microblog. Você pode mandar e receber mensagens de até 140 caracteres.

Nove milhões de brasileiros já estão twittando. Ninguém sabe ao certo quantos convertem as letrinhas em dinheiro, mas a personagem Twittess ficou tão famosa com tantos seguidores (85 mil) que as empresas começaram a ficar de olho.

Aos 22 anos, ela já é formadora de opinião. Hoje ela te sustenta mais do que a sua profissão? “50%, 50%. Depende do mês”.

Tess diz ser uma caçadora de tendências. Ficou famosa postando novidades no Twitter. Hoje, cobra R$ 500 por mensagem comercial e dá consultoria para quem quer promover produtos pela internet.

“Se fosse para começar hoje eu começaria com Twitter focado. É muito mais bacana, pega uma coisa que você gosta de verdade, que vai escrever bem, que você não vai ter que correr atrás de aprender a fundo algo que nem te interessa tanto”.

Por pura diversão, Felipe Cruz criou o ‘Papel Pop’, um blog que fala do que há de importante entre os assuntos mais irrelevantes do planeta. “Você tem que estar sempre atualizado. Vai que a Britney tropeçou e caiu, como é que eu não vou postar isso?”.

O blog ficou tão conhecido que agora ele vende espaços para anunciantes e fatura de R$ 3.000 a R$ 5.000 por mês. “Essa não é uma profissão do futuro e sim do presente. As redes sociais, os blogues, os twitters, é a profissão de agora”.

Blogueiros iniciantes costumam recorrer ao Google Adsense que traz anúncios para blogs. Cada vez que alguém clica na propaganda pelo seu site, você ganha dinheiro. Fácil? Que nada. Tem casos que, para ganhar US$ 100 são necessários dez mil cliques.

Outra fonte de renda é bem mais polêmica. Alguns blogueiros recebem para escrever mensagens positivas sobre determinado produto, uma propaganda disfarçada.

Nos Estados Unidos, a Comissão de Comércio proibiu a prática. A partir de 1º de dezembro, quem fizer isso será multado em US$ 11 mil, quase R$ 20 mil.

“Se você for fazer um blog não pensa: ‘ah, eu quero para fazer dinheiro’. Não vai dar certo. Foi fazendo o que gostam que esses empresários tiveram uma ideia pioneira: lançar uma editora virtual de livros.

“Nós vivemos todas as dificuldades que o autor iniciante passa na busca por editora, por ter o seu original aprovado e chegar ao público e contar a sua própria história”, afirma Ricardo Almeida.

O site publica e vende livros de qualquer autor que se cadastrar. 2.050 títulos foram lançados desde maio. “São dez mil livros vendidos já, mas nós estamos numa media de 2.000 livros mês”.

O ‘Clube de Autores’ funciona assim: o escritor faz um cadastro gratuito no site. O valor de custo é determinado pelo número de páginas do livro. O autor diz quanto quer cobrar a mais e define o preço final para o leitor.

Depois de definido o valor, basta subir o arquivo do livro em PDF. “O mais difícil você já vai ter feito que é ter escrito os livros”, brinca. A editora oferece facilidades desconhecidas para a imensa maioria dos autores: se o autor quiser fazer uma liquidação virtual, é só ele acessar o site e baixar o preço.

O livro só é impresso quando vendido, ou seja, se o autor não é lá muito talentoso e apenas a mãe dele for comprar, a gráfica imprime só um exemplar. As encomendas são entregues em cinco dias. “Fornecedores que apostaram também no nosso projeto, um projeto na América Latina inédito e tem dado certo”, acredita Índio Brasileiro Guerra Netto.

Parece tudo maravilhoso, mas tem uns poréns: o autor tem que entregar o livro diagramado e revisado, e o principal: não há divulgação. Mesmo com esses obstáculos, tem escritor faturando. Tudo tecnológico

“A cada R$ 100 que ele acumula de direitos autorais que foi definido por ele, nós creditamos na conta dele. Ele tem como checar, então é um modelo muito transparente. Isso nos dá muita força junto ao autor”.

Acredite, encontramos em Buenos Aires o mais novo brasileiro candidato a hit na internet. Bastou uma câmera no computador e uma ideia esquisita na cabeça para ele começar a fazer sucesso.

“Era uma piada entre os amigos. Eu gravei um, subi para o YouTube, e ai começou um monte de gente falar”, conta o cantor, Túlio Pires Bragança. A piada é fazer traduções simplórias de pagodes dos anos 90.

A brincadeira já rendeu convite de duas empresas para transformar as versões em toques de celular. “Era um lado que ninguém subiu, nem eu, esse lado tradutor automático”, diz Túlio.

Irônico é que o brasileiro que canta pagode em inglês na terra do Tango explica o processo de criação: “eu sento, depois de uma semana de ensaio de poesia pagodística (sic) eu ligo a câmera e começo a tocar”.

O vídeo gira o mundo. 15 minutos de fama e quem sabe de fortuna pela internet.

Fonte: http://g1.globo.com/

Veja a matéria completa: http://migre.me/9JYz

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